29 de Outubro de 2009
Por José Manuel Costa

 

No dia 14 de Outubro referi aqui que a mobilidade se estava a tornar num dos assuntos mais prementes na agenda das cidades de todo o mundo. Não sendo propriamente um tema recente, é um assunto que ganhou, nos últimos meses, uma grande força e relevância para os governantes e media.

 

Lisboa não foge à regra e a apresentação, anteontem, do movimento Menos Um Carro, é a prova disso mesmo. Está de parabéns a Carris, por ter apostado num projecto disruptivo e que utiliza as plataformas digitais como pivot de toda a estratégia para apelar à utilização de transportes públicos e alternativos ao carro privado.

 

Como presidente do Grupo GCI, consultora que concebeu, desenvolveu e executou o movimento Menos Um Carro, estou extremamente orgulhoso por poder participar nesta campanha de desincentivo à utilização do carro privado.

 

O movimento, que acreditamos ser inovador em toda a Europa, tem também como objectivo influenciar os lisboetas, residentes ou trabalhadores da Área Metropolitana de Lisboa – ou adjacentes -  a utilizar os transportes públicos e meios alternativos. E sei que conseguiremos – todos – faze-lo.

 

É preciso agora angariar outros parceiros, entre operadores de transportes, ONGs ou associações com ligações ao tema da mobilidade sustentável, para que esta chama não se apague.

 

Parafraseando David Owen no Wall Street Journal, “os congestionamentos de trânsito podem ser benéficos para o ambiente, se tornarem [outras] opções como o metro, os autocarros, o carsharing, as bicicletas e andar a pé mais atraentes”.

 

Com os caóticos engarrafamentos que todos os dias presenciamos em Lisboa, acho que este é o perfeito exemplo de como os transportes públicos podem mudar – para melhor – o dia-a-dia dos cidadãos. É só preciso cada um de nós pensar em Menos Um Carro.


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22 de Outubro de 2009
Por José Manuel Costa

Anteontem, no auditório da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), fui um dos presentes na apresentação da primeira edição do EBAEpis, ou seja, os European Business Awards for the Environment – Prémio de Inovação para a Sustentabilidade.

 

Como presidente do Grupo GCI escolhi, há quase cinco anos, seguir o caminho da sustentabilidade, e nada me dá mais gozo que, depois de co-organizarmos o Green Project Awards e o Green Festival, façamos parte dos parceiros do EBAEpis.

 

O EBAEpis surge, naturalmente, como uma extensão do Green Project Awards (GPA). Depois de dois anos na organização do GPA, sei que Portugal tem bons projectos na área da inovação, do desenvolvimento sustentável e da responsabilidade social e ambiental.

 

Sinto, por isso, que estamos em boas condições para lutar com projectos de outros Estados-membros da União Europeia - comparando projectos inovadores que possam dar um contributo superior para o desenvolvimento sustentável.

 

Como referiu o presidente do BCSD Portugal, Luís Rocharte, na sessão pública de apresentação do EBAEpis, este prémio, para além de todo o reconhecimento empresarial associado, assume uma importância maior por permitir às empresas fazer benchmark com os seus congéneres europeus.

 

As candidaturas para o EBEApis estão abertas até 30 Novembro e esperamos os vossos projectos. Esperemos que este prémio seja mais um passo para mostrarmos, além-fronteiras, o que de bom se faz em Portugal em matéria de desenvolvimento sustentável.


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21 de Outubro de 2009
Por José Manuel Costa

Na sexta-feira tive o prazer de, juntamente com a presidente da Associação Portuguesa de Nutricionistas (APN) e o Secretário de Estado da Saúde, Manuel Pizarro, apresentar os Nutrition Awards, um prémio inovador que vai distinguir o trabalho realizado na área das Ciências da Nutrição.

 

Trata-se de mais uma iniciativa “sustentável” do Grupo GCI, desta vez no campo da nutrição e com o apoio institucional do Ministério da Saúde e Ministério da Educação – para além de parcerias com associações representativas do sector da restauração, indústria alimentar, sociedades científicas e faculdades.

 

Como adiantou na apresentação do projecto a presidente da APN, Alexandra Bento, este é um projecto nacional e tem um forte cariz científico – só assim se pode dar credibilidade a uma iniciativa com uma temática tão específica, complexa e abrangente, como a nutrição.

 

Faço aqui um apelo para que todos os destinatários do Nutrition Awards – profissionais em nome próprio, universidades, empresas, administração pública, autarquias, associações sectoriais e ONG’s – adiram ao projecto com o mesmo entusiasmo com que os nossos parceiros o fizeram.

 

Finalmente, queria comentar as afirmações do Secretário de Estado da Saúde, Manuel Pizarro, durante a apresentação dos Nutrition Awards. Disse o governante que as soluções para resolver a má nutrição passam pela inovação, investigação e, sobretudo, por uma nova estratégia para chegar às pessoas – que torne o tema mais interessante.

 

É este o caminho que os Nutrition Awards terão de percorrer. Por isso somos pioneiros e, também devido a isso, queremos que estes prémios sejam duradouros e bem sucedidos.


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14 de Outubro de 2009
Por José Manuel Costa

Na última quinta-feira demorei 45 minutos a cumprir o trajecto entre o Campo Grande e o Marquês do Pombal. Publiquei este pequeno “drama” no Facebook e, em poucos minutos, os comentários começaram a aparecer: devia ter feito o percurso de bicicleta, utilizar o metro, moto ou transportes públicos. São todas boas soluções. Sobretudo a última.
 
Segundo um estudo das Nações Unidas, em 2050 cerca de 80% da população europeia viverá numa cidade. São números alarmantes que, intercalados com a ânsia portuguesa de ter carro próprio (às vezes mais do que um), pintará de negro o cenário do trânsito em Lisboa ou no Porto – como em várias outras grandes cidades europeias e mundiais.

 

O assunto da mobilidade nas grandes cidades é cada vez mais discutido globalmente. Na sexta-feira, por exemplo, o Wall Street Journal publicou um excelente artigo de David Owen sobre os congestionamentos de trânsito. Segundo Owen, estes, afinal, “ajudam” o ambiente.

 

Este interessante ponto de vista parte do pressuposto de que os congestionamentos provocam nos condutores uma frustração tal que, assim, aumenta a possibilidade destes passarem a ser utilizadores de transportes públicos. Ou andar mais a pé.
 
O artigo fala também da recente nomeação de Jay Walder para presidente e CEO da Autoridade Metropolitana de Transportes de Nova Iorque. A contratação de Walder, que já trabalhou, por exemplo, na cidade de Londres, representa bem o esforço que Nova Iorque está a dedicar a este tema – que cada vez mais é um dos pontos fulcrais da gestão de uma cidade (e que, como já aqui referi, foi colocado no topo das preocupações dos candidatos à câmara de Lisboa).

 

“Os congestionamentos de trânsito podem, na verdade, ser benéficos para o ambiente, se tornarem [outras] opções como o metro, os autocarros, o carsharing, as bicicletas e andar a pé mais atraentes”, argumenta Owen.
 
O WSJ explica ainda que o tempo gasto em filas de trânsito poderia ser aproveitado pelos cidadãos a trabalhar ou a brincar com as suas crianças. É bem verdade. Por isso temos todos (cidadãos, cidade, empresas e instituições) que trabalhar para que essas mesmas crianças não passem, no futuro, por estes “dramas” diários – ou outros ainda piores.


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12 de Outubro de 2009
Por José Manuel Costa

 

No final de Agosto, aos 80 anos, morreu o histórico ambientalista e fundador da revista “Ecologist”, Edward Goldsmith. Com todos os seus defeitos e qualidades, Goldsmith, que nos seus últimos anos de vida foi “esquecido” pelos media, é uma das principais figuras do movimento ecologista e um dos responsáveis pelo facto da sustentabilidade estar hoje na ordem do dia.

 

O seu texto “Blueprint for Survival”, publicado há quase 38 anos, chamou a atenção para a magnitude dos problema ambientais e começou a alertar líderes de opinião para esta causa.

 

Se hoje ser sustentável é, mais do que uma moda, uma maneira de ser para várias pessoas e empresas, muito devemos às 750 mil cópias de “Blueprint for Survival” que em 1972 foram distribuídas e vendidas.

 

Poucos dias depois da morte de Goldsmith, o Grupo GCI co-organizou o Green Project Awards e o Green Festival, dois eventos que, certamente, não existiriam se não fosse a visão do ambientalista anglo-francês.

 

E no próximo dia 20 de Outubro continuamos a nossa senda sustentável com a apresentação oficial do European Business Awards for the Environment (EBAE), um conceituado prémio europeu que reconhece as empresas com projectos inovadores em prol da sustentabilidade.

 

Trazer estes prémios para o nosso país é mais uma boa notícia para a sustentabilidade em Portugal. O EBAE – PIS (Prémio de Inovação para a Sustentabilidade) terá organização da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Direcção-Geral das Actividades Económicas e Departamento de Prospectiva e Planeamento e Relações Internacionais – em colaboração com o BCSD Portugal e Grupo GCI.

 

Como relembrava Harry Eyres há uns meses no Financial Times, Goldsmith conseguiu prever algumas das maiores crises económicas do século passado e deste (incluindo a mais recente…). É com projectos como o EBAE – e a ajuda da inovação e sustentabilidade empresarial – que devemos procurar evitá-las.


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7 de Outubro de 2009
Por José Manuel Costa

Depois de dois anos de consulta pública, a Comissão Europeia aprovou finalmente o plano de mobilidade sustentável, que propõe 20 medidas para ajudar as autoridades locais, regionais e nacionais a melhorar a mobilidade urbana sustentável.

 

Este plano vem colocar novas responsabilidades sobre as autoridades locais e regionais na questão da mobilidade sustentável. É verdade que eventos e projectos como o Dia Europeu Sem Carros ou a Semana Europeia da Mobilidade traçaram o caminho a seguir, mas agora chegou a altura de colocar em prática toda a doutrina existente sobre este tema. Com acções concretas.

 

Em Portugal, este plano não poderia ter tido melhor timming de aprovação. Dentro de quatro dias realizam-se as eleições autárquicas e é interessante ver como em Lisboa, por exemplo, candidatos como António Costa e Pedro Santana Lopes colocaram o tema da mobilidade sustentável entre as prioridades dos seus programas. Por alguma – e relevante – razão isto acontece. Esperemos que, ganhe quem ganhar, da teoria se passe rapidamente à acção.

 

Nos meus últimos textos tenho realçado (à boleia, é certo, de dois eventos co-organizados pelo Grupo GCI, o Green Project Awards e o Green Festival) a questão da sustentabilidade – nas suas vertentes social, ambiental e económica.

 

A mobilidade sustentável faz parte deste leque de temas e deve ser encarada como um dos três principais problemas da cidade de Lisboa – ou de qualquer outra grande cidade europeia, com agora a União Europeia reconhece. E por isso deve ser tratada com a importância que merece.


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1 de Outubro de 2009
Por José Manuel Costa

 

Há dias lembrei-me da excelente apresentação de Jorge Portugal na conferência “Os desafios da sustentabilidade”, uma das quatro que organizámos sobre os 15 anos do Grupo GCI – e que, aliás, mencionei aqui. O consultor falou de ética, inovação e sustentabilidade e, citando o IBE (Institute of Business Ethics), referiu que as empresas com práticas éticas são, em média, 18% mais rentáveis que as outras.

 

Mas, para mim, a ética não tem preço. E, sobretudo nos dias que correm, a falta de ética é escrutinada, por todos, em tempo real e em versão multiplataforma (para escolher uma palavra tão grata dos gestores de media).

 

Por isso, e mais do que nunca, as consultoras de relações públicas devem ser o braço direito dos seus clientes. Em todas as horas de todos os dias.

 

Há dois conceitos que estão intimamente relacionados com a ética: o da confiança e o da responsabilidade social. E destes sabemos nós, consultoras.

 

Dois exemplos: na semana passada, a Delta e a SIC Esperança lançaram um projecto, criado e desenvolvido pelo Grupo GCI, onde o voluntariado e a responsabilidade social estão presentes. Mas o Tempo Para Dar é mais que um projecto de responsabilidade social – é um conceito de voluntariado que permite à Delta devolver um pouco do que a sociedade lhe deu. E envolve empresas e consumidores, unindo-os num objectivo comum.

 

Atenção que as acções de responsabilidade social, sozinhas, não representam uma cultura de ética. Elas são uma extensão da ética corporativa – e não a sua substituta – por isso têm que ser pensadas e trabalhadas mediante um plano estratégico a médio e longo prazo.

 

Sobre o tema da confiança, remeto para o Edelman Trust Barometer, que este ano, como o Grupo GCI anunciou em devido tempo, já contará com a realidade portuguesa. (um trabalho de campo realizado pela APEME que será coordenado, via Grupo GCI, com a Edelman).

 

Depois da recente baixa nos níveis de confiança – que já mostra sinais mais positivos no Midyear Trust Barometer – é também na responsabilidade social que as empresas podem apostar. A ética andará de mãos dadas com as duas.
 


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