28 de Setembro de 2011
Por José Manuel Costa

O Brasil, é sabido, tem um dos desafios mais interessantes no que toca à mobilidade sustentável. Em primeiro lugar, o País tem dos trânsitos mais caóticos do mundo. São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília são cidades congestionadas, com filas diárias e gigantescas.


Todo o sistema é insustentável. Sobre o trânsito de São Paulo, por exemplo, lembro-me sempre do desabafo do futebolista Liedson, que no início do ano trocou o Sporting e Lisboa pelo Corinthians e São Paulo.

 

Contava o Levezinho que tinha saudades do trânsito de Lisboa. “[Em Lisboa] era rápido [chegar aos treinos], levava 30 minutos e não tinha trânsito. Cruzava uma ponte de quase 17 quilómetros e depois passava por uma cidadezinha e pronto. Aqui é complicado. Moro no Tapué, para vir seria rapidinho, mas com trânsito tenho de sair 40 minutos antes, no mínimo, para chegar a horas”.

 

Ou seja, em Lisboa, Liedson demorava 30 minutos para fazer 32 quilómetros, em São Paulo precisa de 40 minutos para percorrer 10. Para quem só conhece o trânsito lisboeta, julgo que este exemplo é suficiente para exemplificar os problemas de congestionamento paulistas ou cariocas.

 

Apesar de tudo, o Brasil está “sentado” numa oportunidade histórica para melhorar a sua mobilidade sustentável, sobretudo ao nível da construção de novos e mais eficientes transportes públicos.

 

A Taça das Confederações, em 2013, mas sobretudo o Mundial 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 são a “deixa” – económica e social – para esta transformação. Mais do que a oferta hoteleira, segurança ou reforma dos estádios, é a mobilidade urbana que será o maior desafio para o País.

 

De tal forma que o Brasil está já a pensar em decretar feriados municipais nos dias de jogo, para evitar os engarrafamentos. A solução, porém, claramente não está aqui. Para além dos sempre necessários investimentos na rede de transportes públicos – que, com alguns problemas, é certo, estão a ser realizados –, é preciso uma mudança de mentalidades na sociedade brasileira. Um pouco, aliás, como acontece na sociedade portuguesa.

 

É preciso incentivar os cidadãos a trocarem o carro pelos transportes públicos, a andar mais a pé – por vezes pegamos no carro só por pegar – utilizar a bicicleta nas cidades. Confesso que, em Lisboa, vejo várias vezes utilizadores de bicicletas em zonas de maior trânsito, no Marquês de Pombal ou Avenida da Liberdade. E se é possível utilizar, de forma cómoda, a bicicleta em Lisboa, então é possível fazê-lo em qualquer outra cidade do globo. Incluindo as brasileiras.

 

Voltando ao Brasil e ao título deste post: foi com bastante agrado que vi que o Brasil já tem um projecto de promoção de conteúdos relacionados com a mobilidade sustentável, o Mobilize Brasil.

 

O portal arrancou a 20 de Setembro, é o primeiro site brasileiro inteiramente dedicado ao tema da mobilidade urbana sustentável e foi concebido pelo administrador público Ricky Ribeiro. Licenciado pela FGV – Eaesp e com um mestrado em Sustentabilidade pela Universidade Politécnica da Catalunha, Espanha, Ricky idealizou este projecto depois da sua estadia em Barcelona.

 

“A mobilidade é o grande desafio das cidades contemporâneas, em todas as partes do mundo. Optar pelo automóvel parecia ser a resposta eficiente do século XX às necessidades de circulação, mas levou à paralisia do trânsito, com desperdício de tempo e combustível, sem contar os problemas de poluição atmosférica e ocupação do espaço público. Agora é preciso implementar sistemas de transporte sobre carris, como metro, comboios e eléctricos modernos, autocarros limpos, com integração a ciclovias, e fazer calçadas confortáveis, niveladas e sem buracos nem obstáculos”, explicou.

 

Tal como o Menos Um Carro – movimento lançado pela GCI para a Carris em 2009 e que promove a mobilidade sustentável na Grande Lisboa através da partilha de conteúdos – também o Mobilize Brasil vai divulgar, diariamente, notícias do Brasil e do mundo. Vale a pena acompanhar em http://www.mobilize.org.br/.


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27 de Setembro de 2011
Por José Manuel Costa

O digital, como sabem, é uma parte importante do Public Engagement, o que explica o investimento feito pela GCI e pela Edelman, nos últimos anos, nesta área.

 

Na Edelman, o ano de 2011 ficou marcado, entre outros, pelo reforço do investimento no digital. Quando, em Janeiro, Robert Phillips foi nomeado CEO da Edelman EMEA, substituindo David Brain, a caminho do importante mercado asiático, a mensagem de Nova Iorque foi bastante clara.

 

Richard é um dos principais defensores da tecnologia e nova democracia digital como ponte para todas as mudanças comportamentais do dia-a-dia, nas quais se incluem temas como a sustentabilidade e alterações climáticas, o bem-estar, a confiança, responsabilidade social ou transparência.

 

O CEO da Edelman EMEA, recorde-se, é também um dos principais responsáveis pela implementação da estratégia de Public Engagement na Europa, através do escritório de Londres, que liderou durante anos.

 

E não há coincidências. Há uns meses, a Edelman EMEA foi mesmo nomeada a Agência Digital do Ano, em 2011, para o The Holmes Report, um prémio que claramente reflecte o investimento da Edelman, na qual a GCI é afiliada, no digital.

 

Em Maio, no debate que moderei, no ISEG, sobre Gestão da Sustentabilidade, o research director da Havas Media, Rui Almeida, dizia que existiam dois meios privilegiados para comunicar a sustentabilidade, sendo um deles, naturalmente, o digital, pela lógica de diálogo com os stakeholders e facilidade em criar comunidades.

 

Isto só reflecte, hoje, a importância do digital, sempre numa lógica de ponte para a promoção de interesses mútuos num mundo de interdependências: o Public Engagement.

 

Por tudo isto, foi de uma forma natural que a GCI avançou para a Blue Digital, a nosso novo braço digital. A Blue Digital é liderada por Djáli Campos, que na semana passada foi entrevistada pelo Meios & Publicidade. Pode ler a entrevista neste link.

 

A Blue Digital vai reflectir, na área digital, a aposta da GCI na inovação em Public Relations. O investimento da GCI na Blue Digital vai elevar a nossa oferta digital, permitindo disponibilizar aos nossos clientes – actuais e futuros – uma equipa muito talentosa, especializada em conteúdos digitais.  

 

Para além da consultoria em social media, a Blue Digital aposta no webdesign, aplicações digital-based (iPad e mobile), desenvolvimento de formatos de media digital, SEM (Search Engine Marketing) e SEO (Search Engine Optimization) e consultoria em estratégia digital.

 

Finalmente: a aposta na Blue Digital foi identificada – e está a ser trabalhada – há vários meses. E não é certo que este capítulo fique por aqui – ou não estivéssemos a falar de uma área em permanente mudança… como o próprio sector das Public Relations, de certa forma.


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23 de Setembro de 2011
Por José Manuel Costa

Arranca hoje, no Rio de Janeiro, mais uma edição do Rock In Rio, o maior evento de música e entretenimento do mundo e que será também o primeiro evento brasileiro – e fora do território português – a receber a certificação 100R, ou seja, com reciclagem 100% garantida.

 

Ao longo dos anos, o Rock In Rio investiu mais de cinco milhões de euros em projectos relacionados com a inclusão social e o desenvolvimento sustentável, mas esta edição ficará para sempre na história desta poderosa marca pela forte estratégia sustentável.

 

A certificação do Rock In Rio como evento 100R é, como diz o director-geral da Sociedade Ponto Verde, Luís Veiga Martins, um “exemplo” para a cidade do Rio de Janeiro. É um marco na gestão ambiental, diria, de todo o Brasil, tendo em conta que a reciclagem está ainda a dar os primeiros passos neste País.

 

Todos os resíduos gerados antes, durante e após o Rock In Rio terão um destino final adequado. Para tal, a Sociedade Ponto Verde vai acompanhar todos os passos da organização, com a presença de técnicos especializados, para garantir o sucesso da operação.

 

Mas há mais: estão previstas acções de gestão de resíduos, redução e compensação da emissão de carbono, para além de programas educacionais e da campanha “Vá de ônibus”, que incentiva o público a deixar o carro em casa e a usar o transporte colectivo para se dirigir à chamada Cidade do Rock, na Barra da Tijuca.

 

“Apesar das dificuldades inerentes às acções inéditas, não faria sentido deixarmos de trabalhar por um desafio que já se tornou parte da mentalidade e do compromisso do Rock in Rio. Estamos a dedicar-nos bastante e a investir cerca de 87 mil euros para que as metas estipuladas sejam atingidas”,  explicou Roberta Medina.

 

Este ano, como sabem, ficou marcado pelo início da estratégia dos Green Project Awards ao mercado brasileiro. Grande parte desta projecção resultou da nossa parceria com o Rock In Rio, um evento que, tal como refiro no título, é cada vez mais sustentável.

 

O mercado brasileiro tem um potencial sustentável incrível. Que o diga também a Carris, que foi convidada para revitalizar o tradicional bondinho do Rio de Janeiro. Recordo, por isso, as palavras de Carlos Minc ao Sociedade das Nações: o Brasil está hoje 15 anos atrasado, em relação a Portugal, em áreas como o saneamento e resíduos e por isso estará sempre disponível para contar com a “inestimada ajuda” dos seus amigos portugueses.

 

Como já tive oportunidade de dizer neste blog, as estratégias de sustentabilidade são um dos pontos altos do triângulo estratégico Portugal/Angola/Brasil. As diferentes evoluções de desenvolvimento sustentável nestes países permitem às empresas portuguesas, com o seu know how, estabelecerem estratégias de inovação nestes mercados.

 

E é esta evolução, baseada em valores de inovação e conhecimento, que poderá projectar as consultoras de PR para novos desafios e novas lideranças.


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21 de Setembro de 2011
Por José Manuel Costa

Vik Muniz é um grande conversador e um extraordinário artista plástico, daqueles que nos levam a não perder os primeiros dias das suas exposições, sob pena de sentir inveja dos que o fazem.

 

Aconselho, por isso, a que não percam os primeiros dias da exposição do artista plástico paulista – mas há muitos anos radicado em Nova Iorque -, que arranca hoje, pelas 19h30, no Museu Colecção Berardo, em Lisboa.

 

Sigo o trabalho de Vik Muniz há muitos anos e foi com grande entusiasmo que o recebemos, há uma semana, na cerimónia de entrega dos Green Project Awards 2011. Foi impressionante ver a grande empatia de Vik com os convidados presentes na Culturgest - julgo, também, que o artista consegue passar toda a simplicidade e genuinidade para os seus trabalhos.

 

A exposição contará com mais de 100 trabalhos, desde os anos 80 aos nossos dias, e estará patente até 31 de Dezembro. É uma exposição que já passou pelo MoMA ou pelo Miami Fine Arts Museum, e que só no Brasil conseguiu mais de 300 mil visitantes, entre Rio de Janeiro e São Paulo.

 

Como é sabido, Vik utiliza várias técnicas e materiais, digamos, invulgares: leite condensado, chocolate líquido, molho de tomate, açúcar, gel de cabelo ou terra. Também esta será uma mais-valia da exposição.

 

E depois, claro, há também o lixo. O filme Lixo Extraordinário – que estreou há uns meses em Portugal –, foi um dos mais aclamados documentários do ano, tendo sido um dos cinco nomeados para um Óscar nesta categoria. Nele, Vik aproveita o material reciclável de Jardim Gramacho, um dos maiores aterros sanitários do Mundo, para utilizar nos seus trabalhos.

 

Agora que o Jardim Gramacho, no Rio de Janeiro, vai ser desactivado, e o bairro – espera-se – transformado numa zona sustentável, o filme permanecerá para sempre como o retrato de uma situação insustentável. Ou, como lhe chamou Carlos Minc, “um caso de agressão, humilhação e degradação humana e ambiental”.

 

No GPA, Vik explicou que, enquanto artista plástico, passava “mais de metade” do seu tempo a “pensar na sustentabilidade como um assunto pessoal”. “Nós somos treinados para não ver o lixo. Como artista plástico, pareceu-me muito interessante trabalhá-lo”, afirmou então. Pode comprová-lo, até ao final do ano, no Museu Berardo.


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Por José Manuel Costa

Anteontem, o Governo português aderiu ao Menos Um Carro, numa cerimónia que juntou o presidente da Carris, Silva Rodrigues e o secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Sérgio Monteiro.

 

O encontro, que marcou também o 139º aniversário da Carris, transmite um forte sinal da estratégia do Governo para os projectos relacionados com a mobilidade sustentável.

 

Silva Rodrigues e Sérgio Monteiro convergiram na urgência do sector dos transportes públicos em encontrar soluções que viabilizem a sustentabilidade financeira, tornando as empresas menos dependentes do Estado.

 

“Permita-se-me que releve a importância e a oportunidade da adesão da SEOPTC, na semana da mobilidade, [ao Menos Um Carro], o que, valorizando este movimento, torna ainda mais claro o compromisso do Governo com a promoção de formas sustentáveis de mobilidade. O que, naturalmente, valoriza o transporte público”, explicou Silva Rodrigues.

 

Sendo o paradigma da mobilidade um dos mais complexos desafios da mudança de mentalidades, envolvendo vários stakeholders, a entrada do Governo no Menos Um Carro só pode ser vista como a prova de que o movimento Menos Um Carro está no caminho certo.

 

Quando lançámos o Menos Um Carro, em Outubro de 2009, sabíamos que estávamos a inovar em Public Relations. O movimento – que tem como objectivo influenciar os residentes e trabalhadores na Grande Lisboa a utilizar os transportes públicos – continua a angariar novos parceiros e aderentes e, não menos importante, colocou definitivamente a mobilidade sustentável na agenda das cidades.

 

Qual será o próximo passo?


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18 de Setembro de 2011
Por José Manuel Costa

Há duas semanas, a revista Time dedicou sua capa à alimentação saudável. A forma escolhida para tratar o assunto foi arriscada: um artigo de opinião do Dr. Oz, o tal que foi celebrizado por Oprah Winfrey.

O artigo de Mehmet Oz não traz, aparentemente, nenhuma grande novidade para as ciências da nutrição, mas coloca alguma ordem num dos assuntos que mais recebe atenção, hoje, nos Estados Unidos.

Na Time, Oz desvenda algumas das verdades e mitos da comida, explica como a nossa dieta se alterou ao longo dos últimos cem anos e que produtos nos fazem bem e mal.

Certo de que o nosso corpo já não terá grandes segredos na forma como reage à comida – e como “moléculas específicas afectam funções específicas de células específicas” -, Oz partiu para a desmistificação. Disse que poderíamos integrar, na nossa dieta, produtos como os ovos, o leite, as nozes, o vinho, o chocolate e o café. Todos eles podem ser benéficos à nossa saúde, caso sejam consumidos com moderação.

A moderação é, aliás, a chave.

Não sendo um especialista em nutrição, estou absolutamente convencido que a alimentação saudável – e a sua ligação à saúde, sustentabilidade e alterações climáticas, entre outros, – será um dos grande temas da década que ainda agora arrancou.

É um tema que terá de ser trabalhado entre o sector privado, Governo, autarquias e ONGs, e no qual a comunicação será fundamental, alertando para a mudança de mentalidade e criando pontes entre stakeholders.

Creio que Portugal está no bom caminho para ser pioneiro no desenvolvimento de um conjunto de acções que impulsionem a nutrição sustentável. Temos o conhecimento e a vontade de vários dos interessados. E, pelo que posso ver pelo feedback que recebemos do agregador Green Savers – cuja categoria de Nutrição é uma das mais comentadas – há cada vez mais portugueses bem informados sobre a nutrição saudável e a sua ligação aos temas da sustentabilidade.

Há, por isso, que aproveitar o momento, capitalizar o que de bom fazemos em Portugal e evoluir para uma nova mudança de mentalidades. Por isso, amanhã reconhecemos e premiamos o que melhor se faz, no campo da nutrição sustentável, em Portugal.

Na Fundação Calouste Gulbenkian, a partir das 17h, decorre a 2ª edição dos Nutrition Awards, os prémios da nutrição sustentável e que, uma vez mais, são oganizados pela Associação Portuguesa dos Nutricionistas (APN) e GCI.

A cerimónia de entrega dos Nutrition Awards está aberta a todos, bastando para tal inscrever-se neste link.

Para além do reconhecimento público, os projectos vencedores terão uma oportunidade – real – de serem aproveitados pelas várias indústrias, retrabalhados – caso seja o caso - ou, simplesmente, servirem de inspiração para a criação de novas ideias. E mobilizar toda uma indústria para continuar a inovar. 


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16 de Setembro de 2011
Por José Manuel Costa

Inovabilidade. É esta a palavra que a EDP Brasil utiliza para falar de sustentabilidade. A palavra resulta da união entre inovação e sustentabilidade e representa, também, um recente acto de gestão da EDP Brasil. É verdade, a empresa uniu os seus departamentos de inovação e sustentabilidade, o reconhecimento que a segunda depende, essencialmente, da primeira.

 

Esta deliciosa história foi contada ontem, na cerimónia de entrega dos Green Project Awards (GPA) 2011, pelo presidente da EDP Brasil, António Pita de Abreu. Os GPA são, eles próprios, os prémios da inovabilidade, pelo que o comentário não poderia ter tido uma melhor audiência.

 

Os GPA 2011 foram um sucesso. Ontem, na presença da Ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, Assunção Cristas – a fazer a sua estreia no GPA – foram premiados oito projectos.

 

Assunção Cristas explicou que via com bons olhos o facto de o GPA unir o sector empresarial ao governamental e não governamental e, numa alusão ao projecto Terraprima, que saiu da Culturgest com uma menção honrosa, argumentou que tinha ficado provado que a Agricultura e o Ambiente estavam de mãos dadas.

 

Aliás, a ministra disse que o Governo tinha como objectivo promover a produção agrícola - uma produção agrícola mais sustentável – e voltou a insistir na importância do mar para Portugal. “O nosso futuro será mais verde e mais azul, mais virado para o mar", disse.

 

Depois, Assunção Cristas elogiou a academia portuguesa – elogio que eu subscrevo, não só por aquilo que vejo, todos os dias, nos projectos que a GCI desenvolve com as universidades, mas também pelas inscrições no GPA e Nutrition Awards – e garantiu que “não há desenvolvimento económico se ele não for sustentável”.

 

Como sempre, os projectos premiados surpreenderam-me. E surpreenderam, estou certo, toda a plateia e os meus colegas de organização. Estão de parabéns a Eurest Portugal, a Amorim Isolamentos e a UTAD (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro). (podem ver aqui os restantes premiados - eles são o futuro do desenvolvimento sustentável em Portugal).

 

Em quatro anos recebemos mais de 400 candidaturas, distribuídas por I&D, Comunicação e Produto/Serviço, mas o GPA 2011 ficará para sempre marcado pela ligação ao Brasil.

Em Maio, anunciámos uma parceria com o Rock In Rio, o maior evento de música e entretenimento do mundo e que tem uma poderosíssima estratégia de sustentabilidade, tendo investido mais de cinco milhões de euros em projectos relacionados com a inclusão social e desenvolvimento sustentável.

 

Por outro lado, ontem tivemos a oportunidade de ter connosco dois oradores ligados ao Brasil. Do primeiro, António Pita de Abreu, e da sua fantástica intervenção, já falei. O segundo não lhe ficou atrás. O artista plástico Vik Muniz foi directo ao assunto – duro, por vezes, na forma como falou da sua experiência em Jardim Gramacho, que utilizou para o documentário Lixo Extraordinário – e teve uma incrível empatia com os nossos convidados.

 

“Como artista plástico, passo mais de metade do meu tempo a pensar na sustentabilidade como um assunto pessoal” – começou por atirar, passando depois a explicar por que razão escolheu trabalhar o lixo. “Nós somos treinados para não ver o lixo, escondê-lo. Como artista plástico, pareceu-me muito interessante trabalhá-lo”.

 

Destaque ainda para as apresentações do secretário de Estado da Energia, Henrique Gomes, que realçou a importância da sociedade civil na multiplicação das boas práticas de sustentabilidade; e de Carlos Santos, administrador da Renova, que explicou que os produtos Green podem ter ‘sex appeal’. Carlos Santos avançou ainda que a empresa vai voltar a investir, em breve, nas energias renováveis, com um sistema solar fotovoltaico.

 

E deu-nos uma novidade, uma cacha com 60 anos! A Renova terá sido a primeira empresa portuguesa a apostar nas renováveis, nos anos 40, com uma turbina hidráulica. O que não deixa de ser uma inovabilidade fantástica para a época.


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13 de Setembro de 2011
Por José Manuel Costa

Ontem, o Menos Um Carro contou-nos a história de David Herbert, um gestor de tecnologias de informação que gasta perto de seis horas, num dia bom, no trânsito. Herbert vive perto de Olympia, no estado de Washington, e trabalha em Seattle. E tem um dia-a-dia, no mínimo, invulgar.

 

Hebert, de 44 anos, sai de casa às 4h15 da manhã, no seu carro, a caminho da estação de Tacoma – aproximadamente 70 quilómetros. Lá, apanha o comboio das 5h35 para King Street Station, em Seattle, onde entra num autocarro para os últimos 20 minutos do percurso.

 

Às 7h já se encontra à secretária, onde ficará durante oito horas – seguidas – e sai do escritório às 3h, para apanhar um comboio de volta a Tacoma –  recorde-se que o seu automóvel ainda lá está. Depois, o regresso a casa, onde chega por volta das 18h.

 

Depois de passar 5h30 no trânsito, o que sobra na vida de David Herbert? E porque razão este profissional passa tanto tempo da sua vida a ir – ou voltar – para o local de trabalho? “Vivo perto de uma reserva federal de vida selvagem e as escolas são muito boas. Não interessa onde trabalho, viverei aqui para sempre”, explicou Herbert ao WSJ.

 

Parece-me óbvio que David Herbert não poderá continuar muito mais tempo com esta rotina. Mas quais as alternativas?

 

Esta insustentabilidade do dia-a-dia de Herbert, infelizmente, não é um caso pontual. Por todo o mundo, multiplicam-se os casos de pessoas que passam várias horas por dia no trânsito.

 

O mais chocante do artigo do Menos Um Carro, porém, é a afirmação de Alan Pisarki, autor do livro Communting in America. “Dantes lia que uma pessoa vivia em Los Angeles e trabalhava em São Francisco e assumia que era uma gralha. Hoje não podemos ter a certeza”, explicou. Los Angeles e São  Francisco estão separados por 550 quilómetros.

 

O tempo passado no trânsito é cada vez mais um problema que precisa de uma rápida resolução, sob pena de permanentes sequelas na economia de uma cidade e saúde dos seus cidadãos.

Muitas empresas apostam no teletrabalho – as que podem e têm uma abertura suficiente –, e há centenas de cidades, em todo o mundo, a reforçar a sua estratégia de transportes públicos, planeamento e reabilitação urbana e rejuvenescimento residencial dos centros históricos.

 

Mas é preciso mais. Mais inovação e uma outra abordagem – mais pragmática – a um dos grandes desafios globais. Recorde que, em 2050, 6,2 mil milhões de pessoas viverão nas cidades. Nas verdadeiras megacidades que então existirão.

 

Voltando à pergunta inicial: como podemos resolver o problema do chamado “commuting”? Qual a solução? Onde podemos inovar? Como podemos tornar as nossas cidades mais saudáveis, economicamente fortes e habitáveis? Podemos lutar contra a nossa vida insustentável?

 

Uma resposta estruturada e sustentável a estas questões seria candidata a Prémio Nobel. Nos Green Project Awards, os prémios da sustentabilidade e cujos vencedores da quarta edição apresentamos no próximo dia 15 de Setembro, na Culturgest, não ambicionamos a tanto (por agora).

 

Queremos, porém, promover a inovação na sustentabilidade, premiar e reconhecer as melhores práticas em projectos que contribuem para o desenvolvimento sustentável. E pela amostra dos anos anteriores, tenho a certeza que o GPA 2011 nos trará grandes ideias, propostas de futuro e vai levar-nos a respostas sustentáveis.

 

Ainda se pode inscrever para assistir à cerimónia de entrega de prémios do GPA 2011. Saiba como. E, até lá, fique com esta fantástica notícia de inovação sustentável.


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7 de Setembro de 2011
Por José Manuel Costa

O sucesso, como se sabe, não se faz de um dia para o outro. Ele constrói-se, entre outros, com tempo e talentos, de forma sustentada.

 

Nos últimos três anos tenho dedicado várias linhas deste blog a apresentar-vos a estrutura e estratégia da Edelman, a maior consultora de PR independente do globo e na qual a GCI é afiliada para Portugal desde 2005.

 

A Edelman surpreende por continuar a manter-se independente de qualquer mega grupo de comunicação, ao contrário das suas principais rivais, mas sobretudo pela capacidade de inovação (ia escrever reinvenção, mas inovação é a palavra mais correcta), de ir mais longe e colocar mais perguntas sobre o sector onde está (estamos) presente que os seus mais directos concorrentes.

 

Não me surpreendeu, por isso, que a Edelman tenha chegado este ano à liderança do prestigiante The Holmes Report.

 

A Edelman é o resultado do trabalho de um executivo carismático e visionário, Dan Edelman, que fundou a empresa em 1952, e da criatividade e liderança do seu filho Richard, actual presidente e CEO.

 

Este mês, a Edelman deu mais um passo no caminho da consolidação e reforço da liderança intelectual, com a nomeação de Claudia Patton como chief talent officer.

 

Patton terá lugar no comité executivo da Edelman, vai reportar directamente a Richard Edelman e trabalhar de perto com os responsáveis de recursos humanos, treino e desenvolvimento, gestão de performance, recrutamento, progressão de carreira e mobilidade global de colaboradores.

 

“Os clientes confiam na Edelman para a resolução de problemas complexos – e o recrutamento e gestão de talentos é crítico para o nosso sucesso”, explicou Richard Edelman num comentário oficial. “Vamos integrar o desenvolvimento de empregados em tudo o que fazemos, para garantir que estamos a atrair e desenvolver os maiores talentos da indústria”.

 

Richard Edelman não o disse, mas a verdade é que a Edelman está – realmente – a atrair os melhores talentos da indústria. E é por isso que os resultados aparecem. A Edelman terminou o ano fiscal de 2011 com um crescimento global de 18% e a contratação de 500 novos colaboradores em todo o mundo. São números impressionantes para a indústria, sobretudo nesta fase económica.

 

Quando apresentámos o Public Engagement, em Julho do ano passado, apelei aqui à candidatura de talentos em várias áreas. Volto a fazê-lo (basta preencher a sua candidatura neste link).

 


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2 de Setembro de 2011
Por José Manuel Costa

Na semana passada, o Banco Mundial anunciou que Angola deverá crescer 5% em 2011 e 8% no próximo ano, sendo a alta do preço do petróleo e expansão do consumo as principais razões destes valores.

Estas previsões, que superam, inclusive, as do próprio executivo angolano, juntam-se às do FMI, que reviu em alta, em Abril, a previsão para a evolução do PIB angolano em 2011, apontando para um crescimento de 7,8%. Dois meses antes, tinha previsto um crescimento de 6,4%.

Angola continua no bom caminho e demonstra ser, cada vez mais, um dos mais importantes desígnios estratégicos para as empresas portuguesas. (Como o Brasil, como tenho várias vezes referido neste blog).

E não precisaria dos dados do Banco Mundial para ter esta certeza. A Uanda, a nossa extensão angolana, tem reforçado a sua carteira de clientes e respectivas equipas, um sinal de que o mercado está pujante.

Queremos, também em Angola, desenvolver estratégias de Public Engagement para todos os nossos clientes, estabelecendo um conjunto de acções e comportamentos para as empresas se relacionarem com uma rede alargada de consumidores e organizações, comunidades e Governos.

É esta a nossa proposta.


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