26 de Dezembro de 2008
Por José Manuel Costa

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11 de Dezembro de 2008
Por José Manuel Costa

A Internet é um mundo. E, como mundo que é, tem espaço para todos. 

 

Mas, tenho uma dúvida.

 

Porque alguns teimam em ser uma espécie de “emplastro” sempre que num motor de busca se escreve o nome da respectiva concorrência? Será por uma questão de reputação?

 

Ah! Entenda-se por “concorrência” qualquer marca dentro da área da Consultoria de Comunicação.

 

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Por José Manuel Costa

Ainda não passaram 15 dias desde que o ex vice-chanceler alemão Joschka Fischer reconheceu, em Portugal, que mais séria que a crise económica é a crise ambiental.

 

Em jeito de provocação, e num País com condições climáticas ímpares, Fischer apelou à acção conjunta para abrir/identificar os grandes desafios ao nível das energias renováveis, uma área onde a Europa poderá ter posição dominante, por oposição à energia nuclear e ao petróleo.

 

Ou seja, perante a adversidade e a crise, a oportunidade de novos mercados.

 

Por muito que se fale, que se agitem mentalidades, por muitos protocolos que se assinem… não chega a boa vontade de países mais pequenos face às posições, diria que retrógradas, de dirigentes de grandes potenciais que ainda continuam a sobrepor o valor da economia ao valor do ambiente.

 

Sem que se possam quantificar ambos os valores, não me restam dúvidas que a economia tem /é de ciclos, mas que o ambiente só terá ciclo descendente se nada for feito.

 

Aliás, Al Gore, ex vice-presidente dos Estados Unidos da América, tocou neste ponto quando há cerca de 10 meses, nomeadamente na iniciativa da APED, discursou em Portugal e reforçou as mensagens do filme “Uma verdade inconveniente”. Um filme que apela a uma acção imediata contra o aquecimento global.

 

Com dois ex-líderes, um de cada lado do Atlântico, a terem pontos em comum na causa do ambiente e da energia, será que devemos ficar expectantes ou apostar que um dos lados do Atlântico alcançará o lugar mais alto no pódio da luta em prol do futuro do planeta?

 

Será que iremos assistir ao espirrar da América sem que a Europa se constipe?

 

Se olharmos para o presente temos uma América cujo presidente sempre deu maior ênfase à economia do que ao ambiente…

 

…Temos uma Europa que já começou a olhar para a crise energética como uma oportunidade para o ambiente.

 

Por outras palavras, temos um conjunto de líderes de um continente (velho) que já levam alguns meses de avanço sobre os objectivos de um presidente recém-eleito e que só tomará posse do “novo continente" a 20 de Janeiro.

 

Mas… é um presidente que se apresenta ávido de mostrar trabalho, de mostrar que atacar a mudança climática global é uma "questão de urgência". Um propósito que irá gerar empregos.

 

Poderia escrever que, enquanto político, é esse o seu papel, mas tenho de reconhecer que Obama já não me surpreende e que acredito que de facto “this is a matter of urgency and national security, and it has to be dealt with in a serious way. That is what I intend my administration to do."

 

Uma intenção que a priori irá estimular a economia e criar 2,5 milhões de postos de trabalho.

 


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9 de Dezembro de 2008
Por José Manuel Costa

A dias do Natal e num fim-de-semana prolongado em Portugal e Espanha basta uma breve visita pela Baixa-lisboeta, por exemplo, para perceber o poder da Ibéria. Um poder que Pérez-Reverte sublinhou quando lembrou que "qualquer espanhol que vem a Portugal sente-se em casa e qualquer português que vá a Espanha sente o mesmo".
 

Com a realidade a demonstrar que as questões históricas estão apenas na História de ambos os países, creio que é incontestável que a Ibérica já existe ao nível social. Quanto à Ibéria económica… temos de caminhar para lá.
 

Enquanto esse dia não chega… a promoção de Portugal como a costa Oeste da Europa poderá ser um caminho.
 

Um caminho que poderá não ser fácil, mas que tem de ser trilhado através das relações bilaterais, do entendimento entre forças económicas e mesmo políticas e também através da comunicação – incluindo aqui o marketing e a publicidade.
 

Portugal tem / deve assumir-se cada vez mais como o país cujas cidades capitais são porta atlântica. Como o País com a melhor posição estratégica e porta de entrada de pessoas e bens por via marítima. Por isso… deve apostar em infra-estruturas portuárias, ferroviárias e outras que permitam em conjunto com Espanha sublinhar a posição da Ibéria enquanto motor da velha Europa.
 


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5 de Dezembro de 2008
Por José Manuel Costa

Hoje é o segundo dia para agitar as mentes e continuar a gerar um grande movimento em torno dos temas que marcam a agenda internacional em matéria de desenvolvimento sustentável.

 

 

Depois de ontem a qualidade dos oradores e participantes ter superado todas as expectativas, a fasquia do Green Festival, que decorre até dia 8 de Dezembro, no Centro de Congressos do Estoril, está alta e as aprendizagens para o próximo ano estão a ser anotadas.

 

Mas, os desafios em prol do desenvolvimento sustentável não param. A Comissão Europeia acaba de adoptar uma proposta que, pela primeira vez, irá permitir a todos os Estados-membros e regiões da União investirem na habitação mediante medidas de eficiência energética e energias renováveis.

 

No momento em que as palavras “crise” e “económica” se tornaram banais nas conversas, o antigo vice-chanceler alemão Joschka Fischer não escondeu, ontem no Centro de Congressos do Estoril, que a crise mais séria é a que junta as palavras “crise” e “ambiente”.

 

Num claro desafio à acção conjunta para abrir/identificar as grandes oportunidades, Fischer lembrou o desafio na aposta das energias renováveis. Uma área onde a Europa poderá ter posição dominante, por oposição à energia nuclear e ao petróleo.

 

Tendo Portugal clima e posição geográfica privilegiadas, gostaria de fazer minhas as palavras do ex-líder alemão, “mostrem-me um país rico que tenha destruído o seu futuro com investimentos na sustentabilidade".

 


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