28 de Janeiro de 2010
Por José Manuel Costa

É um dos dados mais relevantes do Trust Barometer 2010. Era expectável que, este ano, a confiança voltasse a subir – ainda que ligeiramente –  nas instituições, negócios ou governos. Isso aconteceu. Era também expectável, porém, que a credibilidade dos media subisse, depois de dois anos negativos.

 

Mas tal não aconteceu. A confiança nos media voltou a descer pelo terceiro ano consecutivo e situa-se agora nos 45%. Alguns exemplos: nos últimos dois anos a credibilidade das notícias televisivas desceu 20% nos Estados Unidos; a cobertura das notícias de rádio, no Reino Unidos, decresceu outros 20%; e a confiança nas notícias televisivas e dos jornais, nos BRIC, baixou 15%.

 

Outro dado interessante – e inesperado – tem a ver com a credibilidade dos CEO, que voltou a subir. Apesar dos níveis de credibilidade ainda estarem relativamente baixos em relação a outros dos temas avaliados, os CEO foram considerados uma fonte credível de informação por mais 14% dos inquiridos na Rússia, 10% na França, 13% no Reino Unido, 9% nos Estados Unidos e 7% na China.

 

Outra das principais conclusões teve como pano de fundo a resposta à pergunta “Depois da recessão terminar, espera que as empresas regressarão ao “business as usual”? (leia-se, acha que as empresas voltarão às práticas potencialmente menos responsáveis). Cerca de 70% dos inquiridos disseram “sim”. Estas respostas foram mais veementes em países como a Índia (82%), Alemanha (78%), China (76%) e França (74%).

 

Os outros resultados foram normais: a confiança nos negócios, globalmente, subiu dos 49 para os 53%, com destaque para os Estados Unidos, com uma subida de 18%, e Itália, que subiu 26%.

 

A confiança nos Governos também subiu, ainda que modestamente. Apesar de a confiança ter quebrado em países como o Reino Unido ou a Rússia, a forte subida nos Estados Unidos (dos 30 para os 43%), na França e Alemanha (9% e 7%, respectivamente) ajudou a compor os resultados.

 

Finalmente, chego à questão da confiança nas Organizações Não-Governamentais (ONG). A confiança nestas instituições tem vindo a crescer solidamente desde a primeira edição do Trust Barometer, em 2001.

 

O caso mais paradigmático desta subida é o do mercado chinês. Em 2004, a confiança nas ONG situava-se nos 31%, hoje já está nos 56%.

 

Curiosamente, no ano passado a confiança nas ONG desceu em todos os pontos do globo excepto na Europa ocidental (França, Alemanha e Reino Unido). Este ano, porém, os resultados foram inversos e a confiança nas ONG subiu em todos os pontos do globo… excepto na Europa ocidental.

 

Convido-o a consultar todos os dados (os publicáveis) do Trust Barometer – e os vídeos explicativos – aqui.

 

 


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26 de Janeiro de 2010
Por José Manuel Costa

A confiança das pessoas nas instituições, empresas, governo e organizações não-governamentais está a aumentar, ainda que a um ritmo lento, frágil e desigual entre os 22 países analisados pelo Trust Barometer.

 

A edição de 2010 estudo da Edelman, que foi hoje semi-publicada, corrobora as conclusões semestrais do Mid-Year Trust Barometer: a confiança nos negócios, instituições e governos está a aumentar.

 

O estudo vai ser apresentado amanhã, em Davos, por Richard Edelman, presidente e CEO da Edelman, mas já pode consultar todas as principais conclusões aqui.

 

As principais conclusões: a confiança nos negócios subiu quatro por cento globalmente, para os 53%, e a confiança nos Governos também aumentou, dos 44 para os 46%.

 

Sem surpresas, foi nos Estados Unidos que este aumento (confiança no Governo) mais se fez sentir – dos 30 para os 43%. No Reino Unido, porém, a confiança no Governo desceu dos 41 para os 35%, enquanto que no mercado chinês este percentagem continua bastante elevada – 77%.

 

Outra conclusão interessante: apesar de a Europa Ocidental – sobretudo Itália, Holanda, Espanha – ter subido os seus números de confiança de forma mais entusiasmante que os BRIC e restantes países em desenvolvimento, estes continuam a ter níveis de confiança maiores que os países desenvolvidos.

 

Assim, e em relação à confiança nos negócios, os Estados Unidos subiram 18% - para os 54% - enquanto que os BRIC (com excepção da Rússia) continuam com níveis de confiança acima dos 60%.

 

Mais um dado pertinente: os entrevistados temem que, mal a crise económica acabe, as empresas e companhias financeiras voltem aos antigos hábitos (cerca de 70% dos entrevistados pensa assim).

 

Daí que não seja de espantar que, nos Estados Unidos, a confiança nas instituições bancárias esteja num baixo histórico. Se antes da crise económica o sector bancário era o terceiro mais “confiável”, hoje é o segundo… menos “confiável”, apenas à frente das seguradoras.

 

Finalmente, os media. Segundo o Trust Barometer, os media não conseguiram acompanhar a recuperação da confiança da generalidade das instituições.

 

Ainda em relação ao Trust Barometer, em breve teremos novidades “portuguesas”. Também voltarei amanhã com os dados completos do Trust Barometer. Fiquem atentos.

 


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25 de Janeiro de 2010
Por José Manuel Costa

No início de Janeiro, e englobado numa série de artigos publicados pelo Financial Times sobre Angola, o director da Agência Nacional para o Investimento Privado (ANIP) daquele país, António Prata, afirmava que a presença portuguesa em Angola tinha “adquirido uma dimensão completamente diferente” em 2009.

 

“Muitos dos negócios [portugueses] têm poucas hipóteses de sobreviver na Europa, por isso Angola é um local óbvio”, revelou.

 

A prosperidade de Angola é uma boa notícia para Portugal. Segundo o Banco Mundial, o país continuará quase imune à crise mundial e terá um dos maiores níveis de crescimento económico do mundo: 6,5% em 2010, acelerando até aos 8,0% em 2011. Isto apesar de ter sofrido uma pequena retracção de 0,9% em 2009.
 
E os números angolanos do OGE (Orçamento Geral do Estado) para 2010 confirmam as boas indicações. Os cortes na despesa vão chegar aos 6,4% - cerca de dois mil milhões de dólares – em relação a 2009 e as receitas deverão aumentar mais de 20%.

 

Em termos reais, ou seja, descontada a inflação prevista para o próximo ano, a despesa total prevista cai ainda mais – 17,2% face ao ano passado (ainda que a subida seja também mais modesta, cerca de 4,4%).

 

Também a petrodependência já foi muito superior ao que representa hoje (63,9%). A verdade é que as receitas petrolíferas já chegaram a atingir 80% do total em anos anteriores.

 

Em relação ao défice, o Orçamento do Estado de Angola para 2010 está em linha com a Europa, mais precisamente com a zona Euro, já que apresenta um défice inferior a 3%.

 

A consolidação orçamental agrada ao FMI, com quem Angola negociou recentemente um acordo de stand by e que assenta em cortes na despesa corrente – com excepção dos gastos de natureza social – e não no investimento público, que aumenta em 2010 face ao ano anterior.

 

Tive a oportunidade de visitar Angola recentemente e pude reforçar a ideia de que o triângulo Portugal/Brasil/Angola poderá ser um dos mais importantes eixos estratégicos para as empresas portuguesas.

 

Voltando ao artigo do Financial Times, o jornalista Richard Lapper refere que embora a língua e cultura portuguesa possam dar alguma vantagem às nossas empresas em relação aos concorrentes estrangeiros, não menos verdade é o facto que as empresas brasileiras são mais poderosas comercialmente – e, como, é óbvio não ficam atrás nas referências culturais (basta ver o nome de um dos mais famosos mercado de Luanda, o Roque Santeiro).

 

Os próximos dois anos serão determinantes para o desenvolvimento deste triângulo. Com a organização de uma das mais importantes provas desportivas do mundo (CAN 2010), uma nova constituição e Governo a caminho e um plano agressivo de desenvolvimento de infra-estruturas, obras públicas, educação e protecção social, 2010 será um ano muito importante para o futuro de Angola e para o desenvolvimento de negócios no país.

 

Disso não tenho dúvidas. Mas desengane-se quem lá vai à procura do El-Dorado, lucro fácil e de projectos a curto prazo…

 


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20 de Janeiro de 2010
Por José Manuel Costa

Há um ano escrevi aqui que estávamos na antecâmara de um novo tempo. Muito por causa da eleição de Barack Obama com presidente dos Estados Unidos, 2009 prometia ser um ano de oportunidades, ainda que encoberto sempre pelas dificuldades próprias de dois anos e meio de recessão económica.

 

E foi mesmo um ano difícil para Obama. A verdade é que o presidente dos Estados Unidos tinha muito contra ele: já não era outsider, todo o mundo tinha os olhos postos nele – e com expectativas altíssimas –, e sabia que a primeira e inevitável vez que vacilasse seria criticado de uma forma como até agora nunca tinha sido.

 

A “culpa”, a meu ver, é da comunicação. A memorável campanha de Barack Obama criou expectativas tão altas que, obviamente, se revelariam sempre nas avaliações à sua liderança. Esta é a primeira, a temporal – um ano de presidência – mas outras virão.

 

Mas a verdade é que em algumas questões, sobretudo de ordem internacional, Obama vacilou. Como na Conferência do Clima, em Copenhaga, onde não soube motivar o mundo para a imprescindível mudança de mentalidades e a necessidade de conseguir um acordo climático vinculativo.

 

O discurso do presidente norte-americano na Cimeira do Clima – e logo o discurso, onde Barack é tão forte – desiludiu quem (como eu) colocava em Obama a esperança de um acordo vinculativo em Copenhaga.

 

“Os Estados Unidos não podem resolver todos os problemas do mundo”, disse Obama na capital dinamarquesa.

 

O presidente norte-americano começou por dizer que estava convencido de que o mundo poderia agir de forma “ousada e decisiva” na questão das alterações climáticas, mas ele próprio não deu nenhuma indicação que os Estados Unidos estivessem dispostos a tomar medidas ousadas ou decisivas.

 

Ainda assim, acredito que Obama fez um bom trabalho. O presidente dos Estados Unidos herdou de George W. Bush uma das mais graves conjunturas politico-económicas da história do país. Estava encurralado nas guerras do Iraque e Afeganistão, tinha uma situação económica difícil e era obrigado a dar mais atenção ao que se passava no plano internacional.

 

Aqui, conseguiu uma pequena vitória: acabar com a maioria do anti-americanismo existente em todo o mundo, sobretudo na Velho Continente.

 

Hoje começa – com diz o jornal Público – o ano mais perigoso de Obama. Já não é um novato na Casa Branca e os americanos não lhe pedem para ser um bom presidente. Eles querem um presidente excepcional.

 

Em Novembro há eleições intercalares para os 435 lugares da Câmara dos Representantes e um terço do Senado. Até lá, espero que Obama não se esqueça (de pressionar para a aprovação) de uma das suas prioridades legislativas, a Lei do Clima.

 

Ainda que os desafios não sejam por aí além: a redução das emissões em 17%, até ao ano 2020, em relação aos níveis de 2005 é um pobre objectivo climático para um país com tantas responsabilidades. Passadas, presentes e futuras.
 


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12 de Janeiro de 2010
Por José Manuel Costa

Depois de ter sido escolhida pela Advertising Age como a sétima agência da década – e a melhor do sector das RP – a Edelman voltou a conquistar um “prémio” de Agência de RP da década. Desta vez a escolha foi do The Holmes Report, noutra distinção bastante importante para a agência na qual o Grupo GCI é afiliado.

 

A justificação para a escolha da Edelman como agência de RP da década, desta vez, teve novos argumentos: crescimento financeiro, estabilização e garantia de qualidade de serviço e crescimento sólido em dois mercados fundamentais, Europa e Ásia-Pacífico, e "liderança intelectual impressionante", com o lançamento de estudos como o Trust Barometer.

 

Outras das duas razões são, para mim, mais importantes e, para utilizar a palavra do The Holmes Report, " impressionantes". Nem que seja por ter directamente lidado com elas: diversidade e liderança do sector.

 

Diz o The Holmes Report que a Edelman entrou em 2000 como especialista nas áreas de consumo e saúde, mas saiu da década com várias outras competências, sobretudo ao nível do corporate, public affairs e gestão da reputação.

 

Também “impressionante” foi, para o The Holmes Report, o “pioneirismo” na integração dos social media nos planos de comunicação e relações públicas. Pode ler todos os argumentos do The Holmes Report aqui.

 

 

Acredito que, cada vez mais, a diversidade das equipas que compõem uma consultora de relações públicas é essencial. Veja-se o caso da Edelman, por exemplo.

 

Basta fazer uma pesquisa no PRWeek ou Brand Republic para ver que a procura de profissionais com diferentes competências, do planeamento ao digital, passando pela área da sustentabilidade, saúde ou pelos conteúdos, é uma das permanentes estratégias da multinacional norte-americana.

 

No Grupo GCI, o ano de 2009 ficou marcado pelo reforço na área do digital e pelos importantes investimentos na área do desenvolvimento de conteúdos, inovação e turismo.

 

Entrar em 2010 com a prova – via Edelman – que estamos no bom caminho é a melhor notícia que poderíamos ter recebido. E é o caminho da diversidade e da liderança, certamente, que vamos continuar a trilhar no novo ano.
 


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11 de Janeiro de 2010
Por José Manuel Costa

 

 

A pedido do jornal Meios&Publicidade, comparei como era trabalhar numa consultora de comunicação no início de 2000 - com o cenário de hoje. Aqui fica o texto, publicado na edição de sexta-feira passada do M&P.

 

Mais do que trocar o fax pelo e-mail*

Se colocássemos uma câmara de vídeo num escritório de uma agência de comunicação, em 2000, e comparássemos um dia “tipo” de então com um de hoje, provavelmente não notaríamos grandes alterações.

 

As óbvias: a máquina de fax entrou em desuso e os press releases via correio deixaram de se amontoar em todos os lugares possíveis da agência.


Em compensação, o e-mail passou a ser mais utilizado e, mais recentemente, o telefone e o contacto pessoal substituíram, como parte da evolução das necessidades dos clientes, o próprio e-mail massificado.


Mas o dia-a-dia de uma consultora de Public Relations (PR) não foi a principal mudança em dez anos. A grande mudança, isso sim, está na forma como as agências de comunicação passaram a ser também consultoras de gestão.

 

Hoje, trabalhamos menos de forma vertical – e mais de forma horizontal, liderando competências ligadas a áreas como os recursos humanos, comunicação interna, comunicação externa, políticas de sustentabilidade e responsabilidade social, marketing, vendas.


Hoje, o consultor de comunicação pode – e deve – garantir ao seu cliente e respectivos colaboradores uma vista de 360 graus sobre toda a organização - existe uma maior proximidade e envolvência com os clientes.

 

Enquanto em 2000 éramos menos parceiros e mais fornecedores, hoje somos parte integrante das equipas de marketing, trabalhando com os vários departamentos do cliente numa estratégia cada vez mais integrada e interligada da comunicação.


Por outro lado, e se começámos a primeira década do século XXI como massificadores de informação, hoje trabalhamos a informação de forma mais personalizada. Passámos da óptica do press release para a consultoria.

 

Somos hoje verdadeiros consultores – apesar de nos chamar-mos consultores há anos… - e envolvemo-nos directamente no crescimento do negócio. Contribuímos para o valor e para os valores dos nossos clientes, delineamos estratégias de médio e longo prazo, de sustentabilidade, responsabilidade social e económica – projectos em que a comunicação é apenas uma pequena parte desta estratégia.


Se há dez anos as Public Relations eram o parente pobre do marketing, hoje preparam-se para liderar este processo; em 2000, as relações com os stakeholders não eram (tão) relevantes – ou eram postas na prateleira (em Portugal, misteriosa,) do lobbying – hoje não só são fundamentais numa boa estratégia de comunicação como numa estratégia de negócio.


O que mudou foi isto: deixámos de pensar em comunicação em compartimentos estanques e começámos a pensar em criar negócio.


Em 2000, a agência de comunicação era chamada para marcar entrevistas com os presidentes das empresas. Entretanto, os media mudaram. Tornaram-se, tal como os clientes, mais exigentes e complexos. E instáveis.


Mais recentemente, veio a explosão das partilha de informações online e crescimento dos social media. Isto tudo alterou a forma como as consultoras de PR modelam o seu dia-a-dia.


Há dez anos, o Grupo GCI ainda não era afiliado da maior consultora de PR independente global. Hoje, quando vejo a Advertising Age a eleger a Edelman como a sétima melhor agência da década, num ranking que mistura agências de publicidade, de meios ou consultoras de marketing, sinto que estamos no caminho certo.

 

O Grupo GCI e as restantes consultoras de PR. Para liderar o processo de marketing, é claro. E dentro de dez anos, se o M&P me perguntar o que mudou então, provavelmente as fronteiras entre os vários players de marketing ainda estarão mais esbatidas.

 

É essa a minha esperança. Mas o dia-a-dia de uma agência de comunicação, eventualmente, permanecerá “same as usual”.

 

*Texto publicado no Meios&Publicidade de 8/1/2010

 


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4 de Janeiro de 2010
Por José Manuel Costa

Paul Argenti é professor de comunicação corporativa na Tuck School of Business, em Dartmouth, e autor de um excelente artigo sobre comunicação – publicado por estes dias no Financial Times.

 

O artigo toca, por várias vezes, em assuntos que tenho abordado aqui, assuntos esses que estão no topo das prioridades e estratégias da Edelman e também do Grupo GCI.

 

Argenti começa por dizer que 2008 ficou marcado como o ano do “maior colapso na confiança dos negócios em quase um século”, ao ponto de “provavelmente, os executivos corporativos serem os porta-vozes menos confiáveis em todo o mundo”.

 

Exagero ou não, a questão da confiança nos negócios – tal como analisada pelo Trust Barometer, da Edelman – não saiu das notícias durante todo o ano passado.

 

Segundo o autor, a comunicação é hoje mais do que um diálogo a dois – e esta tendência foi ajudada e até catapultada pelo crescimento dos social media e pela explosão da partilha das informações online.

 

“Hoje em dia, as melhores empresas, como a Dell, nos Estados Unidos, ou a Phillips, na Europa, não se relacionam apenas ao dialogar. Elas utilizam as últimas tecnologias para obter mais e novas ideias, [ajudar no] desenvolvimento de produtos ou monitorização dos media”, explica.

 

De acordo com Argenti, as empresas que melhor comunicam têm sido “guiadas” por seis pontos, centrados em questões como os valores, o sentido de responsabilidade corporativo ou a estratégia.

 

“As ONG, consumidores, empregados e investidores estão prontos a punir empresas que ignorem o desenvolvimento dos valores sociais”, diz, a certa altura, Argenti.

 

No sector das Public Relations, acredito que o ano de 2010 não será mais do mesmo. Será mais um passo para a evolução e migração das PR para o seu novo paradigma de liderança, não apenas da área de comunicação e marketing, mas também da consultoria de gestão em áreas como a sustentabilidade ou a ecologia, as responsabilidade social, corporativa ou económica.

 

Este ano será crucial para “normalizar” e tornar cada vez mais “real” o conceito de private-sector diplomacy: um conjunto de acções e comportamentos que as empresas utilizam para se relacionar com uma rede alargada de consumidores e comunidades, governos e organizações.

 

É tempo, como diz Paul Argenti, da comunicação chegar ao palco principal, participando e integrando activamente os processos de liderança corporativa, recursos humanos, finanças ou vendas de uma empresa.

 

“Há cada vez mais oportunidades para o marketing e a comunicação terem um impacto na estratégia de negócio. A comunicação precisa de evoluir do “spinning” da estratégia para o seu próprio desenvolvimento”, conclui o professor. Não podia estar mais de acordo.

 

PS: Aproveito para desejar a todos um excelente 2010!


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