19 de Janeiro de 2011
Por José Manuel Costa

* Texto publicado no Imagens de Marca

 

E assim, de pessimismo em pessimismo, chegámos a 2011.

 

Os portugueses tendem a ser exagerados. É assim quando, ao primeiro raio de Sol, proclamamos a próxima época de vacas gordas, e assim é quando, montado um cenário mais negro, anunciamos o fim do mundo.

 

Basta pegar num livro de História para perceber que raramente há meios termos. Ainda assim, não somos um povo muito propenso a mudanças.

 

O ano que agora começa não será fácil mas, por esse mesmo motivo, é o ano ideal para começarmos a mudar a nossa mentalidade.

 

Não estou a falar de passar a frequentar um ginásio ou deixar de fumar - essas são coisas banais - mas sim de objectivos bem mais difíceis de atingir, como deixar o carro em casa e viajar de transportes públicos. Consegue?

 

Ou fazer um esforço para ser mais produtivo no dia-a-dia. Um exemplo: ter uma reunião de trabalho que seja, verdadeiramente, uma reunião de trabalho.

 

Deixar de lado o futebol como primeiro e último dos nossos problemas, encarar as mudanças profissionais como escadas para outra etapa das nossas vidas.

 

Por vezes, o nosso pessimismo surge desta incapacidade em mudar, da dificuldade em sairmos da nossa zona de conforto, tornando-se um ciclo vicioso que nos impede de colocarmos em prática todas as nossas capacidades.

 

Todos temos uma frase feita que assenta que nem uma luva a fases de grande picos de trabalho: "não tenho tempo para nada". Basta trabalhar num projecto internacional para perceber que são poucos os que, como nós, justificam assim as suas incapacidades.

 

Talvez devêssemos começar por aí: em 2011, vamos ganhar tempo ao dia.

 

Espero que 2011 seja o ano 0 de uma nova etapa para Portugal: a era da mudança de mentalidades.


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12 de Janeiro de 2011
Por José Manuel Costa

Poucas horas depois de ter sido nomeado CEO da Edelman EMEA, Robert Phillips escrevia no Twitter que a notícia estava a ser responsável pelo aumento, de forma quase milagrosa, do seu número de seguidores nesta rede social.

 

Phillips, um dos principais responsáveis pela implementação da estratégia de Public Engagement, através do escritório londrino, na própria Edelman EMEA, substitui David Brain, que desde o início do ano está na Nova Zelândia como CEO da Edelman Ásia-Pacífico, uma das regiões onde a Edelman prevê crescer significativamente nos próximos anos.

 

A nomeação de Phillips, mais do que esperada e merecida, reforça a aposta da Edelman no Public Engagement.

 

Robert Phillips é co-autor de Citizen Renaissance, autor de vários artigos sobre o futuro da comunicação e um dos defensores da evolução das Public Relations para um novo modelo baseado no Public Engagement.

 

CEO da Edelman UK desde 2007, depois de ter fundado - e vendido - a Jackie Cooper PR à consultora na qual a GCI é afiliada, Phillips aborda frequentemente temas relacionados com as alterações climáticas e o bem-estar, a confiança, a transparência e a responsabilidade social - e como a tecnologia e a nova democracia digital está a funcionar como a ponte para todas estas mudanças comportamentais.

 

Temas, como sabem, que estão na linha da frente da estratégia global da Edelman. E da GCI. (Só por isso já valerá a pena passar a seguir o novo CEO da Edelman EMEA no Twitter).

 

Repito: Phillips esteve apenas três anos à frente da Edelman UK, que transformou numa das principais - e, com a ajuda do Public Engagement, únicas nos seus serviços - consultoras daquele País. Estou certo que será um grande sucessor de David Brain.


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4 de Janeiro de 2011
Por José Manuel Costa

Duas capitais europeias e cerca de 2200 quilómetros separam Lisboa e Londres, cidade que hoje enfrentam diferentes etapas na sua rota para o futuro sustentável.

 

Em Lisboa, queremos tirar os carros das ruas e passeios da cidade. Em Outubro de 2009, a Carris lançou o movimento Menos Um Carro, uma iniciativa pela mobilidade sustentável que aglutinou diferentes stakeholders com interesses neste tema.

 

O desafio é tremendo, mas os primeiros resultados são surpreendentes.

Pela primeira vez em vários anos, em 2009 o número de veículos a entrar em Lisboa foi menor que no ano anterior.

 

Esperemos agora que os resultados de 2010 reforcem estes primeiros dados e que este seja o início de uma verdadeira mudança de mentalidades, que traga outros stakeholders para este desafio. E que outras medidas sejam tomadas para incentivar a mobilidade sustentável.

 

Medidas, por exemplo, como as que foram tomadas em Londres nos últimos anos (uma delas, o sistema público de partilha de bicicleta, está prestes a ser uma realidade em Lisboa).

 

A capital britânica, ainda assim, tem outro grande desafio para 2012, ano em que receberá os Jogos Olímpicos: incentivar os seus habitantes e os turistas previstos para esse Verão a optarem, sempre que possível, por andarem a pé ou de bicicleta, evitando não só trazer o seu carro para o centro como, inclusive, utilizar os transportes públicos, sobretudo as grandes estações de metro,comboio ou autocarros.

 

Isto porque, de acordo com o The Telegraph, uma pesquisa da Olympic Delivery Authority e da Transport for London revelou que o sistema de transportes londrino estará sobrecarregado em Julho e Agosto do próximo ano, o que pode provocar alguns riscos para o sucesso dos Jogos.

 

Estamos, assim, perante uma excelente oportunidade para mais uma mudança de mentalidade dos londrinos.

Também a capital britânica recorrerá à comunicação para informar os seus habitantes desta situação, contribuindo a nossa indústria para a mudança de mentalidades neste curto período de dois meses. Um desafio exigente.

 

Os problemas relacionados com os transportes são considerados hoje como a maior ameaça ao sucesso dos Jogos. E isto diz muito da dimensão do desafio da mobilidade sustentável em todas as cidades globais e da sua relação não só com o bem-estar físico dos seus habitantes, mas com a produtividade e crescimento económico de uma metrópole.


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