11 de Dezembro de 2008
Por José Manuel Costa

Ainda não passaram 15 dias desde que o ex vice-chanceler alemão Joschka Fischer reconheceu, em Portugal, que mais séria que a crise económica é a crise ambiental.

 

Em jeito de provocação, e num País com condições climáticas ímpares, Fischer apelou à acção conjunta para abrir/identificar os grandes desafios ao nível das energias renováveis, uma área onde a Europa poderá ter posição dominante, por oposição à energia nuclear e ao petróleo.

 

Ou seja, perante a adversidade e a crise, a oportunidade de novos mercados.

 

Por muito que se fale, que se agitem mentalidades, por muitos protocolos que se assinem… não chega a boa vontade de países mais pequenos face às posições, diria que retrógradas, de dirigentes de grandes potenciais que ainda continuam a sobrepor o valor da economia ao valor do ambiente.

 

Sem que se possam quantificar ambos os valores, não me restam dúvidas que a economia tem /é de ciclos, mas que o ambiente só terá ciclo descendente se nada for feito.

 

Aliás, Al Gore, ex vice-presidente dos Estados Unidos da América, tocou neste ponto quando há cerca de 10 meses, nomeadamente na iniciativa da APED, discursou em Portugal e reforçou as mensagens do filme “Uma verdade inconveniente”. Um filme que apela a uma acção imediata contra o aquecimento global.

 

Com dois ex-líderes, um de cada lado do Atlântico, a terem pontos em comum na causa do ambiente e da energia, será que devemos ficar expectantes ou apostar que um dos lados do Atlântico alcançará o lugar mais alto no pódio da luta em prol do futuro do planeta?

 

Será que iremos assistir ao espirrar da América sem que a Europa se constipe?

 

Se olharmos para o presente temos uma América cujo presidente sempre deu maior ênfase à economia do que ao ambiente…

 

…Temos uma Europa que já começou a olhar para a crise energética como uma oportunidade para o ambiente.

 

Por outras palavras, temos um conjunto de líderes de um continente (velho) que já levam alguns meses de avanço sobre os objectivos de um presidente recém-eleito e que só tomará posse do “novo continente" a 20 de Janeiro.

 

Mas… é um presidente que se apresenta ávido de mostrar trabalho, de mostrar que atacar a mudança climática global é uma "questão de urgência". Um propósito que irá gerar empregos.

 

Poderia escrever que, enquanto político, é esse o seu papel, mas tenho de reconhecer que Obama já não me surpreende e que acredito que de facto “this is a matter of urgency and national security, and it has to be dealt with in a serious way. That is what I intend my administration to do."

 

Uma intenção que a priori irá estimular a economia e criar 2,5 milhões de postos de trabalho.

 


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