29 de Setembro de 2010
Por José Manuel Costa

A Walmart está a oferecer 3,1 mil milhões de euros pela Massmart, a terceira maior retalhista sul-africana, com 290 lojas. A notícia não passou despercebida, nem poderia passar.

 

À parte do valor envolvido, há um enorme simbolismo neste negócio anunciado. Em primeiro lugar, trata-se do maior investimento da gigante norte-americana desde que comprou a britânica Asda, em 1999. Depois, é um investimento brutal para o mercado africano – a Massmart está presente em 13 outros países subsarianos.

 

“A África do Sul representa uma dinâmica de mercado atractiva, tendências demográficas favoráveis e uma economia em crescimento”, justificou Andy Boyd, vice-presidente da Walmart, sobre o negócio.

 

Como também já por aqui adiantei, a mais importante vitória de um magnífico Mundial 2010 não foi a espanhola. Foi a sul-africana e a de África, que deu um sinal de excelência ao resto do mundo.

 

Importa agora exportar o sonho de um mês para o resto da década – e é isso que está a acontecer. É importante continuar com os investimentos económicos e logísticos, mas também aumentar os investimentos sociais – isso nunca se pode esquecer. É o eixo mais importante da estratégia.

 

Se não houvesse uma África do Sul estável não teríamos investimento da Walmart. O Mundial foi um atestado de competência para todo um continente, e outros investimentos desta magnitude chegarão à África do Sul e a outros países africanos no curto prazo.

 

Finalmente, para a Walmart o objectivo é fortalecer as vendas internacionais, que ainda só representam ¼ das vendas totais. Se o mercado chinês e latino-americano não conseguiu este objectivo, pode ser que a solução esteja em África.

 

PS: Outra das notícias da semana: a chinesa Bright Food quer comprar a United Biscuits. A oferta inicial foi de 2,3 mil milhões de euros e insere-se na estratégia da Bright Food, principal empresa alimentar e lacticínios de Xangai, de se tornar também na líder da indústria alimentar no mercado chinês.

 

Para além da empresa chinesa, também a Campbell Soup e Nestlé estarão interessadas na United Biscuits. Mas estarão suficientemente interessadas para cobrirem a oferta chinesa? Outro negócio a acompanhar.

 


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28 de Setembro de 2010
Por José Manuel Costa

Bastante interessante um dos últimos textos que Richard Edelman, presidente e CEO da Edelman, publicou no seu blog.

 

Conta Edelman que está a entrevistar candidatos para o cargo de CEO da Edelman Europa – não será todos os dias que se contam pormenores destes na blogosfera – e aproveitou o post para dar dicas sobre como entrevistar candidatos.

 

“O meu estilo [de entrevistador] deve ser desconcertante para qualquer candidato, uma vez que não sigo qualquer guião nem levo a conversa para nenhuma direcção específica”, começa por dizer Richard.

 

“Muito do nosso negócio é reagir a crises ou aproveitar oportunidades noticiosas. Por isso prefiro conversas espontâneas que possam disparar a criatividade, curiosidade intelectual, resultados de negócio e que encaixem no ethos empreendedor da Edelman”.

 

No texto, Edelman dá também um exemplo da “mais difícil entrevista” da sua vida.

 

Uma entrevista que começou mal mas acabou por correr bem. Descubra com quem foi… É impressionante a forma como Edelman encontra paralelismos em todas as situações profissionais que enfrenta, os negócios que gere ou textos que publica. É um grande líder.

 

Ah, e a moral da história (contada por Edelman): é necessário tornar as adversidades em oportunidades, estejamos numa apresentação de negócio ou numa entrevista.

 

“Arrisquem, optem pela grande ideia, relacionem-se com o vosso interlocutor quando ele está a puxar-vos ao limite (…) Quando executada com entusiasmo, a estratégia mais corajosa é a vencedora”, conclui Richard Edelman. Haja, também, coragem para isso.


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23 de Setembro de 2010
Por José Manuel Costa

“Em termos de concepção temos três mercados que são realmente estruturantes, que é o Brasil, Angola e Espanha. E depois temos um grande mercado de exportação, os Estados Unidos”.

 

Basílio Horta, presidente da AICEP, respondia assim ao director do Diário Económico, António Costa, sobre a “necessidade de clarificação e uma definição dos mercados de aposta”.

Ficou a clarificação e a certeza de que estes três mercados continuam a ser fundamentais para as empresas portuguesas – ao contrário do que, por vezes, ouvimos, vemos, lemos ou nos dizem.

 

Sobre Angola, chamou-me também a atenção a sua participação na Cimeira 2010 sobre a energia, que se está hoje a realizar em Washington sob o lema da “Protecção das Necessidades Energéticas Mundiais através de uma Combinação de Combustíveis Tradicionais e Alternativos”.

 

Bom, o que me chamou a atenção não foi a participação angolana nesta importante cimeira, foi sim a frase dita pelo presidente da Chevron para África, Ali Moshiri, durante o evento de boas-vindas organizado pela Câmara de Comércio EUA/Angola, ontem à noite.

 

“Acredito que, entre cinco a dez anos, Angola será uma das mais potentes economias em África”.

 

É uma declaração interessante e que só reforça a importância do mercado angolano para as empresas portuguesas – e como parte de um triângulo Portugal/Angola/Brasil, um dos mais importantes desígnios estratégicos para as empresas portuguesas dos últimos anos.

 

Basílio Horta está a ser coerente. Há três meses, o presidente da AICEP ia mais longe e dizia que Portugal tinha cada vez mais que “assumir o papel de plataforma” entre os países de língua portuguesa e a China, “especialmente entre a China, o Brasil e Angola”.

 

Não me parece que o cenário tenha mudado desde então. As estratégias não se mudam do dia para a noite e, se é bem certo que Angola não é o El Dorado que alguns dizem, não é menos verdade que deve continuar a ser uma prioridade dos empresários portugueses.

 

PS: Que fique claro que os projectos de curto prazo e lucro fácil não existem. Em Portugal, Angola ou qualquer outro país do nosso radar de negócios.


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21 de Setembro de 2010
Por José Manuel Costa

“O relógio está a correr ainda há muito a fazer”. Este é o lugar-comum preferido dos responsáveis das Nações Unidas e outros com responsabilidades nos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM).

 

Sei que não é fácil atingir os oito objectivos que os Estados-membros elegeram em 2000 como fundamentais para o futuro da sustentabilidade social e global.

 

Será muito complicado continuar a reduzir a pobreza – 2009 foi apenas o primeiro ano, nos últimos 15, em que a fome no mundo diminuiu - e a garantir os cuidados médicos a centenas de milhões de pessoas.

 

No entanto, esperava mais de Ban Ki-moon e desta assembleia-geral da ONU, que se realiza até quarta-feira em Nova Iorque (e espero que ainda possa estar errado sobre isto).

 

É necessário fazer mais – outro lugar-comum – mas sobretudo criar uma convergência de interesses mútuos entre os países ricos e os restantes. Ban Ki-moon terá ontem falado especificamente do caso brasileiro – e, ainda mais especificamente, da erradicação da pobreza naquele país. É um bom exemplo para ver em powerpoint, mas é uma desilusão considerar este momento um dos pontos altos da conferência.

 

Curiosamente, enquanto os 150 líderes debatiam se os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio estavam ou não a ser cumpridos, foi a Igreja Católica – imagine-se – que veio pedir “maior radicalidade” na aplicação dos Objectivos do Milénio.

 

Este, aliás, é o segundo alerta “radical” da última semana. Há dias o Greenpeace pediu aos seus – e outros – activistas ambientais para “arriscarem a prisão”.

 

O problema destes objectivos? Talvez Esther Duflo, responsável pelo desenvolvimento na MIT, tenha descoberto a pólvora: ‘Se [os países] falharem os objectivos, quem os vai punir? Ninguém virá de Marte e dizer ‘Não atingiram os objectivos, por isso vamos invadir-vos’”.

 

Alguns resultados (positivos) da assembleia-geral: Sarkozy vai aumentar em 20% a contribuição para o fundo global contra a Sida, malária e tuberculose até 2013. Também Sarkozy – e Zapatero - defendeu que as taxas sobre as transacções financeiras – e bilhetes de avião, turismo, internet, telemóveis… - devem servir para financiar projectos no âmbito dos ODM. Haverá documento oficial esta semana? Não me parece.

 

Não percebo como se pode escrever que “a esperança e o optimismo marcaram o discurso do secretário-geral da ONU” quando os resultados até agora apresentados são insuficientes. Até porque a ONG Save the Children está a fazer o seu trabalho: enquanto os líderes mundiais fazem o balanço dos ODM, 70 mil crianças morrem no mundo.

 

E são estes dados que os chefes de Estado e Governo devem levar para casa. Mais do que não seja, para que se sinta embaraçados.

 

PS: Sobre os ricos e os pobres nos Estados Unidos deixo um artigo de Paul Krugman no New York Times de ontem. E cito de copy-paste: “Self-pity among the privileged has become acceptable, even fashionable”.


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20 de Setembro de 2010
Por José Manuel Costa

Há uma semana, a Edelman anunciou a compra da brasileira Significa, empresa de brand marketing especializada em CSR, conteúdos e “brand attitude”.

 

“A aquisição da Significa permite-nos assegurar a maior qualidade de serviço ao cliente num dos mercados mais dinâmicos e em crescimento do mundo”, explicou em comunicado Richard Edelman, CEO e presidente da Edelman.

 

De acordo com Yacoff Sarkovas, CEO da Significa, este negócio vai permitir oferecer “uma proposição de valor única ao integrar os nossos serviços complementares, estendendo o nosso alcance global e possibilitando aos nossos colaboradores mais oportunidades para crescer”.

 

A Significa e a Edelman partilham a mesma estratégia e cultura. E a mesma visão, compromisso pela CSR, inovação, serviço ao cliente, qualidade e paixão pelos resultados. Isto diz Sarkovas.

 

E partilham o mesmo talento – e isto digo eu.

 

A procura pela diversidade, por outras experiências e expertises, por outros mercados é uma procura – disfarçada, maquilhada – pelo talento. A Edelman já o tinha feito recentemente, recorde-se, quando anunciou a fusão da sua área de Public Affairs em Bruxelas com a The Centre.

 

O talento, não me canso de dizer, é um dos principais activos das empresas. Um dos grandes perigos da recessão foi – e é – o desinteresse empresarial pelo talento, em prol de outras metas de curto prazo. Ao desinteressarem-se pelo talento, as empresas – de todos os sectores – desinteressam-se pela sua sustentabilidade futura.

 

Ete é um erro não só de longo prazo, mas também de curto e médio prazo. Há dois meses fiz um apelo ao talento – que agora reforço. Porque o talento é importante para a GCI, lançámos um site específico para o “encontrar”.

 

O talento, como se sabe, está intimamente ligado à diversidade. Por isso procuramos talentos em áreas como o ambiente, a gestão, medicina, arquitectura ou marketing. Ou outras.

 

O ano de 2011 está à porta e os novos desafios da nossa indústria não se irão enfrentar sem diversidade e talentos. É essa a minha opinião e será esse o caminho da GCI.


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17 de Setembro de 2010
Por José Manuel Costa

Há uma semana, enquanto via a brilhante apresentação de Jaime Lerner no painel sobre “Cidades Sustentáveis”, no Green Fest, tive uma sensação – agradável – de déjà vu.

 

É que Lerner é não só um exímio conversador, como o meu déjà vu um excelente exemplo de como as TED Talks são um fenómeno global, um misto de entretenimento, estratégia e diplomacia que nos consegue captar a atenção, durante 18 minutos, para o fascínio do discurso e do pensamento humano.

 

(O déjà vu vem mesmo daí, das TED de Lerner disponíveis no YouTube)

 

O Financial Times chama-lhes - às TED - “meio Glastonbury, meio Davos”, eu prefiro pensar nelas como um desafio ao poder de síntese – algo que, em Portugal, raramente existe nas conferências.

 

Uma intervenção numa conferência nunca é um meio termo. Nunca ninguém pode gostar assim-assim, não ter uma opinião formada sobre o que acabou de presenciar. Ou fica aquém do esperado - e aí leva o público a olhar para o relógio e a pensar noutros assuntos - ou é fenomenal, inesquecível e arrebatadora. E provoca risos, os minutos passam a correr.

 

Dito isto, regresso ao passado das TED. Fundadas por Richard Wurman em 1984, só seis anos depois tiveram a sua segunda edição. O que prova que as boas ideias, mesmo que numa primeira fase não encontrem o feedback esperado, acabam sempre por voltar. E em força.

 

PS: As Tedx do Porto regressam em Março à Casa da Música. Peter Joseph, do Zeitgeist, Mark Boyle, o homem que vive em Bristol sem dinheiro ou Celso Grecco, da Bolsa de Valores Sociais de São Paulo e Lisboa, são alguns dos oradores convidados.


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14 de Setembro de 2010
Por José Manuel Costa

Pela primeira vez em 15 anos, a fome do mundo diminuiu. E até foi uma diminuição relevante – 92 milhões de pessoas – mas a verdade é que os números continuam longe de alançar o primeiro Objectivo de Desenvolvimento do Milénio.

 

Hoje, 16% da população mundial passa fome – contra 18% em 2009 – mas segundo a FAO e o WFP o futuro não trará boas notícias. O aumento do preço dos alimentos poderá levar o número de pessoas com malnutrição novamente para os mil milhões.

 

Apesar dos (aparentes) bons resultados recentes, há números que continuam aberrantes. 925 milhões de pessoas a passar fome em todo o mundo é um número aberrante. Morre uma criança a cada seis segundos de malnutrição – mais um número aberrante.

 

Uma em cada três pessoas da África subsariana passa fome – é aberrante. Dois terços da população malnutrida vive em sete países – Bangladesh, China, República Democrática do Congo, Etiópia, Índia, Indonésia e Paquistão…

 

E finalmente: das 925 milhões de pessoas que passam fome no mundo, 578 milhões vive no continente asiático. Esse mesmo, que é a nova locomotiva da economia global.

 

"A fome continua a ser a maior tragédia e escândalo mundial. Isto é altamente inaceitável”, disse o director-geral da FAO, Jacques Diouf. A palavra é mesmo essa, escândalo.

 

Por este andar, disse ainda Diouf, será altamente improvável que o primeiro Objectivo de Desenvolvimento do Milénio, reduzir a fome a 10% da população globa, seja alcançado.

 

E, já agora, também os restantes sete. Para que tal aconteça – e se fizermos as contas com a actual população mundial – seria preciso tirarmos a fome a mais 347 milhões de pessoas nos próximos quatro a cinco anos.

 

"O objectivo de redução da fome mundial corre um sério risco", concluiu ainda Diouf. E se os especialistas não acreditam que tal aconteça, quem sou eu para prever uma situação diferente? Também por aqui passa o futuro da mudança de mentalidades, mas em relação a essa estou já mais optimista.


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13 de Setembro de 2010
Por José Manuel Costa

A EDP tem uma equipa de cem pessoas que tem como única função… colocar questões. O objectivo é melhorar os serviços da empresa, acabar à nascença com os boatos e rumores que vão, posteriormente, parar à primeira página dos jornais regionais e, com isso, relacionar-se melhor com as populações locais.

 

Esta visão foi explicada e defendida por Sérgio Figueiredo, administrador-delegado da Fundação EDP, durante a principal conferência de hoje no Green Festival, e que teve como tema a “Inovação Social: O que estão a fazer as empresas para serem relevantes nas suas comunidades”.

 

Sérgio Figueiredo deu mesmo um exemplo – real, pressupõe-se. Imaginem que, numa qualquer localidade onde a EDP esteja a construir uma barragem, corre o boato que a velha igreja – que já não recebe cerimónias – vai ficar submersa.

 

Mais: apesar de já estar “desmantelada”, esta é uma igreja que recebe todos anos a visita de milhares de emigrantes, que se deslocam propositadamente a Portugal para a visitar.

 

Este é um típico caso que, quando relatado à EDP por um dos responsáveis por esta equipa de “perguntadores”, morre à nascença. “Tudo não passa de um boato que se resolve na missa de domingo, evitando assim desnecessárias manchetes e rumores”.

 

Sérgio Figueiredo defende, por isso, que os projectos de sustentabilidade têm que beneficiar as populações locais, ligá-las ao ambiente, fazer com que elas sintam directamente estes investimentos.

 

"Hoje não basta ter a lei ao lado... se as populações não forem envolvidas a obra não se faz", revela Sérgio Figueiredo. “A sociedade está mais intrusiva e a confiança é o regulador entre a credibilidade e a ética", disse ainda Sérgio Figueiredo.

 

Soa-vos familiar?


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9 de Setembro de 2010
Por José Manuel Costa

Para Jim O’Neill, as 11 maiores economias africanas, juntas, serão o mais provável quinto BRIC. Basta continuarem a sua evolução demográfica, económica  e social.

 

Quais são as 11 maiores economias africanas? O economista não diz. Mas arrisco algumas: Nigéria, Egipto (que fazem parte dos Next Eleven, que O’Neill e restantes colegas da Goldman Sachs já tinham identificado), África do Sul, Angola, Argélia, Sudão (sim, Sudão…), Marrocos, Líbia, Tunísia, Quénia…

 

Num artigo publicado no Financial Times, O’Neill diz que o continente africano está em grande, fruto de um excelente Mundial de futebol organizado pela África do Sul; de um PIB conjunto que é similar aos de Brasil e Rússia - e maior que o indiano; e da tal inclusão da Nigéria e Egipto nos Next Eleven.

 

Um dado importante: metade do PIB previsto para as principais economias africanas para o ano de 2050 virá da Nigéria e Egipto. Será daqui que virá grande parte do crescimento do continente.

 

Outro: A África do Sul não tem uma população suficientemente grande – 45 milhões – para ser um BRIC. Mas a Nigéria, com 180 milhões, tem. Poderá, inclusive, ser maior que Canadá, Itália ou Coreia do Sul em 2050.

 

O que pode pôr então em causa este futuro desenvolvimento? O eventual futuro baixo resultado no GES (Growth Environment Score) do Goldman Sachs – um registo que, de resto, os países africanos já ostentam hoje.

 

Como melhorá-lo? Com políticas macroeconómicas estáveis, com uma baixa inflação e evitando grandes dívidas externas e governamentais. “Estes são os objectivos mais simples”, diz O’Neill.

 

Os mais difíceis? Estabilizar os Governos, melhorar os níveis básicos de educação e aumentar a utilização de telemóvel e internet, entre outros. Acredito que África tem tudo para conseguir esta evolução nos próximos 40 – ou até menos – anos. E tornar-se, então, no quinto BRIC.


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7 de Setembro de 2010
Por José Manuel Costa

“Na implementação de estratégias de responsabilidade social e de sustentabilidade a GCI é imbatível. Pergunte ao mercado e este dir-lhe-á que a GCI é a consultora portuguesa mais especializada nestes temas, que se têm tornado nucleares nas estratégias empresariais”.

Quando há uns meses publicámos este texto no novo site da GCI, como descritivo da nossa expertise em CSR & Sustainability, recebi alguns comentários interessantes, que realçavam a forma peremptória como o afirmávamos e a respectiva confiança.

Bom, é verdade que de confiança percebemos nós (vejam o Edelman Trust Barometer Portugal), mas não posso deixar de corroborar, hoje, a veracidade da frase.

Posso, porém, fazer um apanhado do que fizemos para chegar a esta posição de liderança. Há quase seis anos, quando a GCI entrou em força na área da sustentabilidade, fizemos um forte investimento.

A todos os níveis.

Não acredito em fórmulas mágicas para atingir o sucesso. A competência, a experiência, a coerência e a consistência não nascem da noite para o dia. É preciso amadurecer para colher os resultado dessa competência.

Recuando todos estes anos, consigo ver claramente que conquistámos o respeito dos nossos pares, parceiros e restantes stakeholders. Participámos em inúmeros projectos de envergadura nacional e internacional, crescemos profissionalmente a olhos vistos, evoluímos na qualidade e diversidade dos nossos trabalhos.

Foram inúmeros os projectos trabalhados, é certo, mas não perdi a conta aos que desenvolvemos ou implementámos. Aos que criámos de raiz ou que entrámos a meio. Não esquecer é a melhor arma para melhorar.

Há um momento, porém, que considero fundamental no percurso da GCI na sustentabilidade: os inputs e conselhos que recebemos dos nossos parceiros, que foram e são fundamentais para alicerçar esta relação de confiança com todos os nossos stakeholders.

Acredito que a especialização num determinado tema, qualquer que seja a indústria, só é possível através de um aconselhamento mais técnico. Foi isso que procurámos nos ensinamentos dos nossos parceiros.

Ontem apresentámos o Green Savers, um projecto que estamos a delinear há algum tempo e que vem reforçar a nossa aposta na área dos conteúdos e numa visão global de Public Engagement.

Acredito que este é mais um passo para continuarmos a inovar nesta área, mas continuo a afirmar, como já o fiz antes: isto ainda é só o início…


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