3 de Abril de 2009
Por José Manuel Costa

 
Um dos aspectos interessantes quando se parte para uma análise de determinada problemática é tentar compreendê-la nas suas diversas perspectivas. Ao ler recentemente dois artigos publicados no suplemento de saúde do Financial Times, foi possível encontrar diferentes ângulos de um mesmo tema.
 
A insustentabilidade dos sistemas de saúde públicos, e até mesmo privados, parece ser cada vez mais uma fatalidade, mas paradoxalmente por razões que podem resultar da própria evolução positiva na qualidade e no bem-estar das sociedades ocidentais. Nestas, as pessoas vivem mais anos e com mais qualidade. Mas, isto implica necessariamente mais gastos nos sistemas de saúde.   
 
A longevidade humana tem assim um preço elevado que poderá condenar o próprio sistema onde a mesma se torna possível.
 
A evolução da medicina permite-nos cada vez mais opções e os custos com a saúde crescem de ano para ano desafiando os especialistas da Health Economics a pensar novas soluções para um velho problema que na verdade é inevitável, não fosse o facto de ter-se iniciado nos anos 60 o caminho para a quase inversão das pirâmides etárias nos países desenvolvidos. A população activa é sobejamente inferior ao crescente número de idosos que representam a grande fatia do investimento em saúde.
 
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) fez um levantamento da evolução da despesa de Estado com a saúde nos seis países originais da Comunidade Europeia, entre 1965 e 2006, e verificou que os gastos duplicaram: de 4,9% passaram para 10,2% do PIB. As projecções apontam para que em 2050 a maioria dos países da OCDE estejam a gastar cerca de 20% do PIB na saúde e que nos Estados Unidos este valor chegue mesmo aos 30%. Em Portugal, no ano de 2009, a fatia prevista é de 5,1%.
 
É sobre estes e outros factores que a GCI, sobretudo através do seu Inside Health, tenta estudar os vários ângulos da problemática da saúde e dos seus sistemas adjacentes. Porque só desta maneira, é possível promover uma consultoria de comunicação adequada e ajustada aos desafios que se impõe aos clientes do Grupo GCI.

 

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1 de Abril de 2009
Por José Manuel Costa

Foi com enorme satisfação que ontem estive no pequeno auditório da Culturgest para ouvir o Professor Augusto Mateus a comentar o Edelman Trust Barometer 2009 e a enquadrá-lo na realidade nacional.

 
Relembro que o Trust Barometer, que vai já na sua décima edição, é o mais importante estudo a nível internacional de medição dos níveis de confiança das pessoas em relação às empresas, governos, media e organizações não governamentais (ONG’s).
 
O Trust Barometer 2009 foi apresentado há umas semanas por Richard Edelman em Davos. E dada a importância deste estudo e a sua pertinência na actual conjuntura, o Grupo GCI, na qualidade de afiliado da Edelman, e em parceria com a APEME, tomou a iniciativa de convidar o Professor Augusto Mateus a debruçar-se sobre o documento e a interpretá-lo à luz da realidade nacional.
 
O resultado não podia ter sido mais esclarecedor e enriquecedor. O ex-ministro da Economia não só enquadrou todo o estudo na conjuntura portuguesa, como abordou a problemática da falta de confiança na actual crise.
 
Não querendo aqui alongar-me sobre a intervenção do Professor Augusto Mateus, convido os leitores deste blogue a irem ao site do Grupo GCI e lerem mais detalhadamente as reflexões da sua apresentação.
 
No entanto, gostaria de informar que tendo em conta a relevância e a representatividade deste estudo ao nível internacional, Portugal irá juntar-se, no próximo ano, aos 20 países que, globalmente, permitem antecipar tendências e comportamentos dos principais líderes de opinião, uma vez que se trata de um inquérito realizado junto de um público informado
 
O Grupo GCI, em parceria com a APEME, será a entidade responsável por desenvolver o trabalho de inquérito em Portugal e coordenar com a Edelman a inclusão da informação recolhida para o Trust Barometer 2010.
 

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