O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, anunciou ontem o lançamento de um prémio de inovação em memória de Diogo Vasconcelos, com periodicidade anual e o objectivo de formar novos empreendedores.
Na cerimónia de apresentação (não oficial) do prémio, Durão Barroso recordou o tempo que trabalhou com Diogo Vasconcelos e descreveu-o como “uma das mais brilhantes mentes da sua geração”.
Nesta Europa fragilizada, parece que há cada vez menos tempo para discutir a solidariedade, a inovação social. Mesmo temas como as alterações climáticas, inclusão social e empreendedorismo têm ficado para trás no debate europeu. Foram completamente engolidos pela crise do Euro.
“O Diogo era uma pessoa com uma energia e carisma fora do normal. Pensava à frente do seu tempo, desenvolvendo e conectando ideias e relacionando-se com pessoas novas, sempre com um objectivo em mente, um futuro melhor para todos. Empenhava-se com grande paixão e promovia novas formas de combater desafios como as alterações climáticas, o desemprego ou o envelhecimento da população”, explicou Durão Barroso.
Espero que este prémio ajude a repensar algumas das prioridades europeias e dê um novo alento aos jovens empreendedores europeus. Para que outro visionário ajude a completar o trabalho e a missão do Diogo.
Segundo um estudo da Universidade do Massachusetts, 62% das empresas que pertencem à Fortune 500 têm uma conta de Twitter actualizadas; 58% já tem uma página no Facebook e 23% publicaram, no último ano, um conteúdo no seu blog.
Estes números levaram o PR Daily a voltar a uma questão que já abordei, por diversas vezes, neste blog: quem deve liderar a presença das empresas nas redes sociais?
Na verdade, o título do artigo de Andrew Cross responde a esta pergunta. E dá quatro razões para sermos nós, o PR, a trabalharmos estes projectos. Aqui ficam os argumentos.
1. As equipas de PR estão melhor preparadas para responderem aos pedidos dos media.
Quando um jornalista chega a uma marca através das redes sociais, são os consultores de comunicação que melhor podem responder – de forma rápida – a estes pedidos. Por óbvias razões.
2. As PR entendem as mensagens de uma determinada organização.
As PR conhecem as mensagens de uma determinada marca e organização, o seu estilo de comunicar. Nas redes sociais, as marcas falam normalmente com uma voz muito particular, e as PR estão – claramente – melhor preparadas para garantir a uniformidade do discurso. Quer nas redes sociais como na relação entre as redes sociais e outros canais de comunicação.
3. A equipa de PR é especialista em gestão da reputação.
Se não nos faltam exemplos dos perigos que as redes sociais podem representar para as marcas, não é menos verdade que as PR estão, também aqui, melhor preparadas para responderem a estes desafios.
As PR podem servir de ponte para reencaminhar as perguntas dos clientes para outros departamentos – vendas ou serviço ao cliente -, e conhecem melhor as várias audiências de uma organização, os consumidores e clientes, os parceiros, media ou outros stakeholders. Simples.
4. A estratégia de PR é anterior à estratégia de social media.
Muito interessante, este último argumento do PR Daily. Na verdade, se a estratégia de PR “dita”, em parte, a própria estratégia de social media, porque razão deveremos colocar a gestão das redes sociais fora das PR?
*Artigo publicado no Imagens de Marca
Nos últimos dois anos, muitos governantes e empresários – nos quais me incluo – têm defendido a criação do chamado triângulo Portugal, Brasil, Angola, uma ponte estratégica que une três continentes em diferentes fases do desenvolvimento.
Muitas destas estratégias, infelizmente, não passaram de intenções. Outras, porém, são já uma realidade e uma montra efectiva para as empresas portuguesas.
Uma delas é o Green Project Awards (GPA) Brasil, cuja primeira edição foi apresentada na última quinta-feira, no Rio de Janeiro, pela GCI e pelo Instituto Nacional de Tecnologia do Brasil. O GPA, recorde-se, foi lançado em 2008 em Portugal, pela GCI, APA e Quercus.
Nos próximos quatro anos, o Brasil será o palco de um Mundial de futebol e Jogos Olímpicos, dois eventos que vão mudar a face das principais cidades brasileiras, sobretudo do Rio de Janeiro, e estão a ser utilizados como eixos fundamentais da revolução sustentável do País.
Nos últimos meses, nas minhas constantes viagens ao Rio de Janeiro e São Paulo, dei-me conta da paixão brasileira pelos temas relacionados com o desenvolvimento sustentável. Isto, é certo, apesar de o País se encontrar numa etapa diferente da sustentabilidade, em relação, por exemplo, a Portugal.
O activista ambiental – e político – Carlos Minc disse mesmo há uns meses que o Brasil estava 15 anos atrasado, em relação a Portugal, em áreas como o saneamento e os resíduos, tendo mesmo garantido que a experiência das empresas portuguesas nestes campos poderá ser essencial neste rápido desenvolvimento.
Por todos estes motivos, o GPA Brasil vai ter um importante papel na discussão sobre o desenvolvimento sustentável brasileiro, assumindo-se – ao contrário da edição portuguesa – como um movimento.
O GPA Brasil vai ajudar Portugal – e as empresas portuguesas – a exportar conhecimento e projectos para o mercado brasileiro, vai fazer a ponte entre os dois países. E vai colocar Portugal na rota do desenvolvimento sustentável do Brasil, na rota do Mundial de futebol, dos Jogos Olímpicos, do importante Rio+20, e da revolução ligada às cidades sustentáveis.
O projecto conta com o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e do Ministério do Meio Ambiente brasileiros, o que prova o entusiasmo – que eu próprio presenciei in loco – dos decisores brasileiros neste movimento.
Por experiência própria, sei que a envolvência destes stakeholders é essencial para a mudança de mentalidades. E para ajudar a tornar este sonho – a internacionalização do GPA – cada vez mais uma realidade.
Depois de 2012, nada será com dantes no mercado das Public Relations.
As media relations serão insuficientes para o actual modelo económico.
O mercado terá de criar valor, e não destruir valor.
Sobreviver pelo preço não é a solução. A sobrevivência e sustentabilidade terão de ser alcançadas pela qualidade de serviço e competência.
Acredito que o mercado, se se unir, sairá vitorioso desta crise. E de 2012.
Está aí o Natal, um dos mais complicados dos últimos anos para os portugueses, e é tempo de estarmos com a família. E, pelo menos durante uns dias, não pensar em 2012.
Gostaria de vos desejar um excelente Natal, junto dos vossos. Que 2012 nos encontre a todos com energia renovada e determinação para o sucesso.
Leia também, neste link, os votos de todos os GCIanos. Até 2012.
O ministro brasileiro do Desporto, Aldo Rebelo, concedeu ontem uma entrevista muito interessante ao Menos Um Carro. Uma entrevista que, como se espera de um movimento como o Menos Um Carro, teve como principal tema a mobilidade, agora que estamos a dois anos e meio do início da Mundial 2014, a copa brasileira.
Não é um tema fácil e o Governo brasileiro tem encontrado alguns obstáculos para conciliar os interesses do Mundial (leia-se FIFA) – garantir o acesso rápido dos cidadãos aos estádios e melhorar as acessibilidades, a tempo e horas – com os das cidades onde se realizarão os jogos. Tudo isto, claro, com o esperado rigor financeiro – serão investidos 5,5 mil milhões de euros em 49 obras.
Aldo Rebelo diz que as obras de mobilidade urbana estarão concluídas antes do prazo previsto e que a grande preocupação dos governantes é assegurar que estas obras fiquem, como legado do evento, para as próximas gerações de brasileiros. O objectivo? Reduzir o número de veículos em circulação e modernizar as redes de transportes públicos. E com uma estratégia de longo prazo e pós-Mundial 2014, acrescento eu.
Ao contrário de outras recentes organizações – de campeonatos de futebol ou Jogos Olímpicos – o Governo brasileiro delegou nas cidades e Estados a definição do melhor projecto de mobilidade. Tudo claro, sob o olhar atento do Planalto.
Belo Horizonte, Recife, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Cuiabá já iniciaram 21 das 49 obras de mobilidade. As restantes “estão a ser licitadas e começam em breve”. O ministério do Desporto, aliás, esteve envolvido no desenvolvimento dos projectos de mobilidade.
“O Mundial 2014 é um dos maiores eventos mundiais. Mobiliza milhões de pessoas. Envolve um número enorme de empresas. Por isso, é uma oportunidade de modernização dos sistemas viários de transportes”, explicou Aldo Rebelo.
Há uns tempos escrevi por aqui que os grandes eventos tinham o condão de mudar as cidades, levá-las para o campo da sustentabilidade, impulsionar o desenvolvimento e planeamento urbano ou redesenhar, entre outras, as estratégias de mobilidade sustentável.
Neste aspecto, o Mundial 2010, há que admitir, foi uma decepção. O Brasil não pode cometer os mesmos erros. Acredito que não os fará.
Para conseguirmos uma verdadeira mudança de mentalidades não basta falar dela constantemente ou anunciá-lo com pompa e circunstância. Há que pensá-la, trabalhá-la no terreno, torná-la uma realidade. E efectivá-la.
Quando explico – repetidamente – que um dos objectivos da GCI é lutar por esta mudança de mentalidades, em várias áreas da nossa sociedade, estou a pensar em estratégias efectivas e visíveis para atingir estes objectivos.
O caminho para a mudança de mentalidades é longo e pressupõe inovação, curiosidade, criatividade e competência. Características que, como sabem, acho fundamentais para a valorização de uma consultora de comunicação, na forma como esta se integra e relaciona com as outras disciplinas do marketing, por exemplo.
E quando digo – repetidamente – que temos de repensar as consultoras de comunicação, na procura do Public Engagement, estou também a falar, na prática, de uma mudança de mentalidades.
Um exemplo: a GCI quer mudar a forma como se comunicam as campanhas sobre o VIH/Sida em Portugal, para conseguir alterar comportamentos e motivar as pessoas a fazer o teste.
Por isso, vamos lançar amanhã mais um movimento da sociedade civil, o É Melhor Saber, que promove a necessidade de diagnóstico atempado e precoce do VIH/Sida.
Por outras palavras, é um movimento que pretende levar as pessoas a fazer o teste do VIH que, ao contrário do que sucedida há uns anos, se for detectado precocemente pode ser controlado de forma preventiva e permitir uma vida com maior qualidade. E, não menos importante, evitar o contágio aos que mais gostamos.
Porque razão estamos a lançar este movimento? Portugal tem uma das maiores prevalências de VIH/Sida do continente europeu. E estes tratamentos custam 200 milhões de euros anuais ao Estado.
O movimento envolve subscritores e apoiantes da maioria das entidades que actuam na prevenção e tratamento da infecção VIH/Sida: desde as principais organizações da sociedade civil e ONGs que exercem a sua acção no campo de luta contra o vírus, as sociedades médicas e científicas.
O projecto conta também com o Alto Patrocínio da Presidência da República, o apoio institucional da Direcção-Geral da Saúde e da RTP, que é o media partner. E envolve todos os cidadãos que reconhecem neste movimento uma causa que diz respeito a todos.
Esta será, cada vez mais, a linguagem da GCI. A mudança de mentalidades não se anuncia. Faz-se.
Hoje, feriado em Portugal, a GCI e o Instituto Nacional de Tecnologia (INT) apresentam, no Rio de Janeiro, a primeira edição do GPA Brasil.
É um dia muito especial para a GCI e para as dezenas de profissionais envolvidos, desde o primeiro dia, no projecto Green Project Awards.
Com o slogan Juntos pelo Brasil, o GPA terá algumas diferenças em relação à edição portuguesa, que a seu tempo revelarei.
É um movimento que reúne toda a sociedade brasileira rumo ao desenvolvimento sustentável e que pode ser encontrado no Twitter e Facebook.
O GPA Brasil vai aproximar – ainda mais – Portugal e Brasil. E permitir partilhar know how e experiências sustentáveis.
Arrancou hoje o Eurobest, um dos principais festivais de criatividade do mundo, organizado pela equipa que, entre outros, põe de pé os leões de Cannes. Este ano, cabe a Lisboa receber este festival – curiosamente, um dia depois de a capital portuguesa ter conseguido colocar o Fado, onde a criatividade tem um papel fundamental, como Património Imaterial da Humanidade.
O Eurobest vai reunir, em Lisboa, alguns dos profissionais mais criativos da Europa, líderes inspiradores e gestores de marketing, decisores, executivos cujas decisões apontam o caminho para dezenas de consultoras, para milhares de profissionais. E criam tendências.
É essencial, também por este detalhe, estar bem atento ao Eurobest.
Como já várias vezes tenho defendido por aqui, a indústria das PR tem de ser mais criativa. Sem criatividade é impossível falar em crescimento da nossa indústria e das respectivas consultoras.
Também por isso, o Eurobest deveria estar no radar de todos os profissionais de PR portugueses.
A nossa indústria não é a publicitária (e o Eurobest não é só de publicidade), mas se há indústria a que podemos ir buscar boas práticas - adaptadas, é certo, às Public Relations - a publicitária é uma delas.
A criatividade é uma das características que mais valorizo nas propostas e campanhas de PR. Também por isso estarei atento ao Eurobest. Tenho a certeza que irei aprender e poderei incorporar algum desse conhecimento nas futuras propostas da GCI.