28 de Outubro de 2011
Por José Manuel Costa

“GCI e a esfera de influências”. Este é o curioso título do artigo que a jornalista Maria João Lima escreveu, no mês passado, sobre Public Engagement. Mais exactamente, sobre a estratégia de Public Engagement da GCI para a Tafibra (Sonae Indústria).

 

Tendo como base a consultoria em inovação numa matriz de Public Engagement, o artigo aborda, de uma forma muito interessante, todo o trabalho da GCI de suporte ao desenvolvimento e lançamento do So Caring, um painel decorativo melamínico ou termolaminado, com propriedades anti-bacterianas, lançado em Fevereiro de 2011 pela Sonae Indústria.

 

Para quem ainda não sabe o que é o Public Engagement de que tanto falo – falamos – este artigo desvenda, um pouco, o trabalho que todos os dias desenvolvemos para os nossos clientes.

 

Como diz a Marketeer, queremos promover os interesses mútuos num mundo de interdependências, com o objectivo – sempre – de gerar confiança e credibilidade.

 

Ou, como referiu no artigo a directora de planeamento estratégico da GCI, Mafalda Henriques, “todos dependemos uns dos outros, o negócio depende das relações com os stakeholders e o que importa é encontrar formas para desenvolver a relação”.

 

Fiquem como os links para o artigo.

 

1ª parte

 

2º parte

 

3º Parte

 

 

 


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25 de Outubro de 2011
Por José Manuel Costa

"Se por motivos profissionais tivesse de emigrar, que país escolheria e porquê?”. Esta foi a interessante pergunta que o Dinheiro Vivo me colocou, na última semana.

 

A resposta era óbvia: Brasil. Aliás, este País foi mesmo escolhido por outros dois questionados para o artigo.

 

Quem me conhece sabe que, se possível, passaria a minha vida entre Itália e Sintra. O Brasil, porém, é um namoro recente. É um País que não só vai liderar a nova revolução sustentável como tem um entusiasmante potencial de negócio.

 

Na verdade, e como disse ao Dinheiro Vivo, já passo bastante tempo por terras brasileiras, trabalhando na elaboração de estratégias de sustentabilidade, por isso a escolha foi natural.

 

Ontem, curiosamente, o Green Savers publicou o resultado de uma pesquisa do recentíssimo Ibope Ambiental, que indica que 52% das empresas brasileiras e multinacionais presentes no Brasil já têm departamentos exclusivamente dedicados à sustentabilidade.

 

A pesquisa entrevistou 400 grandes e médias empresas brasileiras e revelou o porquê desta tendência: os consumidores querem ver as empresas a implementarem práticas e políticas de sustentabilidade. E as empresas, claro, respondem positivamente a esta exigência.

 

Hoje, de facto, a consciência ambiental do mercado brasileiro está muito maior e, sobretudo nas empresas, é mais fácil colocá-la em prática. O estudo indica ainda que o investimento médio destinado pelas empresas a acções e políticas de sustentabilidade é de 3%.

 

“Pode parecer um valor pequeno, num primeiro momento, mas se levarmos em conta que estamos a falar de grandes e médias empresas, que facturam grandes montantes de dinheiro anualmente, é uma quantia razoável”, explicou Márcia Cavallari, responsável pelo estudo.

 

Não tenho dúvidas que, à medida que o País entra no countdown para o Mundial 2014 e Jogos Olímpicos, este investimento irá subir. Por altura do Rio+20, a conferência mais importante de sempre sobre as alterações climáticas e desenvolvimento sustentável, os números já não serão tão insignificantes (tendo em conta, claro, a dimensão da respectiva empresa). É um feeling que tenho.


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18 de Outubro de 2011
Por José Manuel Costa

Na sexta-feira, o Continente apresentou o Movimento Hiper Saudável, uma iniciativa que promove a melhoria dos hábitos alimentares das famílias portuguesas e vai dar-lhes ferramentas – e motivá-las – para que elas tenham um estilo de vida mais activo.

 

Há muitos anos que o Continente promove acções para educar e ajudar os seus clientes na área da nutrição, mas o Movimento Hiper Saudável, que foi criado e desenvolvido pela GCI, vai ainda mais longe. Este é um verdadeiro projecto de Public Engagement, que aposta na mudança de mentalidades.

 

Na verdade, o movimento tem um leque fortíssimo de parceiros: Direcção-Geral da Saúde e Plataforma contra a Obesidade, a Associação Portuguesa dos Nutricionistas, a Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica, a Faculdade de Motricidade Humana, o Instituto Superior de Ciência da Saúde Egas Moniz, a Sociedade Portuguesa para o Estudo da Saúde Escolar, a Universidade Atlântica e a Universidade Fernando Pessoa.

 

É com a ajuda deles que o Continente vai ajudar os portugueses a manter um estilo de vida saudável.

 

O Movimento Hiper Saudável é constituído por oito compromissos essenciais para uma melhor nutrição: tomar o pequeno-almoço todos os dias; comer cinco porções de fruta ou legumes por dia; não estar mais de 3h30 sem comer; ler sempre o rótulo dos produtos comprados; fazer exercício físico três vezes por semana, manter o organismo sempre hidratado; planear as refeições semanalmente e confeccionar alimentos com menos sal, gordura e açúcar. Cumprir estes oito compromissos é um começo – muito importante –, mas não chega. Os desafios da alimentação saudável precisam de ser trabalhados ao nível de mudança de mentalidades, caso contrário não passarão de uma moda.

 

É preciso perceber que a nossa alimentação está ligada aos desafios da saúde e bem-estar, mas também a temas como a sustentabilidade, economia, alterações climáticas. Como já referi aqui, este é um tema que terá de ser trabalhado entre o sector privado, Governo, autarquias e ONGs, e no qual a comunicação será fundamental, alertando para a mudança de mentalidades e criando pontes entre stakeholders. E é isso que o Continente está a fazer.

 

Há um mês tive a oportunidade de escrever aqui que esta era a década da alimentação saudável. Mantenho esta ideia – e reforço-a com os últimos desenvolvimentos nacionais e internacionais.

 

Com os Nutrition Awards, prémios organizados pela GCI e APN e que distinguem o que melhor se faz, em Portugal, no campo da nutrição sustentável, percebi que Portugal tem massa crítica para inovar nesta área. É preciso, para isso, trabalhar a nutrição sustentável de forma coerente, promovendo interesses mútuos num mundo de interdependências e criando pontes de relacionamento entre stakeholders e shareholderes. E é isso que a GCI está a fazer.


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12 de Outubro de 2011
Por José Manuel Costa

*Texto publicado no Imagens de Marca

 

O Twitter, o Facebook e o BBM foram acusados de terem sido responsáveis pelos actos criminosos e vândalos que, no início de Agosto, atormentaram Londres e outras cidades britânicas. São acusações injustas, e vou tentar explicar porquê.

 

Nos últimos anos, multiplicaram-se, um pouco por todo o mundo, as campanhas contra a exclusão social. Ao longo deste tempo, é certo, as palavras  ais fortes e impactantes que as acções, que a realidade. Mas, pelos vistos, não foram suficientes.

 

O exemplo da luta contra a pobreza e exclusão social, que não passou do papel, é paradigmático. A crise internacional económica e política era previsível e vai além da crise da dívida. É mais complexa, também, do que a simples crise de valores, como muitos quiseram realçar depois dos tumultos londrinos.

 

Os países mais ricos e desenvolvidos chegaram a uma fase em que, pura e simplesmente, não conseguem aumentar o nível de vida dos seus cidadãos, estão reféns de um sistema económico que está descontrolado, perdeu as suas referências, embaciou e desbotou os seus objectivos.

 

Reféns do que não podem controlar, os políticos põem-se a jeito de outras revoltas, agora internas. Temas como as alterações climáticas, inclusão social ou sustentabilidade são colocados para segundo plano, e o sistema que já por si é insustentável torna-se cada vez mais auto-destrutivo.

 

A falta de transparência e de confiança alastra por todo o lado, e o mundo parece de pernas para o ar. Um exemplo? Warren Buffett pede para ser mais taxado, não compreende como paga incomparavelmente menos impostos que todos os seus colaboradores. Outro exemplo? James Murdoch, o COO da News Corporation, acabou de recusar um bónus de 4,2 milhões de euros.

 

Outros multimilionários colocaram-se ao lado de Buffett. Maurice Lévy, o patrão da Publicis e Luca di Montezemolo, responsável máximo da Ferrari, lideram um grupo de dezenas de outros multimilionários europeus e norte-americanos que querem pagar mais impostos.

 

Este apelo não é inocente. A insustentabilidade do actual modelo de sociedade, a continuar, vai afectar todos, ricos e pobres.

 

“Durante a última década” – explicou recentemente Simon Derrick, do BNY Mellom – “o crescimento e a actividade económica de muitos locais foram alcançados à custa de forças insustentáveis”. “O que acontece é que estes [temas] estão a ser pressionados e estamos a entrar numa fase em que não os podemos ignorar. Nenhum destes assuntos será de fácil resolução ao nível político”, continuou.

 

É nesta encruzilhada que vamos entrar em 2012. Na verdade, o cenário não era totalmente imprevisível há um ano, mas a realidade acabou por ser mais poderosa que o futurismo de início de ano.

 

Este nível de insustentabilidade não atinge só os países desenvolvidos. Os emergentes e os BRIC também sofrem com o crescimento pouco sustentado do sistema financeiro global. E da falta de transparência.

 

A solução? Reforçar a aposta na mudança de mentalidades, no combate às alterações climáticas e erradicação da pobreza extrema, estabelecer estratégias coerentes mas realistas de sustentabilidade, ter como prioridade o bem-estar das populações e, mais do que nunca, promover a transparência e a confiança.

 

Não, as redes sociais não são culpadas, são co-responsáveis, o que é diferente. São co-responsáveis pela denúncia de situações de insustentabilidade e falta de transparência. E isso não deve ser condenado, mas aplaudido.


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4 de Outubro de 2011
Por José Manuel Costa

Há uns dias, escrevi no Imagens de Marca que nos últimos anos se multiplicaram, um pouco por todo o mundo, as campanhas contra a exclusão social – e que ao longo deste tempo as palavras foram mais fortes e impactantes que as acções, que a realidade.

 

Não estava nada combinado – garanto – mas o líder do Partido Verde francês, Brice Lalonde, defendeu a mesma ideia no 4º Seminário Internacional Sustentável, que decorreu no final da última semana no Rio de Janeiro.

 

“As novas conferências tentam levar as pessoas a mudarem os seus comportamentos. Mas não precisamos de esperar que caia algo do Céu numa conferência. É preciso começar a agir, criar esquemas de acções”, explicou.

 

Lalonde defende que é a sociedade civil e os empresários – não necessariamente por esta ordem – quem deve dar o exemplo, tomando a dianteira das acções – reais e palpáveis – sustentáveis.

 

Ironicamente, Lalonde deixou uma leve crítica às conferências… numa conferência. Mas isso não muda a forma com ele, um ex-activista da Greenpeace e ex-ministro do Ambiente francês, vê o nosso dia-a-dia sustentável.

 

Gostei sobretudo da forma como o ambientalista colocou a questão da mudança de mentalidades, num plano temporal. “Em 1972, aquando da primeira conferência do UNEP (Programa Ambiental das Nações Unidas), em Estocolmo, nem imaginávamos que iria existir a internet. Na cimeira do Rio, em 1992, estava a começar. Hoje é uma realidade e temos de utilizar esta ferramenta para colocar as pessoas do nosso lado”, revelou.

 

“Mas não basta negociar tratados, é preciso agir para dar exemplos. E acho que este é um papel do Brasil (na Cimeira Rio+20), que é o de ser líder”, continuou, passando logo ao ataque (para uma plateia composta por empresários que pertencem ao CEBDS, o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável.)

 

“A comunidade empresarial tem uma grande oportunidade e responsabilidade também. Pode ser um pouco lento, mas será mais fácil para vocês entrarem na economia verde. Adoptem acções e incentivem os vossos fornecedores e clientes. Peçam ajuda ao Governo para que possam tomar as melhores decisões. Precisamos de casos de sucesso”, concluiu.

 

Um discurso lúcido e realista, sem dúvida, que critica as conferências e encontros fantoche e que apela à economia verde. No Rio+20, é a sério, não há tempo para surpresas de última hora. E o Brasil, como bem avisou Lalonde, tem um papel preponderante na liderança da revolução sustentável. E eu acredito – e muito – que fará um excelente trabalho.


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