24 de Fevereiro de 2011
Por José Manuel Costa

O Green Project Awards (GPA) vai chegar, nos próximos meses, ao Brasil – a apresentação oficial está prevista para o final de Março.

 

É mais um passo importante para a estratégia deste projecto, que arrancou há cerca de cinco anos – apesar de contarmos “apenas” com três edições completas no nosso histórico – e que vê assim a sua sustentabilidade reconfirmada internacionalmente.

 

A outra grande novidade da sessão de apresentação do GPA 2011, que ontem decorreu na Culturgest, prendeu-se com o tema que a organização escolheu para a quarta edição do GPA, a inovação social e o voluntariado.

 

É um tema que já desenvolvemos no ano passado, quando dedicámos o GPA à luta contra a pobreza e exclusão social.

 

Para reforçar a importância do voluntariado nesta edição do GPA, convidámos Isabel Jonet, a presidente da Entrajuda, para falar do Volunteerbook, o mais recente projecto da instituição.

 

Jonet – ela própria já vencedora de um GPA, em 2009 – explicou que esta rede social dentro de uma rede social – neste caso, o Facebook – pretende promover a cultura do voluntariado, sobretudo do voluntariado jovem.

 

O Volunteerbook faz a ponte entre quem quer ser voluntário e as instituições que os querem receber, indo directamente ao local onde hoje os jovens passam o tempo, o Facebook.

 

O projecto pretende também capacitar as organizações com voluntariado qualificado e criar um projecto, no Facebook, para as empresas, universidades, organizações e grupos promoverem as suas políticas de responsabilidade social e o voluntariado. O Volunteerbook pretende ser também um espaço de diálogo e partilha de testemunhos e opiniões entre voluntários de todas as idades.

 

Sobre o Volunteerbook podem ler este texto, mas conhecer a aplicação directamente aqui.

 

O final da manhã ficou a cargo de Karen Hamilton, a vice-presidente da Unilever para a sustentabilidade e uma das responsáveis pela estratégia Sustainable Living Plan.

 

É um plano ambicioso de desenvolvimento sustentável que pretende, entre outros, ajudar mil milhões de pessoas a melhorarem a sua saúde e bem-estar, reduzir em metade a pegada ecológica de todos os seus produtos e obter de forma sustentável 100% da matéria-prima agrícola.

 

“Reduzir o nosso impacto ambiental não é suficiente, queremos mudar a vida a mais de mil milhões de pessoas”, explicou Hamilton.

 

A responsável da Unilever elogiou ainda as fábricas portuguesas da multinacional – “estamos no bom caminho, em Portugal, em relação às políticas de sustentabilidade das nossas fábricas” – e disse que uma das suas maiores preocupações estava relacionada com a redução do consumo de água. Não só nas fábricas mas também em casa dos consumidores.

 

A Unilever descobriu que o seu maior impacto ambiental estava relacionado com a utilização de champôs e sabonetes – por causa dos banhos dos consumidores, que duram entre 10 a 12 minutos – e não vai parar enquanto não conseguir mudar esta situação. Como? Trabalhando com “fornecedores e consumidores” para reduzir o impacto dos seus produtos no ambiente.

 

Reciclagem, nutrição sustentável ou promoção do bem-estar foram outros dos temas abordados por Karen Hamilton, numa bem preparada apresentação. (em breve colocarei links para ambas as apresentações).


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22 de Fevereiro de 2011
Por José Manuel Costa

Amanhã de manhã, na Culturgest, a GCI, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e a Quercus apresentam a quarta edição dos Green Project Awards.

 

Há exactamente um ano, no Museu da Electricidade, apresentámos o GPA 2010 com a presença de Fernando Nobre e Sério Figueiredo, que levaram a discussão para temas relacionados com o combate à pobreza e exclusão social e a promoção da biodiversidade.

 

Amanhã, teremos outros dois (duas) convidados: Isabel Jonet e Karen Hamilton.

 

Todos conhecemos Isabel Jonet e o seu importante papel na sociedade portuguesa. É presidente da Entrajuda e da Federação dos Bancos Alimentares contra a Fome e, provavelmente, a mais conhecida activista na luta contra a pobreza em Portugal.

 

Amanhã, Jonet vai apresentar o Volunteerbook, um projecto inovador e que pode dar um importantíssimo contributo para motivar os portugueses para o voluntariado.

 

Karen Hamilton é vice-presidente global da Unilever para a área da sustentabilidade e autora de um plano que pretende melhorar a vida a mil milhões de pessoas até 2020 – o Sustainable Living Plan.

 

A Unilever, de resto, lidera há 11 anos consecutivos o índice Dow Jones Sustainability em Food&Beverage, a sua categoria. Karen Hamilton é uma das mais importantes executivas globais na área da sustentabilidade, portanto as expectativas estão altíssimas para a sua apresentação.

 

Como sempre, esperamos pela vossa presença na sessão de apresentação do GPA 2011. As inscrições são gratuitas, bastando apenas o preenchimento deste formulário.

 

Até amanhã.


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18 de Fevereiro de 2011
Por José Manuel Costa

No final do ano passado, escrevi aqui que os grandes eventos têm o condão de mudar as (grandes) cidades. Falei da Expo98, em Lisboa, do Mundial 2010, em diversas cidades sul-africanas, e nos Jogos Olímpicos de Londres.

 

Mas, no caso brasileiro, esta revolução será muito mais abrangente. Veja-se o caso do Rio de Janeiro, que receberá, em apenas dois anos, um Mundial de Futebol e os Jogos Olímpicos (entre 2014 e 2106).

 

Estes eventos vão mudar profundamente o Rio de Janeiro (mais do que São Paulo, que apenas receberá o Mundial 2014), e uma das primeiras provas desta realidade terá sido a criação, esta semana, de uma secretaria dedicada à Economia Verde, que será liderada por uma cientista, Suzana Kahn – sendo o Rio o primeiro Estado brasileiro a fazê-lo.

 

“Se conseguirmos estabelecer um modelo de governança ambiental, que possa ser replicado em todo o Brasil, podemos mostrar que é possível ter o meio ambiente como indutor de desenvolvimento e não como um impeditivo”, disse ontem Kahn à imprensa brasileira.

 

Explica a Valor brasileira que Economia Verde é um tema que está na moda, hoje, em todo o mundo. Na próxima segunda-feira, em Nairóbi, no Quénia, o PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) vai lançar o primeiro estudo sobre o tema.

 

Aliás, no próximo ano, também a Rio+20 – megaevento que celebrará os 20 anos da Eco-92, a famosa conferência da ONU que desenvolveu as convenções do Clima e da Biodiversidade – irá produzir um documento sobre a economia verde.

 

“Fala-se muito disto e não podemos perder esta oportunidade da história. O Brasil precisa de escolher o que quer ser neste cenário: protagonista, coadjuvante ou atropelado pelos outros”, explica Suzana Kahn.

 

Qual o papel desta secretaria? Promover joint-ventures entre empresas e transformar o Rio num pólo de tecnologias limpas; desenvolver pás de torres eólicas com o design mais adequado; produzir painéis solares em vez de os importar. E a criação de um mercado de carbono, inspirado no formato europeu.

 

Caso esta secretaria consiga trabalhar com a liberdade suficiente para fazer acontecer, o Rio de Janeiro poderá mesmo ser um caso de estudo do desenvolvimento sustentável.


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17 de Fevereiro de 2011
Por José Manuel Costa

   

 

Foram três os projectos portugueses que receberam o prémio de Edifício do Ano atribuído pelo site de arquitectura ArchDaily, mas o meu destaque de hoje vai para outro dos galardoados: o Pavilhão da Dinamarca na Expo 2010.

 

Quando visitei a Expo de Xangai, em Maio passado, destaquei este pavilhão como um dos melhores do certame, agora rendo-me a este prémio atribuído pela ArchDaily e penso que o pavilhão é ainda mais belo do que eu pensava.

 

Conta a ArchDaily que o pavilhão representa não apenas um ponto de vista arquitectural e estrutural mas também o próprio espírito dinamarquês. Um espírito, completo eu, ligado à sustentabilidade e à perfeita harmonia entre cidade, bem-estar e qualidade de vida.

 

Logo à entrada, o pavilhão disponibilizava 1.500 bicicletas para os visitantes começarem a descobrir um pouco desse tal espírito dinamarquês.

 

Apostando na eficiência energética e na desmistificação do conceito que, se um edifício é sustentável, então terá de ter inconvenientes, o pavilhão destacou-se, juntamente com o chinês e o britânico, na mostra mundial.

 

O pavilhão desmistificou ainda a ideia de que, normalmente, quem tem uma vida sustentável é obrigado a divertir-se menos.

 

No pavilhão da Dinamarca não só não havia inconvenientes resultantes das estruturas sustentáveis como este era um dos mais divertidos da Expo 2010.

 

Aqui, a mudança de mentalidades foi conseguida. Como este prémio e todo o buzz que ele está a gerar, de resto, comprova.

 

Para ser competitivo, afirma o ArchDaily, o design sustentável tem de ser mais atraente e competitivo que as alternativas não-sustentáveis. Através do pavilhão dinamarquês percebemos como várias experiências reais de uma cidade sustentável – como Copenhaga – podem ajudar a melhorar, de facto, a qualidade de vida do cidadão.

 

 


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14 de Fevereiro de 2011
Por José Manuel Costa

Para quem ainda não teve oportunidade de aceder aos dados do Edelman Trust Barometer 2011, aqui ficam os resultados portugueses, os globais e o comparativo entre os dois.

 

Edição 2011



1. Resultados Portugal

 

 

 

2. Resultados globais

 

 

 3. Comparativo Portugal vs Global

 

 


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10 de Fevereiro de 2011
Por José Manuel Costa

Um dos dados globais do Edelman Trust Barometer que mais salta à vista é a confiança dos consumidores brasileiros. Em todas as instituições: Governo, media, empresas e ONGs.

 

Durante o debate, Basílio Horta explicou a importância do mercado brasileiro para Portugal. “Em 2010, o Brasil investiu em Portugal mais de quatro mil milhões de euros. Foi o investidor número um, em Portugal, no ano passado”.

 

O presidente da AICEP disse que não tinha ficado surpreendido com os resultados do estudo, até porque “sabemos que o mundo está a virar para a Ásia e América do Sul”.

 

O eixo [de decisão] está a deslocar-se, mas não é apenas o económico, é também o político. Veja-se a China”, revelou, deslocando-se ele próprio, em termos de discurso, para o duelo Brasil/China – e as suas implicações para Portugal.

 

A China tem quatro parceiros estratégicos e Portugal é um deles. Somos parceiros estratégicos da China por causa da nossa ligação a Brasil e Angola”. Depois, deu um exemplo. “Quando a China pergunta pelo Porto de Sines, o embaixador brasileiro também pergunta. Isto é mais do que economia, é estratégia. E isto é ainda só o começo”.

 

Já não é a primeira vez que Basílio Horta avisa para a importância da China na nossa relação com Angola e o Brasil. E que Portugal não pode, de maneira nenhuma, ser substituído por Espanha nesta equação.

 

Para o final ficou uma boa notícia. “Com alguma segurança, posso dizer que no primeiro trimestre do ano as nossas exportações continuarão em bom ritmo”. Excelentes notícias para um ano que se antevê complicado.


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8 de Fevereiro de 2011
Por José Manuel Costa

 

 

Como tive oportunidade de referir ontem de manhã, durante a apresentação do Edelman Trust Barometer 2011, tenho feito muito trabalho de suporte a projectos entre empresas e ONGs, nos últimos 16 anos, e considero que este é um dos grandes desafios que as empresas enfrentam actualmente.

 

O Edelman Trust Barometer Portugal, claro, afirma que as ONGs são as instituições mais confiadas pelos portugueses – os que vêem regularmente notícias económicas e políticas, que têm formação superior e se encontram  num escalão de rendimento, também, mais elevado.

 

Já assim era em 2010, quando a confiança nas ONGs se situava nos 52%: Assim é, de forma reforçada, este ano, com esta percentagem a subir até aos 69%.

 

Aliás, esta subida da confiança é sentida também nas empresas (que sobem a sua confiança junto dos consumidores dos 34 para os 47% no Edelman Trust Barometer Portugal) e na comunicação social (sobe dos 32 para os 39%).

 

São resultados animadores, apenas contrariados pela descida da confiança no Governo, dos 27 para os 9%.

 

Aliás, em um terço dos mercados analisados a confiança nas empresas é maior que nos Governos. Também nos Estados Unidos e na Alemanha há uma queda da confiança no Governo, um fenómeno que quase poderiamos considerar de "ocidental" e que contrasta com os dados extremamente animadores – em todas as instituições – recolhidos nos países emergentes.

 

Globalmente, por outro lado, a confiança aumentou em todas as instituições, o que não deixa de ser um resultados muito positivo.

 

Voltando ao início do texto: esta relação entre empresas e ONGs foi, de uma forma bastante lúcida, analisada pelo painel que debateu os resultados do estudo.

 

Basílio Horta defendeu as empresas. Disse, quase numa resposta aos consumidores inquiridos pelo estudo, que “não são as ONGs que suportam este País”, mas sim as empresas. “A sociedade deve imenso às empresas”, revelou.

 

Creio que não podemos ler estes números de forma isolada. Como não podemos deixar, isoladas, empresas e ONGs. Estas devem trabalhar de forma colaborativa, permitindo assim aumentar a confiança da sociedade civil nas empresas e, paralelamente, o fortalecimento do papel das ONGs no contexto sócio-económico.

 

Um contexto que não vive sem empresas, com bem avisou Basílio Horta, mas que também não sobrevive sem uma dimensão social e com dinâmicas de relacionamento de baixo para cima (como evidenciou João Wengorovius Meneses).

 

Aliás, será daqui que virá a aparente desconfiança para com os Governos. “O Estado ainda não consegue gerar dinâmicas de baixo para cima, de falar com as pessoas. Por isso gera desconfiança”, avançou Wengorovius de Meneses.

 

Alterar esta situação será, também, um dos nossos desafios para 2011.


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2 de Fevereiro de 2011
Por José Manuel Costa

“O que nos reservará o Edelman Trust Barometer Portugal 2011?”, escrevia por aqui em Abril do ano passado. A resposta chegará finalmente na próxima segunda-feira, no auditório do BES Arte & Finança, em Lisboa.

 

A apresentação, em parceria com o Diário Económico, está marcada para as 9h (as inscrições podem ser feitas aqui) e irá ter um debate onde marcarão presença o economista Augusto Mateus (que já é um ‘veterano’ das apresentações do Edelman Trust Barometer), Basílio Horta (presidente da AICEP), Carlos Melo Brito (professor da EGP University of Porto Business School e especialista em marketing), João Wengorovius Meneses (especialista em Inovação Social e também um ‘veterano’ das apresentações deste estudo) e António Gomes Mota, vogal da direcção do Instituto Português de Corporate Governance.

 

Na apresentação serão analisados não só os dados portugueses do Trust Barometer como também os internacionais. Augusto Mateus será, novamente, o keynote speaker da sessão.

 

Como sabem, o Edelman Trust Barometer é um dos principais – eu acho que é “o” principal – estudo que avalia o nível de confiança nas empresas, governo, ONG e comunicação social.

 

O estudo é já realizado em 22 países de todo o mundo, junto a uma população que aufere um rendimento que se pode considerar elevado no seu País, vê regularmente notícias na comunicação social e detém pelo menos uma licenciatura.

 

Este é o segundo ano em que apresentamos os resultados portugueses do Edelman Trust Barometer, um estudo que estou certo continuará a ser cada vez mais importante para o sector das Public Relations, tanto internacional como localmente.

 

Em 2010, o Edelman Trust Barometer Portugal surpreendeu pelos baixos níveis de confiança dos portugueses. Repetindo a pergunta inicial: como será em 2011?


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