30 de Setembro de 2009
Por José Manuel Costa

 

Para quem já foi dado como morto várias vezes – houve inclusive uma festa de encerramento da mítica fábrica de Enschede – o ainda incógnito regresso dos filmes instantâneos da Polaroid seria um dos momentos mais marcantes de 2010. Por alguma razão os investidores da “nova” Polaroid chamam-lhe o The Impossible Project.

 

O início do fim – do início – dos filmes instantâneos data de Junho passado, quando a última fábrica da Polaroid, em Enschede, Holanda, fechou as portas e a tecnologia foi descontinuada. Mas quando os direitos da patente dos filmes instantâneos Polaroid foram adquiridos pela empresa Impossible, que juntou ex-directores e investidores, os que, como eu, são fãs da mítica Polaroid, começaram a ter razões para sorrir outra vez.

 

Segundo os responsáveis da Impossible, o actual stock de filmes instantâneos deverá acabar entre este e o próximo ano – pelo que será preciso, mais rápido que nunca, refazer a tecnologia para que este seja eficiente, ecológica e acessível às bolsas dos consumidores, já habituadas ao filme digital.

 

“A missão da Impossible não é reconstruir o filme integral Polaroid mas, com a ajuda de parceiros estratégicos, desenvolver um novo produto com novas características, com novos componentes optimizados e modernos. Ou seja, um material analógico novo e inovador, vendido sob uma nova marca”, pode ler-se no site The Impossible Project.

 

O desafio, de facto, é monumental. O site do The Impossible Project tem um relógio que indica, segundo a segundo, quanto tempo falta para que os primeiros dos “novos” filmes estejam, se tudo correr bem, no mercado. Vela a pena ver aqui.

 

Como parte do meu percurso na área da consultoria de comunicação se faz, também, de projectos quase impossíveis, estou com a nova Polaroid. Espero que sejam bem sucedidos.


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29 de Setembro de 2009
Por José Manuel Costa

 

Paula Rego is one of the greatests living painters”. A frase, que pertence à crítica de arte do Financial Times, Jackie Wullschlager, não é nova. Nem em Portugal e, muito menos, no estrangeiro.

 

Mas a forma como o nosso país costuma esquecer-se dos seus grandes cidadãos em vida – homenageando-os apenas em morte – diz muito da visão da Câmara Municipal de Cascais e da Casa das Histórias Paula Rego, que há duas semanas abriu ao público.

 

O projecto é de louvar em todos os aspectos. Desde a ideia, a forma como ela tem sido colocada em prática,  passando pelo magnífico projecto arquitectónico de Eduardo Souto de Moura. Paula Rego, de 73 anos e natural do Estoril, já merecia um espaço assim no país onde nasceu, cresceu e viveu grande parte da vida.

 

Não tenho dúvidas que a Casa das Histórias Paula Rego chamará milhares de pessoas a Cascais – e será, dentro de pouco tempo, um dos ex-líbris culturais da Grande Lisboa.

 

O Financial Times diz que em boa hora Paula Rego “voltou” ao local que a viu nascer. Tal como, um dia, Francis Bacon, Dali ou Chagall o fizeram através da sua arte.


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28 de Setembro de 2009
Por José Manuel Costa

 

 

A dois meses da importante conferência de Copenhaga sobre alterações climáticas, a Time dedica a edição de 5 de Outubro aos “Heróis do Ambiente”. O esperado número “verde” da histórica revista norte-americana tem como tópico, este ano, o conceito "Todos podemos fazer a diferença”.

 

O artigo, indispensável para quem se interessa pelo tema das alterações climáticas e sustentabilidade, é acompanhado de “green tips”, dicas verdes simples e fáceis de promover, reveladas pelos próprios heróis do ambiente.

 

“Nunca utilizo sacos de plástico” ou “planto uma árvores todos os dias” são dicas que, vindas de alguém reconhecidamente influente na questão da sustentabilidade, poderá levar os milhões de leitores da Time a mudarem os seus hábitos sustentáveis.

 

Dois dias depois de terminar a segunda edição do Green Festival – um sucesso, a avaliar pela presença de milhares de pessoas no Centro de Congressos do Estoril e pelo feedback que tivemos no nosso site, via twitter e, sobretudo, Facebook – e uma semana e meia depois da entrega dos Green Project Awards, é importante relembrar que, tal como diz Simon Robinson no artigo da Time, todos somos importantes na luta da sustentabilidade.

 

“É fácil pensar que todas as decisões difíceis estão apenas nas mãos dos nossos líderes, mas isso não é verdade. Como os homens e mulheres nestas páginas provam, todos podemos fazer a diferença”. Na mouche, digo eu!
 


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24 de Setembro de 2009
Por José Manuel Costa

Bjorn Lomborg e Filipe Duarte Santos podem divergir em muitas das ideias que têm nas áreas das alterações climáticas e do desenvolvimento sustentável, mas numa coisa são iguais: no interesse que conseguem incutir às suas apresentações e conferências e na forma como não deixam ninguém indiferente ao que dizem.

 

O que se viu ontem no auditório do Centro de Congressos do Estoril foi um debate que, ainda que tenha sido esgrimido, argumento a argumento, entre dois dos maiores especialistas mundiais em alterações climáticas – e um deles, por sinal, é português –, conseguiu ser suficientemente leal e interessante para… continuar depois de terminado.

 

Com o público a descer da plateia para falar directamente com Lomborg e Filipe Duarte Santos terminaram duas horas de pura estratégica climatérica. Lomborg apresenta-se com argumentos inovadores na questão das alterações climatéricas e, não sendo contra a redução das emissões de carbono, diz que não é assim que se lá vai.

 

O dinamarquês disse que era a favor de uma taxa de carbono (que, por exemplo, o governo francês vai começar a cobrar), mas referiu também não acreditar que os Governos utilizem bem esse dinheiro.

 

“Hoje, a solução para tratar do problema do aquecimento global passa por cortar nas emissões de carbono. Mas isso não resulta, já vimos”, explicou.

 

O dinamarquês deu vários exemplos de ideias mais simples, baratas e eficientes que esta. Uma dela passa por baixar o preço dos painéis solares, para que estes possam ser acessíveis para os chineses ou indianos, que têm as populações globais mais significativas e são os dois países que mais contribuirão para as alterações climáticas a curto e médio prazo.

 

Sempre utilizando Al Gore como exemplo das “verdades convenientes” (e admitindo que não é contra Gore, mas tem soluções diferentes), Lomborg falou também da importância da luta contra a pobreza e subdesenvolvimento de alguns países, sobretudo asiáticos e africanos, como chave para a resolução do problema.

 

Filipe Duarte Santos fez uma apresentação mais “sóbria” e estruturada, partindo do que já sabemos sobre as alterações climáticas - e do que é imprevisível sobre este tema - para chegar à solução final.

 

E, para o professor da Universidade de Lisboa, a solução é alcançar um novo paradigma de desenvolvimento que não passe pelo crescimento. “Tenho consciência que esta solução não é do agrado das empresas e dos economistas, mas temos que admitir que estamos num mundo desigual”, revelou, enquanto atirava algumas “flechas” amigáveis a Lomborg.

 

Se não conseguiu assistir à conferência nem teve a possibilidade de a acompanhar no twitter pode fazer o download dela aqui ou re-segui-la no twitter aqui.


 


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22 de Setembro de 2009
Por José Manuel Costa

Na semana passada, o jornal Meios & Publicidade perguntou-me porque razão deve a sustentabilidade estar na agenda das empresas.


Agora que o artigo foi publicado, coloco as minhas repostas neste espaço.

 


1. Pelo ambiente. Em 1987, Gro Harlem Brundtland (que estave na sexta-feira em Portugal, no Green Fest) e o seu “Brundtland Report” colocaram o conceito de desenvolvimento sustentável nas agendas políticas.

 

Passados 22 anos, a discussão da sustentabilidade está a evoluir para as suas vertentes económica e social, mas não devemos esquecer que ainda estamos longe de assegurar a entrega do planeta, às futuras gerações, da mesma forma que o encontrámos.

 

2. Pelos consumidores. Uma empresa ou marca que não seja ambientalmente sustentável está condenada ao insucesso. Mais que não seja, isso acontecerá porque os seus consumidores irão recusar-se a comprar produtos que ponham em risco a sustentabilidade ambiental.

 

E já não há outro caminho para os executivos trilharem. Isto obrigará, a breve prazo, à mudança de modelos de negócio, processos, tecnologias ou produtos – mas também de políticas de comunicação. Por exemplo, este ano alargámos o conceito de sustentabilidade, no Green Project Awards, à componente económica e social. Porque o conceito de sustentabilidade há muito que deixou de abranger apenas a área ambiental.

 

3. Pelo negócio e  inovação. A sustentabilidade é hoje um dos principais drivers da inovação e do desenvolvimento empresarial. E não é mito que as empresas que apostam na sustentabilidade ambiental conseguem diminuir os custos e melhorar as receitas.

 

Um edifício ambientalmente sustentável poderá ter um custo inicial superior mas, a médio prazo, terá o retorno deste investimento, através da poupança de energia ou água. E isto acontece por pressão dos consumidores e outros stakeholders mas também, e sobretudo, dos próprios colaboradores da empresa.

 

Marcas como a Nike ou Best Buy, nos Estados Unidos, estão a partilhar ideias criativas de design sustentável no projecto GreenXchange – e fazem-no não apenas porque têm consciência ambiental mas também pelo negócio e inovação.

 

Recentemente, um estudante indonésio anunciou que registou a patente de um outdoor publicitário ecológico que purifica o ar. Já viu o que isto significa, em termos de negócio, para as empresas deste sector?


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16 de Setembro de 2009
Por José Manuel Costa

Ontem foi um grande dia para a sustentabilidade e para o Grupo GCI, Quercus e Agência Portuguesa do Ambiente, organizadores da segunda edição do Green Project Awards (GPA). A sala cheia do Grande Auditório da Culturgest é sinónimo que a palavra sustentabilidade faz sentido para os convidados e parceiros do GPA e para os mais de 400 candidatos que, em dois anos, quiseram partilhar com a sociedade a relevância do que estão a fazer.

 

É uma convicção partilhada pelos parceiros e pelo júri, porque acreditaram neste projecto que já tem uma dimensão e abrangência inéditos em Portugal. A todos o meu reconhecimento e obrigado pelo apoio e contributo.

 

Numa altura em que se discute o que temos que fazer pelo futuro do Planeta, a sustentabilidade é, acima de tudo, uma atitude, como ontem tive a oportunidade de referir durante a cerimónia.

 

Uma atitude de preservar, de ser ecológico, solidário e ambientalmente responsável. É isto que as gerações futuras esperam de nós. E é algo que temos que reaprender, que é preciso encaixar nos ritmos de vida acelerados em que vivemos, que exige vontade e motivação.

 

Ser sustentável é uma determinação, muitas vezes, individual, e que nós, no nosso trabalho estratégico de comunicação, queremos influenciar. Porque comunicar é transmitir aos outros as melhores práticas, dar o exemplo, mostrar que é possível fazer bem e, igualmente, mudar comportamentos.

 

Para nós, sustentabilidade é uma palavra com sentido há já muito tempo. O sucesso dos Green Project Awards, a nossa participação no Green Festival – que se realiza também este mês e para o qual obtivemos a distinção do Alto Patrocínio do Sr. Presidente da República – os resultados do trabalho com os nossos clientes, as nossas práticas no dia-a-dia.

 

Quero, pessoalmente, contribuir para que o futuro seja sustentável. Conto utilizar os conhecimentos que tenho, na minha área de negócio, para levar esse propósito ao maior número de pessoas. Acho que não é pedir demasiado, que cada um de vós faça o mesmo.

 

Se não conseguiu estar presente na cerimónia pode rever aqui como ela decorreu, as intervenções do Ministro da Economia e das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, do Ministro do Ambiente, Francisco Nunes Correia, e do presidente executivo da Sonae, Paulo Azevedo, assim como a apresentação dos vencedores e menções honrosas.


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