29 de Novembro de 2010
Por José Manuel Costa

Há quase um ano, apostámos de caras que iria ser feita história em Copenhaga. O fracasso dessa Cimeira do Clima foi um duro soco no estômago – sobretudo para a União Europeia – o que, porém, não acalmou a ânsia da comunidade global em lutar por um futuro sustentável.

 

Hoje entramos em Cancún sem expectativas - e sem líderes -  mas para trás ficou um ano, na minha opinião, quase sem parelelo. Um ano magnífico e em que a sociedade se mobilizou de forma extraordinária para tentar alterar comportamentos e mentalidades.

 

Em Portugal e no resto do mundo. Em Inglaterra. Nos Estados Unidos.

 

Foi o ano do Limpar Portugal – que venceu um Green Project Award em Campanha de Comunicação – e do 10/10/10. Das conferências de sustentabilidade e biodiversidade. Das renováveis. Das cidades verdes. Do esquema de partilha de bicicletas de Londres, do Menos Um Carro em Lisboa e dos biliões de investimento em alta velocidade, na China.

 

O que os políticos não fizeram, os (outros) decisores executaram. Os cidadãos mobilizaram-se e a mudança de mentalidades deu um importantíssimo passo rumo ao desenvolvimento sustentável.

 

Também há um ano, o Banco Alimentar recolheu 2.850 toneladas de alimentos para a época natalícia. Este ano, numa conjuntura em que um em cada cinco portugueses estão no limiar da pobreza, estes números subiram para as 3.625 toneladas.

Mais do que as minhas, deixo as palavras da presidente do Banco Alimentar, Isabel Jonet, “As quantidades de géneros recolhidos, apesar da profunda crise económica que afecta o País, mostram que os cidadãos portugueses são intrinsecamente generosos e aderem inequivocamente a projectos cujos objectivos compreendem”, continuo Isabel Jonet.

 

“Mostrámos todos que é possível reagir, sem desesperança, tomando entre mãos e contribuindo com aquilo que está ao nosso alcance para a resolução dos problemas mais prementes que afectam a nossa sociedade. Cá estaremos para provar que somos merecedores desta adesão, desta solidariedade e desta confiança”, disse ainda.

 

Cimeira do Clima e Banco Alimentar: num ano, tudo mudou. O que se manteve? A capacidade do cidadão comum em fazer milagres e lutar por projectos em que, não só acredita, como compreende.


Cada vez mais, as pessoas podem mudar o mundo sozinhas. E elas sabem perfeitamente disso.


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26 de Novembro de 2010
Por José Manuel Costa

O projecto Tempo para Dar, que a GCI desenvolveu, em parceria com a BBDO, para a Delta, foi um dos distinguidos nos Prémios à Eficácia, recebendo bronze em responsabilidade social.

 

Foi uma excelente notícia para acabar um dia em cheio.

 

Mais importante que o prémio, porém, é a responsabilidade social do projecto, a angariação de donativos para as instituições parceiras e que trabalham activamente no combate à solidão entre os idosos.

 

Dotar as instituições com ferramentas que os ajudem neste trabalho quotidiano de inclusão social é fundamental, como também é relembrar aos portugueses o trabalho que estas instituições desenvolvem no dia-a-dia.

 

Combater a solidão na terceira idade permite à Delta devolver um pouco do que a sociedade lhe deu, envolvendo e unindo empresas, instituições e consumidores.

 

A inclusão dos idosos, porém, é um tema que ainda tem um longo caminho a percorrer. Poucos meses depois do lançamento do Tempo para Dar, recordo também aqui que o Eurobarómetro indicava a pobreza e a velhice como as principais preocupações dos portugueses, que têm medo de não conseguirem viver uma velhice digna.

 

Este é um tema que, de resto, já fui falando em iniciativas como os Green Project Awards, que entregámos há dias e que iremos – GCI - continuar a acompanhar muito de perto nos próximos tempos.

 

Todos os premiados dos Eficácia aqui.


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25 de Novembro de 2010
Por José Manuel Costa

Uma categoria dedicada aos trabalhos jornalísticos e outra à comunicação em nutrição são algumas das novidades da edição de 2011 dos Nutrition Awards.

 

São duas categorias, como não poderia deixar de ser, em que concentramos grandes expectativas para a participação dos futuros candidatos.

 

O tema da comunicação, aliás, recebeu grande destaque na sessão de apresentação dos Nutrition Awards 2011. É bom que isso aconteça e saber que há quem reconheça a sua importância no desenvolvimento das estratégias.

 

Uma grande apresentação de Maria de Belém Roseira e um dos melhores debates a que já assisti sobre saúde e nutrição foram outros dos pontos altos da sessão.

 

Enfim, não foi mais do mesmo.

 

Sobre a próxima edição dos Nutrition Awards podem ler mais no Green Savers, aqui.

 

Finalmente, deixo também aqui a citação de Fernando Pessoa e com a qual a deputada e ex-Ministra da Saúde, Maria de Belém Roseira, terminou hoje a sua apresentação.

 

"Cada época entrega à época seguinte apenas aquilo que não foi". Concluiu Maria de Belém Roseira que esperava que não "entreguemos à próxima geração o problema da obesidade".

 

Eu vou continuar a trabalhar para isso.


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24 de Novembro de 2010
Por José Manuel Costa

Continuamos na rota da mudança de mentalidades.

 

Ainda mal tivemos tempo para respirar, depois do sucesso dos últimos Green Project Awards, e já estamos a apresentar a segunda edição dos prémios que vão distinguir os melhores projectos da área da nutrição.

 

A edição de 2011 dos Nutrition Awards terá algumas novidades – que não irei revelar antecipadamente, porém – e será apresentada amanhã, pelas 15h no Infarmed (Parque de Saúde de Lisboa).

 

Para além de contarmos novamente com a presença do secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Manuel Pizarro – que faz o pleno, depois de ter estado na sessão de apresentação da edição de 2010 e na respectiva entrega de prémios – há também uma grande expectativa para ouvir o discurso da deputada e ex-ministra da Saúde, Maria de Belém Roseira.

 

Certamente que falaremos do investimento de 12 milhões de euros que o Governo vai alocar, em 2011, para o combate à obesidade, uma tema que a ministra da Saúde, Ana Jorge, considera uma questão “de saúde pública e que deve estar na primeira linha das prioridades de qualquer Governo”.

 

É provável que se discuta a futura Ordem dos Nutricionistas ou a recente inclusão, por parte da UNESCO, da Dieta Mediterrânica na lista dos patrimónios da Humanidade. Quem sabe?

 

Os Nutrition Awards, que a GCI co-organiza com a Associação Portuguesa dos Nutricionistas, estão a crescer.

 

O segundo ano, como sabemos, é fundamental para todos os projectos. Este não foge à regra e por isso reforçamos o lema do ano passado: queremos reconhecer, premiar e difundir produtos e serviços no campo da nutrição em Portugal.

 

Recordo eventos recentes e sei que esta mudança de mentalidades é possível, a cada dia que passa.

 

Pode assistir à sessão de apresentação dos Nutrition Awards 2011 – e saber todas as novidades na hora –, inscrevendo-se neste link. Até amanhã.


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23 de Novembro de 2010
Por José Manuel Costa

E, finalmente, eis-me em Abu Dhabi, em reunião com os meus pares da Edelman.

 

Era difícil estar aqui e não ser impactado com alguma iniciativa de sustentabilidade. É verdade, decorre aqui - e até quarta-feira - o World Green Tourism (WGT) Abu Dhabi – o primeiro evento global organizado nesta região e que é unicamente dedicado ao investimento e desenvolvimento do turismo sustentável.

 

O encontro reunirá autoridades internacionais de turismo, planeadores urbanos, responsáveis de hotéis – e resorts – transportadoras aéreas, associações sectoriais, operadores, academia… mas também promotores imobiliários, fornecedores de produtos verdes, museus!, organizações de património cultural. Enfim, todos.

 

Na estratégia para transformar Abu Dhabi num local cada vez mais sustentável, um plano (agora) a 20 anos, o turismo, como é óbvio, não ficou para trás.

 

A cidade respira sustentabilidade nos seus projectos de médio e longo prazo, e fica bem claro que esta será a única forma dos Emirados Árabes Unidos conseguirem, eles próprios, garantirem o seu futuro.

 

As alterações climáticas ameaçam mais os países do Médio Oriente que outros à escala global. Ainda que as emissões de gases com efeito de estufa nesta região sejam apenas 5% do total global, o facto é que elas aumentaram (no Médio Oriente mas também Norte de África) 88% de 1990 para 2004 – três vezes mais que no resto do mundo.

 

Um dado particularmente negativo afirma que, em 2050, o clima nesta região será ainda mais quente e seco – com uma diminuição entre 20 a 30% da água disponível. As temperaturas aumentarão – e a chuva diminuirá.

 

O mundo árabe tem também 5% da população global, mas apenas 1% da água fresca e renovável. São dados muito graves e que Abu Dhabi, especificamente, tenta menorizar através da construção sustentável.

 

Destaque, claro, para Masdar, aquela que será a cidade mais sustentável do mundo. Recentemente, a Siemens anunciou que está a construir em Masdar City a sua sede para o Médio Oriente, e a nova cidade, apesar de alguns atrasos nos objectivos iniciais de nível de sustentabilidade e prazo de construção, será uma das obras globais mais significativas do século. Masdar City, a verdadeira cidade sustentável.

 

Espero regressar, se não for antes, lá para 2020 ou 2025, para perceber como se muda uma cidade em dez ou quinze anos. Ah… do meeting da Edelman falarei mais tarde. Quando regressar a Portugal.


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17 de Novembro de 2010
Por José Manuel Costa

Vem aí mais uma campanha do Banco Alimentar, porventura uma das mais importantes dos últimos anos, mas desta vez haverá uma novidade.

 

A notícia de que os créditos virtuais do Facebook vão ser utilizados para ajudar a instituição a combater a pobreza levou-me imediatamente a recordar a conferência sobre Social Engagement, um dos vários debates que a GCI organizou, há ano e meio, para comemorar os 15 anos.

 

Estávamos em Maio de 2009 e participaram no debate Diogo Vasconcelos, Distinguished Fellow da Cisco, Tiago Forjaz, fundador do Star Tracker, Mafalda Moniz, directora do Centro Social do Bairro 6 de Maio, Ana Cláudia Valente, Investigadora em Ciências Sociais, Hans-Erhard Reiter, Presidente Executivo da Ericsson Portugal e o actor, autor e encenador Raul De Orofino.


Um dos temas do debate foi perceber como pode a tecnologia ser utilizada em prol do bem estar das sociedades. Na altura, Diogo Vasconcelos apresentou vários projectos em que a componente tecnológica estava a ser utilizada e trabalhada, de forma muito específica, para solucionar os problemas concretos da população. (aliás, o próprio Diogo lançou, entretanto, o Dialogue Café, que já por aqui elogiei).

 

Ano e meio depois, e através do Facebook - então uma rede social em plena expansão, em Portugal, mas sem a dimensão que tem hoje - o Banco Alimentar espera chegar a um novo público, talvez mais jovem, e que pode contribuir de forma simples e rápida para combater a pobreza e permitir que a instituição compre os habituais bens essenciais, como a massa, o leite, o arroz ou os cereais.

 

É inacreditável o poder e a importância da tecnologia no social engagement. Numa altura em que um em cada cinco portugueses estão no limiar do pobreza, este é mais um caminho para ajudar a combatê-la. Seja no Facebook ou através de outras ferramentas de inovação social.

 

PS: Segundo o Diário de Notícias, o Banco Alimentar continuará com as campanhas nos hipermercados. Dias 27 e 28 de Novemebro, sábado e domingo.


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12 de Novembro de 2010
Por José Manuel Costa

A pequena – mas brilhante – intervenção de Paulo Teixeira Pinto na noite de quarta-feira, no Green Project Awards, deu um novo fôlego à definição de desenvolvimento sustentável.

Perante uma plateia maioritariamente constituída por empresários, gestores ou cidadãos ligados à área da sustentabilidade, o presidente da Babel foi claro e conciso.

 

“[Desenvolvimento Sustentável?] O desenvolvimento ou é sustentável ou não é. Não há escolha, é um imperativo vital. A escolha existe quando há duas alternativas”, explicou.

 

Curiosa a definição – com a qual concordo – e que na minha opinião nos coloca duas questões adicionais.

 

A primeira leva-nos a pensar que, quando colocamos pessoas que, à partida, não estão directamente relacionadas com a sustentabilidade e o desenvolvimento sustentável, a falar destes temas, o mais certo é descobrirmos novas perspectivas sobre eles.

 

Novas visões e abordagens.

 

O que se torna não só saudável como indispensável para a discussão e debate de ideias. Na GCI tentamos, em todos os nossos projectos, testar esta vertente. E iremos continuar a fazê-lo.

 

A segunda certeza é que a definição de sustentabilidade, como expliquei durante o GPA, está a ganhar realmente um novo sentido, mais alargado.

 

É com estas certezas que nos preparamos para a quarta edição dos Green Project Awards. Há mais novidades ao virar da esquina. Preparem-se!


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11 de Novembro de 2010
Por José Manuel Costa

"Estamos na terceira edição dos Green Project Awards.

 

Em três anos, a realidade mudou e hoje a palavra sustentabilidade tem um novo sentido.

 

Segundo o INE, sem as pensões de reforma e as transferências sociais do Estado, mais de quatro milhões de portugueses estariam em risco de pobreza.

 

Mesmo com esses apoios, um em cada cinco portugueses está no limiar da pobreza. São dois milhões de pobres!

 

Temos uma taxa de desemprego acima dos 10%. Além da pobreza material alarmante, o desânimo entra-nos todos os dias pela casa dentro. Há distritos inteiros do País que estão em situações de falência económica e social.

 

Sustentabilidade, hoje, é encontrar formas válidas de inverter esta situação. É talvez o maior desafio das últimas décadas para empresas, governantes e sociedade civil. Felizmente, estão todos aqui hoje representados.

 

Estar à altura deste desafio é, para mim, a única opção possível. Espero que partilhem esta minha convicção.

 

Faço votos para que, nas próximas edições, os Green Project Awards sejam parte integrante desta solução."

 

*O meu discurso de ontem nos Green Project Awards. Dentro de minutos terão o vídeo da cerimónia online. Voltarei também para falar da terceira edição do GPA. E da quarta.


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10 de Novembro de 2010
Por José Manuel Costa

Os prémios são importantes? A indústria do marketing acredita que sim, porque poderá justificar aos seus clientes, através deles, que a sua empresa é a melhor.

 

Aliás, não é a apenas a indústria do marketing que pensa que assim, estaria a ser injusto para ela se o afirmasse desta forma, tão crua. A verdade é que é bom receber prémios – quando estes são justos, claro está – porque é sinal que se está a trabalhar bem e a ser relevante.

 

Nos prémios, porém, eu gosto do seu efeito de contágio. Da sua promoção de boas práticas. Da sua importância para a mudança de mentalidades. Da forma como conseguem, com a sua atribuição, colocar na ordem do dia temas que, à partida, teriam menos probabilidades de serem falados, comentados, partilhados.

 

Falo de prémios porque hoje, juntamente com a Agência Portuguesa do Ambiente e com a Quercus, a GCI organiza a terceira edição dos Green Project Awards.

 

Há três anos, começámos do zero. Sinto que hoje já demos passos muito relevantes para a mudança de mentalidades de que falo incessantemente por aqui. E aqui.

 

Gostaria de realçar, neste GPA, a importância da inovação social na redução dos números galopantes da pobreza, em Portugal, mas deixarei mais detalhes para logo.

 

Hoje gostaria também de anunciar uma pequena inovação no GPA. Pela primeira vez, vamos transmitir a cerimónia em directo, através do Green Savers. Podem assistir em directo, a partir das 17h30, neste link. Aliás, já está tudo preparado, como podem ver.

 

E consultem também o programa do fim de tarde no site do GPA. Até já, na Culturgest.


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9 de Novembro de 2010
Por José Manuel Costa

"O jornalismo está morto ou apenas em evolução?", escrevia há dias o blogger Steve Rosenbaum na Fast Company.

 

E a quem foi o CEO do agregador Magnify.net pedir uma resposta a esta pergunta? A Richard Sambrook, chief content officer da Edelman – e ex-quadro de 30 anos da BBC.

 

Sambrook, de quem já aqui falei - o Lionel Messi dos conteúdos - explica que começou a explorar as redes sociais e o papel destas na transformação das relações entre o público, as organizações e os media tradicionais em 2004.

 

Como sabem, o chief content officer da Edelman tem como papel trabalhar com os clientes globais da consultora e ajudá-los a desenvolverem os seus próprios conteúdos. E explica a Rosenbaum algo que as marcas - e também as portuguesas - deviam ter na ponta da língua.

 

“Todos os media estão a lutar, todos os dias, com a transição digital – e a certo ponto o jornalismo, por exemplo nos Estados Unidos e Europa, está a encolher”, revela.

 

A era dos mass media que chegavam às mass audience acabou – e os modelos de negócio tanto dos media como da publicidade estão a mudar dos mass para o micro.

 

“As empresas de media estão a lutar. É reconhecido que os spots publicitários são cada vez menos eficientes e, por isso, as empresas estão à procura de novas formas de se relacionar com os consumidores”. Bom, isto já se sabia, digo eu.

 

“O digital dá às empresas uma oportunidade de irem directamente ao público em vez de serem mediadas pelo jornalismo”, continua Sambrook. Também já sabíamos.

 

“Todas as empresas não só têm a oportunidade mas também agora a responsabilidade de contar as suas próprias estórias, a sua própria narrativa”. Esta afirmação é muito importante e, ainda que não seja nada de novo – também não foi isso que lhe foi pedido – é importante salientar aqui a palavra “responsabilidade”.

 

Hoje, a palavra já não é “oportunidade”. Agora falamos de “responsabilidade”… a oportunidade já era.

 

Ou seja, os jornalistas ou os blogs passaram a ser as fontes secundárias. Continuam a ser importantes, ninguém diz o contrário, mas hoje as principais fontes são as próprias empresas e marcas. O público que ler, ver e ouvir a sua - delas, das marcas - versão e perspectiva da estória.

 

Um exemplo dado por Sambrook. “Quando alguém tem um problema de saúde e faz uma pesquisa online para saber mais, na verdade os sites mais úteis foram lançados por grandes farmacêuticas ou instituições de solidariedade social. Os sites menos úteis são os noticiosos, feitos pelos jornalistas especializados, porque eles apenas nos dão coisas em segunda mão e as pessoas querem ir directamente à fonte”.


Por isso, digo eu, muitas consultoras estão a contratar jornalistas. “[Costumo perguntar aos meus clientes]: quais são os assuntos que [lhe interessa] ter na conversa? Eu, enquanto antigo jornalista, vou ajudá-lo a perceber como ter uma voz nestas conversas e como ter uma posição neste assunto”.

Finalmente, o CCO da Edelman pede “humildade” às marcas, o que por vezes é difícil de reconhecer pelas próprias. "Não acho que o jogo tenha terminado para o jornalismo. Mas acho que o seu papel e a forma como ele se relaciona com o público tem de mudar. Estou muito optimista [e sei] que o jornalismo tem [ainda] um muito, muito importante futuro, mas que este será apenas diferente do passado".

 

Noutras palavras, Sambrook faz um apelo: marcas, contem as vossas próprias “estórias”. Em Portugal, muitas delas ainda não o perceberam. Não há problema, é (também) para isso que a GCI está aqui.


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