23 de Dezembro de 2010
Por José Manuel Costa

Há uma semana, a GCI apresentou o Good Purpose. Infelizmente, não pude estar presente no ISCTE, mas não quero deixar de escrever aqui as principais conclusões da edição deste ano do estudo.

 

1. Os consumidores de países emergentes como a China, Brasil, México ou Índia estão mais predispostos a comprar e promover marcas que suportem boas causas, ultrapassando os seus pares no Ocidente.

 

2. Na Índia e na China o compromisso em apoiar boas causas aumentou rápida e dramaticamente desde 2009, com a percentagem de adultos que estão pessoalmente envolvidos no apoio a boas causas a aumentar em 34 pontos percentuais na Índia, para os 81%, e 12 pontos percentuais, para os 89%, na China.

 

3. No Brasil e México, oito em cada 10 consumidores comprariam produtos de empresas que suportam boas causas, em comparação com pouco mais de metade (54%) dos consumidores das maiores economias ocidentais.

 

4. 86% dos inquiridos – 7.259 pessoas de 13 países diferentes – acredita que as empresas devem dedicar igual peso e relevância aos interesses da sociedade e aos seus próprios interesses de negócio.

 

5. Há três grandes conclusões no estudo: a primeira indica a ascensão do consumidor activista; a segunda fala numa nova visão do ambiente e da sustentabilidade como alavanca económica; e a terceira coloca o propósito social como o 5º P do marketing. 

 

6. 64% dos respondentes acredita que já não é possível que as empresas se limitem a atribuir donativos. É necessário que elas integrem boas causas no seu negócio do dia-a-dia.

 

7. 62% dos questionados está disposto a trocar uma marca que não apoia uma boa causa por outra que apoia uma boa causa.

 

8. 71% dos inquiridos acredita que as marcas e os consumidores poderiam fazer um bom trabalho em conjunto, e os mesmos 71% afirmaram que os projectos que protegem o ambiente podem ajudar a melhorar a economia.

 

9. A China está a liderar, globalmente, as boas causas. Isto quer dizer que os consumidores chineses têm mais hipóteses de comprar marcas que apoiem boas causas que outros.

 

O Good Purpose é um estudo global, desenvolvido pela Edelman - na qual a GCI é afiliada - e que avalia as atitudes dos cidadãos em torno de propósitos sociais, incluindo o seu compromisso para com temas sociais específicos e as expectativas dos consumidores face a marcas e empresas.

 

O próximo Good Purpose terá já dados portugueses. Na edição deste ano, apenas 13 países foram avaliados.

 

A apresentação do último dia 14 de Dezembro pode ser consultada aqui.

 

Sobre as boas causas recomendo também este texto do Richard Edelman, presidente e CEO da Edelman.

 

Finalmente, aproveito este post para desejar a todos um excelente Natal e um 2011 em grande!


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21 de Dezembro de 2010
Por José Manuel Costa

O ainda presidente brasileiro, Lula da Silva, admitiu ontem que poderá voltar a candidatar-se nas eleições de 2014.

 

Ontem, quando questionado pela Rede TV! se poderá concorrer novamente, Lula não fugiu à questão. “Não posso dizer não porque ainda sou vivo. Sou presidente honorário de um partido, nasci político. Construi relações políticas extraordinárias”.

 

Lula não muda.

 

O presidente brasileiro, recorde-se, estava impedido pela Constituição brasileira de concorrer a um terceiro mandato consecutivo e escolheu para sua sucessora a antiga ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.

 

Imediatamente, os analistas políticos brasileiros anunciaram que as declarações fragilizavam o futuro Governo de Dilma, que já teria um grande desafio: sair da sombra de Lula.

 

“A declaração do presidente só vem piorar a percepção, que existe na população, que Dilma só está a segurar a cadeira até Lula se poder candidatar outra vez”, disse o consultor politico Alexandre Barros à Reuters.

 

Não sei se esta declaração fragilizará o Governo de Dilma. Tenho as minhas dúvidas, ainda que o timing do anúncio, a duas semanas de Lula entregar as chaves do Palácio do Planalto a Dilma, não terá sido o melhor.

 

Mas o tema esgotar-se-á por aqui. Não importa. Não interessa. O Brasil enfrenta desafios demasiado importantes e entusiasmantes para perder tempo com dúvidas presidenciais a cinco anos.

 

Há um Mundial em 2014, Jogos Olímpicos dois anos depois e pelo menos uma grande revolução urbana preparada para o curto prazo, numa época que, como pude comprovar in loco na semana passada, já é uma das mais brilhantes de sempre da história, da cultura e da economia brasileira.


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17 de Dezembro de 2010
Por José Manuel Costa

* Texto publicado no Imagens de Marca de 8 de Dezembro

 

Há uma semana, o Banco Alimentar bateu dois recordes: o de alimentos recolhidos durante um fim-de-semana, cerca de 3.625 toneladas, e o de voluntários conseguidos, cerca de 30 mil.

 

No sábado, leio no Expresso um primeiro desenvolvimento da iniciativa que a responsável pelo departamento de qualidade da AHRESP, Susana Leitão, já tinha anunciado na sessão de apresentação dos Nutrition Awards 2011: a associação vai lançar uma campanha de luta contra a fome, chamada “Direito à Alimentação”, para providenciar refeições para os mais carenciados.

 

Segundo a AHRESP, já terão aderido à campanha cerca de 700 restaurantes, o que é notável, sobretudo, porque a iniciativa ainda nem sequer foi apresentada oficialmente – será esta sexta-feira.

 

Na segunda-feira volto a ler – desta vez no Green Savers – que haverá, entre activos e esporádicos, cerca de 1,5 milhões de voluntários em Portugal.

 

Estas informações, recolhidas de memória para a escrita deste artigo, demonstram a importância que o combate à pobreza, inclusão social e voluntariado têm assumido, nos últimos meses, em Portugal.

 

Infelizmente, poderia dedicar vários outros artigos a este tema. Felizmente, também o poderia fazer em relação a acções e iniciativas que ajudam a combatê-lo.

 

Portugal tem um problema complexo para o curto e médio prazo. De acordo com o INE, sem as pensões de reforma e as transferências sociais do Estado, mais de quatro milhões de portugueses estariam em risco de pobreza.

 

E, mesmo com esses apoios, um em cada cinco portugueses já está no limiar da pobreza. São dois milhões de pobres – os números há muito que deixaram de ser simplesmente alarmantes.

 

Com uma taxa de desemprego acima dos 10%, há distritos inteiros que estão em situações de falência económica e social.

 

Assim, combater a pobreza e a fome e melhorar a inclusão social são provavelmente os mais importantes desafios das últimas décadas para as empresas, sociedade civil e governantes. Por isso projectos como os que aqui referi são estruturais, hoje, para o País.

 

Pela experiência que tenho nestes temas, sei que estas iniciativas não se ficarão por aqui. Nas alturas mais difíceis – e não só – os portugueses são solidários.

 

Para as empresas e marcas, este tema torna-se ainda mais pertinente pela expectativa dos consumidores face à sua responsabilidade social e compromisso para com os temas sociais.

 

Por isso, aqui fica também o convite: dia 14 de Dezembro**, a GCI e o ISCTE vão apresentar o Good Purpose, um estudo da Edelman – na qual a GCI é afiliada – que avalia as atitudes dos cidadãos em torno dos propósitos sociais, o seu compromisso para com estes temas sociais e as suas expectativas face às empresas e marcas.

 

Em pleno Ano Europeu do Combate à Pobreza e Exclusão Social – e a caminho do Ano Europeu do Voluntariado – esta será uma boa oportunidade para perceber como estes temas cada vez mais incontornáveis podem ser trabalhados pelas marcas e empresas. Que, como se sabe, não podem ficar alheias a esta realidade.

 

 

** Entretanto, já apresentámos o Good Purpose. Deixarei também aqui, a seu tempo, as minha conclusões.


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15 de Dezembro de 2010
Por José Manuel Costa

Os grandes eventos são enormes oportunidades para impulsionar o desenvolvimento e planeamento urbano e redesenhar as estratégias de mobilidade sustentável das cidades que os recebem.

 

Foi assim em Lisboa, em 98, na África do Sul, este ano, na Expo de Xangai (que construiu uma rede de metro gigante), como já por aqui falei, e está a ser assim em Londres, que receberá os Jogos Olímpicos em 2012.

 

Agora imaginem o Rio de Janeiro, que será uma das cidades sede (e a mais importante) do Mundial 2014 e que receberá os Jogos Olímpicos dois anos mais tarde, em 2016.

 

Uma boa estratégia de mobilidade sustentável é meio caminho andado para o sucesso tanto do Mundial como dos Jogos Olímpicos. É que os milhões de turistas que visitarão o Rio terão de se mexer. O mais rápido possível, de preferência.

 

Foi assim que a África do Sul conseguiu, também, tornar o Mundial 2010 num momento inesquecível. Paralelamente, conseguiu utilizar a competição para reorganizar o seu planeamento urbano e realocar investimentos para a mobilidade sustentável. O que, de outra forma, seria complicado. Seria impossível.

 

A área metropolitana do Rio de Janeiro terá perto de 15 milhões de habitantes e a de São Paulo 20 milhões. Se uma cidade como Lisboa dedica grande parte do seu tempo a tentar controlar os problemas relacionados com a falta de mobilidade sustentável, imaginem estes gigantescos aglomerados habitacionais.

 

Não me deixa de causar alguma surpresa, porém, que o País que viu nascer um dos principais especialistas globais em planeamento urbano e mobilidade sustentável, Jaime Lerner, tenha cidades como o Rio de Janeiro, São Paulo ou Brasília, que têm tanto de beleza como de caos urbano.

Uma coisa é certa: os Jogos Olímpicos e o Mundial 2014 vão transformar profundamente o Rio de Janeiro que hoje conhecemos. Estando a par das actuais políticas na área da sustentabilidade e a paixão brasileira por tudo o que é “verde”, só posso chegar à conclusão que esta mudança será para melhor.

 

Em meados de 2012, Rio de Janeiro terá BRT, integração entre linhas de metro diferentes e entre vários meios de transporte. São obras que ficarão para os cariocas, mas que provavelmente não estariam contempladas na estratégia de revolução urbana da cidade no médio prazo.

 

E o Rio de Janeiro precisava deste eventos para isso mesmo, ser uma cidade diferente do que é hoje. Para mudar.


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13 de Dezembro de 2010
Por José Manuel Costa

A Edelman foi considerada a Agência do Ano nos últimos European Excellence Awards, cuja cerimónia se realizou na quinta-feira à noite em Praga, na República Checa.

 

É um prémio justo para David Brain. A Edelman, na qual a GCI é afiliada, foi reconhecida pelo júri pelo seu forte crescimento em toda a região, sobretudo em Abu Dhabi (interessante…), Alemanha, Paris e Londres.

 

“Apesar da recessão, a Edelman tem tido um forte crescimento em toda a região. A qualidade do nosso trabalho, como demonstram algumas das campanhas que temos realizado para a SC Johnson (também premiadas em Praga), atraiu novos clientes ao portfólio da Edelman”, comentou David Brain sobre (mais) esta distinção.

 

“O nosso investimento nas equipas de conteúdos, planeamento e digital é a prova da nossa determinação para liderar a indústria em toda a Europa e globalmente”, continuou.

 

O prémio é ainda mais saboroso porque foi conseguido "à custa" de consultoras com o nível da Burson-Marsteller, Hotwire, Prime ou Wellcom.

 

A pouco mais de duas semanas de assumir a presidência executiva da Edelman no efervescente mercado asiático, Brain termina em alta os seus sete anos como presidente da Edelman EMEA.

 

Um novo ciclo se abre em Janeiro na Edelman EMEA, estou certo que o sucesso, o crescimento e os bons trabalhos desenvolvidos serão elos comuns entre estes dois períodos.


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10 de Dezembro de 2010
Por José Manuel Costa

Em Dezembro, multiplicam-se as campanhas de solidariedade.

 

Felizmente.

 

Anteontem, no Imagens de Marca, expliquei que esta tendência – feliz e infelizmente, dependendo do ponto de vista – é para continuar. E realcei que os portugueses, nas alturas mais difíceis, são solidários.

 

No último domingo, Dia Internacional do Voluntariado, fui convidado pela TVI para falar de responsabilidade social. Tive oportunidade, então, de falar da Coração Amarelo e do projecto desenvolvido pela GCI para a Delta – Tempo para Dar.

 

Numa altura em que a solidariedade está, mais que noutra época do ano, na ordem do dia, nunca é tarde para explicar que é preciso continuar a mudar percepções e, no caso específico da acção da Delta, criar uma onda de voluntariado e de apoio a quem mais precisa.

 

Quando contactámos, pela primeira vez, a Coração Amarelo, a instituição tinha 27 voluntários…. Terminou o ano com mais de 170 voluntários, depois de uma campanha de quatro meses. Estamos a falar de voluntários efectivos que dão apoio domiciliário e acompanham idosos que sofrem de solidão.

 

Aliás, a solidão na terceira idade é um dos temas que ganhará uma especial relevância nos próximos anos e que terá de ser trabalhado pelas instituições. Este é um problema cultural português.

 

Só campanhas como as do Banco Alimentar ou, espero eu, esta da AHRESP que será apresentada hoje, com sequências temporais estáveis, poderão ser bem sucedidas. Só assim conseguirão sobreviver.

 

Para que isso aconteça é necessário haver uma mudança nas empresas. Uma empresa só terá uma verdadeira política de responsabilidade social se tiver uma cultura de voluntariado dentro dela.

 

O trabalho é conjunto, não basta a decisão ser tomada na administração das empresas. Ela tem de abarcar os colaboradores da empresa e a própria instituição que será ajudada.

 

Este, para mim, é o grande desafio dos próximos anos da responsabilidade social e voluntariado. É um desafio urgente – tendo em conta a situação social do País. Nas empresas, a comunicação e os recursos humanos são indispensáveis em todo este processo.

 

Sim, todos sabemos que se as marcas e empresas tiverem um papel efectivo na sua relação com a sociedade, serão preferidas pelos consumidores face a outras marcas. Aqui, estamos a falar de desenvolvimento de negócio e criação de valor para as empresas.

 

Mas mais importante, para as empresas, é fechar o ciclo: retribuir à sociedade o que esta lhes deu.

 

Se se interessa por estes temas, não perca a apresentação do Good Purpose, na próxima terça-feira, 14 de Dezembro, no ISCTE.

 

PS: Como expliquei no domingo na TVI, 5% das horas dispendidas pelas equipas da GCI são dedicadas ao apoio ao voluntariado e ONGs. São 11 as ONGs e IPSS que trabalhamos – para além dos projectos pontuais.

 

Se internamente não sentirmos o voluntariado, como podemos recomendá-lo aos clientes? Que credibilidade teremos, então, para os aconselharmos nas suas próprias estratégias?

 


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6 de Dezembro de 2010
Por José Manuel Costa

Volto finalmente a Abu Dhabi – e à reunião da Edelman – como tinha prometido há duas semanas. Ao percorrer, pela primeira vez, as ruas de Abu Dhabi, pensei imediatamente que seria aquela também a última vez que o faria com tal perspectiva.

 

A sensação é de uma constante mudança. Dizem-me que quem passou por Abu Dhabi em 2008 não a reconheceria este ano. Pareceu-me exagero, mas provavelmente não era.

 

aqui escrevi que a mudança da sede da Siemens no Médio Oriente para a futura cidade sustentável de Masdar não é uma surpresa. Abu Dhabi está finalmente levantar a voz, a definir o seu papel no globo e a transformar-se num dos grandes centros de negócios do mundo.

 

Abu Dhabi é a porta de entrada no Médio Oriente, uma região fundamental para as multinacionais e que será também, no curto prazo, uma das áreas geográficas de referência das consultoras de PR.

 

Estamos a falar de culturas muito diferentes e formas distintas de fazer negócios, ainda que estas estruturas estejam actualmente integradas nas chamadas EMEA (Europa, Médio Oriente e África).

 

As consultoras de PR que conseguirem desenvolver estratégias bem sucedidas para esta região – e a Edelman já o está a fazer – serão vencedoras globais.

 

Voltando à estratégia de Abu Dhabi: ao reconhecer que os recursos da capital dos Emirados Árabes Unidos não a sustentavam para sempre, o sheik Mohamed Bin Zayed Al Nahyan delineou uma visão económica de longo prazo para o emirado.

 

Neste documento, conhecido por Visão Económica de Abu Dhabi 2030, ficou provado que o caminho a seguir seria o do desenvolvimento sustentável. É daqui que parte o conceito de Masdar, mas há outras revoluções a caminho em áreas como a energia, indústria, serviços, finanças, indústria aeroespacial, saúde, TIC, imobiliário, infra-estruturas, educação ou turismo.

 

Finalmente, aproveito este post para falar também da entrega do Mundial 2022 à candidatura do Qatar (mesmo ao lado dos Emirados Árabes Unidos).

 

Não me lembro de um desafio tão entusiasmante – e difícil – relacionado com uma organização desportiva. Ou outra. Este mundial ultrapassará, em complexidade, o sul-africano. (E a FIFA sobe a sua parada com outro mundial de difícil execução e operacionalização, a realizar na Rússia).

 

Bem sei que ainda falta mais de uma década para a competição, mas esta será uma excelente oportunidade para percebermos quanto vale esta região. Acredito que este mundial, jogue-se em Janeiro ou Junho, será um sucesso.

 

Serão investidos 29 mil milhões de euros, sendo 18 mil milhões destinados à construção de um sistema de metro. A aposta neste mundial é, também, uma aposta na sustentabilidade. Abu Dhabi já o está a fazer, Qatar vai seguir estas pisadas.

 

É este, aliás, o único caminho possível para o futuro do Médio Oriente. E também aqui as consultoras de PR terão um importante trabalho a desempenhar, ligando stakeholders e construindo pontes entre esta região e a Europa, os EUA, África e os BRIC.


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3 de Dezembro de 2010
Por José Manuel Costa

Ontem, o Green Savers citava o Diário Económico num estudo da consultora Science of the Time que afirmava que a sustentabilidade e o bem-estar físico e emocional eram duas das cinco mega tendências para os próximos dois anos (sendo as outras a falta de confiança na publicidade, a gestão de conteúdos nas redes sociais e a transparência).

 

Hoje recordo este estudo porque outra das tendências será, seguramente, a aposta transparente nas boas causas.

 

(Também) por isso, a GCI e o ISCTE vão apresentar no próximo dia 14 de Dezembro, de terça a oito, o Edelman Good Purpose, um estudo que é único no mundo e que avalia, claro está, as atitudes dos cidadãos em torno dos propósitos sociais, o seu compromisso para com estes temas sociais e as expectativas dos consumidores face às empresas e marcas.

 

Confirmadas para a apresentação do Good Purpose estão as intervenções e comentários de Isabel Borgas, directora de comunicação da Sonaecom, Isabel Jonet, presidente da Associação EntreAjuda, Luís Rocharte, secretário-geral do BCSD Portugal, Luís Segadães, presidente da New 7 Wonders Portugal, Rui Miguel Nabeiro, administrador da Delta Cafés e Suzana Ferreira, directora de comunicação e marca da Caixa Geral de Depósitos.

 

O debate será moderado por Margarida Pinto Correia, administradora-executiva da Fundação do Gil.

 

O Good Purpose é um estudo anual da Edelman e vai ser apresentado a partir das 9h30, no auditório B203 do ISCTE-IUL. Como sempre, estão convidados para a apresentação do Good Purpose. Para além da apresentação, teremos outras novidades, que revelarei a seu tempo.

 

PS: Dizem-me que tem sido um final de ano muito movimentado na GCI. É verdade, temos vários projectos em curso e estamos a reforçar, a cada dia que passa, a nossa aposta na estratégia de Public Engagement.


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2 de Dezembro de 2010
Por José Manuel Costa

Há uma semana, aproveitei a sessão de apresentação dos Nutrition Awards para lançar – oficiosamente – o novo projecto da GCI, um agregador de conteúdos chamado O Meu Bem Estar. Agora faço-o por via oficial.

 

Depois do Green Savers, dedicado ao desenvolvimento sustentável, mobilidade e inclusão social, este novo agregador da GCI vai cobrir as áreas da saúde, nutrição e do bem-estar.

 

O objectivo de O Meu Bem Estar? Partilhar informações. Envolver stakeholders. Promover a transparência. E ajudar a mudar comportamentos, algo que só será possível se houver o envolvimento de todas as indústrias relacionadas com o bem-estar. Que são várias.

 

Este novo projecto, como o Green Savers, insere-se na nossa estratégia de reforço da aposta na área dos conteúdos e numa visão global de Public Engagement.

 

O bem-estar mexe com tudo. Com a saúde, com a nutrição. Com a alimentação. Com a indústria financeira, a sustentabilidade, com a vida nas cidades, o desenvolvimento pessoal. A política. O entretenimento.

 

Um exemplo: no final de Setembro, a Nestlé anunciou a criação de uma unidade de negócio, de health science, para ser “pioneira na criação de uma nova indústria que una a da alimentação e as farmacêuticas.”

 

Esta nova unidade de negócio vai arrancar em Janeiro e estará integrada noutra já existente, a da nutrição. O objectivo? Desenvolver produtos que combatam os diabetes, as doenças cardíacas ou Alzheimer.

 

O que está a levar a Nestlé para esta nova área? Um dos nossos maiores bens e que, até há pouco tempo, era tão desprezado pela sociedade: o bem-estar. E o desenvolvimento de novos produtos que possam promovê-lo.

 

Tudo o que acontecer de relevante e que pode, de alguma forma, influenciar o dia-a-dia dos cidadãos, da sua família ou amigos, estará n’O Meu Bem Estar.

 

“Aqui poderá aprender mais sobre a sua própria felicidade ou sobre os seus equilíbrios e desequilíbrios. Uma coisa é certa: o que lhe vamos contar vai fazê-lo(a) pensar e eventualmente tomar decisões que contribuem para melhor saber viver nesta nova Era de incerteza invulgar”, lê-se no texto de abertura do agregador.

 

Queremos cada vez mais envolver stakeholders, criando compromissos e cumplicidade entre organizações, empresas e consumidores.

 

Conheçam O Meu Bem Estar. E também no Facebook. E sugiram temas e ideias.


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