28 de Novembro de 2011
Por José Manuel Costa

Arrancou hoje o Eurobest, um dos principais festivais de criatividade do mundo, organizado pela equipa que, entre outros, põe de pé os leões de Cannes. Este ano, cabe a Lisboa receber este festival – curiosamente, um dia depois de a capital portuguesa ter conseguido colocar o Fado, onde a criatividade tem um papel fundamental, como Património Imaterial da Humanidade.

 

O Eurobest vai reunir, em Lisboa, alguns dos profissionais mais criativos da Europa, líderes inspiradores e gestores de marketing, decisores, executivos cujas decisões apontam o caminho para dezenas de consultoras, para milhares de profissionais. E criam tendências.

 

É essencial, também por este detalhe, estar bem atento ao Eurobest.

 

Como já várias vezes tenho defendido por aqui, a indústria das PR tem de ser mais criativa. Sem criatividade é impossível falar em crescimento da nossa indústria e das respectivas consultoras.

 

Também por isso, o Eurobest deveria estar no radar de todos os profissionais de PR portugueses.

 

A nossa indústria não é a publicitária (e o Eurobest não é só de publicidade), mas se há indústria a que podemos ir buscar boas práticas - adaptadas, é certo, às Public Relations - a publicitária é uma delas. 

 

A criatividade é uma das características que mais valorizo nas propostas e campanhas de PR. Também por isso estarei atento ao Eurobest. Tenho a certeza que irei aprender e poderei incorporar algum desse conhecimento nas futuras propostas da GCI.


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26 de Novembro de 2011
Por José Manuel Costa
A pouco mais de 200 dias do início da conferência, o Rio+20 já não sai das conversas dos cariocas.

Na quarta-feira, uma chuva de estrelas de decisores encontrou-se para debater o que será a conferência. Para o secretário-geral do Rio+20, Sha Zukang, os três passos fundamentais para passarmos da teoria para a prática nas acções globais da sustentabilidade são a integração, a implementação e a coerência.

O diplomata chinês, que também é responsável, nas Nações Unidas, pelos pelouros económicos e sociais, explicou que as duas últimas décadas – desde a primeira conferência do Rio – foram marcadas por um rápido desenvolvimento económico, à primeira vista elogiável, mas que acabou por levar a uma maior desigualdade entre os ricos e os pobres e à destruição do ambiente.

Zukang relembrou que muitas das decisões tomadas pelos líderes no Rio 92 e Joanesburgo 2002 nunca chegaram a ser tomadas. Há, por isso, que implementá-las, garantir a integração do desenvolvimento sustentável nas decisões mais relevante do dia-a-dia das empresas e Governos.

Finalmente, há que ser coerente. Porque se não tivermos mecanismos ou instituições, a nível global, nacional ou regional, para pôr em prática estas decisões, elas tornam-se irrelevantes. “O desenvolvimento económico tem um início, mas não tem fim”, explicou o diplomata.

Há também que evitar imposições de modelo único de desenvolvimento, a criação de novas formas de proteccionismo verde ou estabelecer o controlo corporativo da natureza.

Segundo Zakung, virão ao Rio+20 mais 20 chefes de Estado que no Rio 92. De preferência, todos os 190. De resto, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, também já adiantou que vai organizar um encontro colaborativo entre autarcas de outras cidades importantes do globo, como Londres, Paris ou Nova Iorque, para discutir a sustentabilidade, protecção ambiental e erradicação da pobreza. Gostava que Lisboa também estivesse neste debate.

É por isso que, para mim, o Rio+20 será mais importante que o pomposo nome ou a Histórica o fazem. O encontro está a ser trabalhado como um verdadeiro agregador da sustentabilidade, um chapéu de chuva que alberga, durante vários meses, vários tipos de debate, com diferentes protagonistas e que defendem outras tantas indústrias e interesses.

Para já, ficaram duas boas notícias. Em 2012 circularão menos veículos poluentes, no Rio, que em 1992. E, finalmente, Jardim Gramacho estará finalmente encerrado (o que levará, assim, Vik Muniz a procurar a criatividade noutro local).

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25 de Novembro de 2011
Por José Manuel Costa

Vale a pena ler este artigo da PR Week sobre como as agências de PR inglesas estão preocupadas com a redução e cancelamento dos fees, dando como exemplo os resultados dos grupos Huntsworth e Chime.

 

A PR Week cita um cliente que diz que, internamente, é “cada vez mais difícil assegurar budgets para as PR”. “Estamos todos a ser apertados, por isso, quando estamos a lutar pelo nosso pote, é cada vez mais necessário justificar o valor que aportamos”, disse a fonte.

 

Por tudo isto, Mark Stringer, fundador da Pretty Green, acrescenta que o crescimento de um dígito, “year ou year”, seria um excelente resultado para a grande maioria das consultoras.

 

Entre as oportunidades identificadas neste período encontram-se as áreas de criação de conteúdos e comunicação digital, corporate e crise. E a criação de mais projectos para os clientes, uma vez que as oportunidades de media relations tradicionais estão a ser “espremidas”. (a expressão é mesmo squeezed)  

 

O Reino Unido tem um dos principais mercados globais de PR, marcado pela inovação e evolução das metodologias de trabalho, por isso não houve grandes ondas de choque quando um dos seus líderes afirmou que as “oportunidades de media relations tradicionais estão a ser espremidas”. Ou que há que repensar a forma como as consultoras trabalham, apresentam os seus projectos, o valor aportado.

 

Há alguns anos que defendo que, mais cedo ou mais tarde, será necessária esta mudança na forma como as consultoras trabalham, pensam, se integram e relacionam com as outras disciplinas do marketing. Há que aumentar a inovação, curiosidade, criatividade e, porque não, a nossa competência.   

 

Como explicou recentemente, em entrevista à Marketeer, a directora de planeamento estratégico da GCI, Mafalda Henriques, “todos dependemos uns dos outros, o negócio depende das relações com os stakeholders e o que importa é encontrar formas para desenvolver a relação”.

 

O modelo piramidal de influências foi substituído por uma esfera em que os media, os colaboradores da empresa, a distribuição ou as ONGs são stakeholders importantes. Todos acabam por influenciar o negócio. E será cada vez mais esse o caminho da GCI, a procura pelo Public Engagement.


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24 de Novembro de 2011
Por José Manuel Costa

O sucesso da pacificação da favela da Rocinha foi mais um marco no desenvolvimento sustentável de um País que está mudança. A ocupação policial da Rocinha foi um momento histórico para o Rio de Janeiro e tem, à sua escala, o mesmo significado, por exemplo, que a atribuição da organização dos Jogos Olímpicos e do Mundial de Futebol.

São realidades diferentes mas têm o mesmo denominador comum, a mudança.

É difícil prever o amanhã da Rocinha, quanto mais o próximo mês ou o próximo ano, mas ontem, o Le Monde escrevia que muitos dos habitantes da Rocinha não escondiam alguma falta de optimismo em relação ao futuro, sobretudo porque há décadas que esta comunidade foi abandonada socialmente.

Mas esta não deve ser uma missão entregue unicamente ao Governo estadual ou federal. Todos os stakeholders devem participar na recuperação deste e de outros bairros. O Banco do Brasil, aliás, está já a dar o exemplo de como a Rocinha pode avançar de forma segura.

E aqui, também o Sebrae terá uma importante missão, no incentivo e educação para o empreendedorismo.

Finalmente, há que aproveitar esta nova Rocinha e não deixar que ela volte ao passado. Depois de 2014 e, sobretudo, 2016, veremos.

Mais do que o seu crescimento económico e potencial de negócios, o sucesso da reabilitação desta comunidade será a mais importante mensagem que o Brasil dará ao mundo. E quando a Rocinha, com aquela magnífica vista, se tornar um dos bairros mais pujantes, interessantes e empreendedores do Rio de Janeiro, aí sim, Brasil estará no topo do mundo.


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23 de Novembro de 2011
Por José Manuel Costa

As acções são mais importantes que as palavas. Pego, precisamente, no título da entrevista do director de comunicação e relações institucionais da BP, Luís Roberto, ao Green Savers, para vos falar da segunda edição do EBAEpis.

 

(É certo que a entrevista aparece neste post de forma descontextualizada, mas acabei de a ler e acho que o título é perfeito para o que quero dizer sobre os EBAEpis)

 

Quem costuma ler este blog sabe que a GCI dedica uma grande parte do seu know how e relação com os vários stakeholders para promover a inovabilidade (a tal palavra que é muito utilizada pela EDP Brasil e que significa Inovação para a Sustentabilidade).

 

Fazemo-lo, muitas vezes, em forma de Prémios – o GPA e o GPA Brasil são dois exemplos. Hoje, porém, falo-vos dos EBAEpis, os European Business Awards for the Environment – Prémio Inovação para a Sustentabildiade, que se realizam na próxima segunda-feira pelas 16h, na Fundação EDP, em Lisboa.

 

Este é um prémio especial.

 

Uma iniciativa da Comissão Europeia e com organização, em Portugal, da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), este é um prémio que reconhece as empresas e organizações que dão um contributo relevante para o desenvolvimento sustentável.

 

Mas não só. O EBAEpis promove as empresas vencedoras e coloca-as em competição com os seus pares europeus. Ou seja, dá-lhes um importante benchmark sustentável, dá-lhes uma relevente visibilidade internacional.

 

Na GCI, o EBAEpis surgiu como uma extensão do GPA, há dois anos. Os prémios, porém, são muito anteriores – de 1990. São, aliás, os mais importantes prémios europeus na área da inovação para o desenvolvimento sustentável, daí o grande interesse que têm criado – também – nas empresas portuguesas.

 

Na segunda-feira, há várias razões para estarem presentes na Fundação EDP. A começar pela intervenção do secretário de Estado do Ambiente e Ordenamento do Território, Pedro Afonso de Paulo, passando por Márcio Grácio, director-geral da APA, Mário Lobo, director-geral da DGAE e Eduardo Moura, director da Fundação EDP.

 

Depois, há a natural curiosidade em perceber quem representará Portugal na edição europeia dos EBAEpis.

 

A segunda edição portuguesa dos EBAEpis é novamente organizada em colaboração com o Departamento de Prospectiva e Planeamento e Relações Internacionais, Direcção-Geral das Actividades Económicas, BCSD Portugal e GCI.

 

Mais do que as palavras, são as acções que nos tornam relevantes e coerentes. E é por isso que, uma vez mais, não poderíamos ignorar esta iniciativa da Comissão Europeia.


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18 de Novembro de 2011
Por José Manuel Costa

Ontem, por três vezes, a GCI regressou ao palco dos Prémios à Eficácia da Comunicação.

 

A primeira para receber Ouro (Comunicação Corporativa e B2B), com o projecto da Marca Única Continente, para a Sonae MC (com a Arena, Born, Euro RSCG e Fuel/Santa Fé); outra, novamente, para fazer parte da equipa que recebeu Ouro (Ativação e Patrocínio), com o Plot Placement Oliveira da Serra, para a Sovena (com BrandConnection e McCann); a terceira, finalmente, para receber Prata (Responsabilidade Social) com outro projecto para a Sonae MC, a Missão Sorriso (com Euro RSCG, Born e Arena).

 

Estamos em Novembro – o ano ainda não acabou – mas estes dois prémios são a cereja no topo do bolo de um ano rico em reconhecimentos (a GCI foi também considerada a Agência do Ano para o Meios & Publicidade).

 

No ano passado, recorde-se, a GCI recebeu Bronze com o projecto Tempo para Dar, da Delta (com a BBDO), em Responsabilidade Social. Repetimos o prémio em Responsabilidade Social, mas subimos para a Prata.

 

O fantástico projecto da Marca Única Continente, como não poderia deixar de ser, recebeu Ouro em Comunicação Corporativa e B2B. Foi, aliás, o único projecto presente nos finalistas desta categoria, o que prova não só o seu fantástico planeamento e execução como a dificuldade que o nosso mercado ainda tem em trabalhar este tipo de projectos.

 

Quando vencemos o prémio de melhor Agência do Ano para o Meios & Publicidade, referi que, nos prémios, gosto do seu efeito de contágio e promoção de boas práticas. Os Prémios Eficácia não fogem à regra.

 

Ontem, foram premiados projectos incríveis, desenvolvidos em Portugal, para empresas portuguesas, projectos que ficariam bem em qualquer portfólio.

 

Infelizmente, apenas duas consultoras de comunicação chegaram aos finalistas dos Eficácia.

 

Os Prémios à Eficácia da Comunicação, pela sua objectividade, deveriam receber a mesma atenção por parte de todas as disciplinas do marketing. Até porque é o seu elo comum – os resultados – que move o nosso dia-a-dia.

 

Quando, em Julho do ano passado, a GCI apresentou o seu novo posicionamento, baseado no Public Engagement, houve quem nos tentou tirar da consultoria de comunicação.

 

Para quem ainda não sabe o que é o Public Engagement de que tanto falo – falamos – este artigo desvenda, um pouco, o trabalho que todos os dias desenvolvemos para os nossos clientes. A quem agradecemos a confiança depositada e dedicamos os nossos Prémios à Eficácia da Comunicação.


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16 de Novembro de 2011
Por José Manuel Costa

Angola vai deixar de ser membro observador da Agência Internacional de Energias Renováveis, a Irena, para ser membro efectivo da organização, anunciou esta semana a imprensa angolana. A decisão foi tomada no domingo em Abu Dhabi, onde se encontra a sede da Irena, e é mais uma grande notícia para a economia e desenvolvimento sustentável angolano.

 

Para além de toda a informação relativa ao sector das energias renováveis, Angola terá agora à sua disposição, entre outros, a assistência técnica para dominar as tecnologias deste sector. É um passo decisivo para a implementação de projectos de energias renováveis no País. E para a transição para a economia verde.

 

Não é difícil perceber que Angola não deixará escapar esta oportunidade. O País tem tudo para promover a sustentabilidade de raiz, construir cidades sustentáveis ou investir em competências ligadas às renováveis.

 

Aliás, o último discurso de Estado da Nação é muito claro em relação ao desenvolvimento sustentável e forte aposta no urbanismo.

 

A oficialização da entrada de Angola na Irena vai permitir uma melhor gestão dos recursos energéticos renováveis mas, sobretudo, pode ser utilizada para melhorar o acesso à energia nas zonas rurais isoladas, a exemplo do que já acontece noutros países africanos. O resultado é a melhoria da qualidade de vida das populações, sobretudo as rurais.

 

A Irena será ainda importante na luta contra as alterações climáticas e no desenvolvimento de tecnologias que possam ajudar o País a melhorar o seu desenvolvimento sustentável.

 

É certo que este não é um processo fácil, como, aliás, Portugal sabe. Mas Angola está na hora certa para o aproveitar e acelerar a sua transição para uma economia (tendencialmente mais) verde.


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15 de Novembro de 2011
Por José Manuel Costa

A 9ª edição da Missão Sorriso, apresentada na quinta-feira pelo Continente, tem tudo para ser a mais importante de sempre. Há várias novidades, a começar pelo alargamento do apoio aos seniores e aumento da área de influência, o que diz muito do papel cada vez mais preponderante e relevante do projecto.

 

Este ano, foram também convidados a apresentarem projectos todos os hospitais e agrupamentos de centros do SNS (Serviço Nacional de Saúde), instituições sem fins lucrativos e de interesse público das áreas materno-infantil ou seniores.

 

No entanto, e para mim, o que realmente marca esta nova Missão Sorriso é a quantidade – e diversidade – de stakeholders que entraram no projecto. É uma grande vitória para o Continente e Missão Sorriso, um projecto que é hoje aglutinador de todas as visões relevantes da saúde em Portugal.

 

É, também, o reconhecimento da sociedade civil - e não só - ao bom trabalho desenvolvido pelo Continente e os seus profissionais ao longo destes anos.

 

Podem saber mais sobre a edição deste ano da Missão Sorriso neste link.

 

Desde 2003, ano de lançamento do projecto, a Missão Sorriso já angariou cerca de 5 milhões de euros e ofereceu 1.600 equipamentos. E é bom não esquecer: ao todo, foram apoiadas 33 unidades de pediatria e hospitais pediátricos. São números muito relevantes e que colocam a Missão Sorriso num dos mais importantes patamares de responsabilidade social, participação da comunidade e inclusão social do panorama português.


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9 de Novembro de 2011
Por José Manuel Costa

Não serão essas duas semanas que vão desenhar um novo acordo sustentável global, mas o pedido de adiamento, por parte das Nações Unidas, do Rio+20, a mais importante conferência sobre o desenvolvimento sustentável de sempre, diz muito da forma como (o dito) primeiro mundo olha para as alterações climáticas.

 

Na sexta-feira, a presidenta brasileira, Dilma Rousseff, confirmou que o Rio+20 seria adiado, a pedido da ONU, para a semana de 20 de Junho, quando estava previsto para duas semanas antes. A razão? Há várias. 

 

Os países anglo-saxónicos, disse Dilma, estão a festejar os 60 anos da coroação da raínha Isabel II. Também alguns países asiáticos – facilmente identificáveis – pediram um adiamento para datas mais próximas da próxima reunião do G20, que se realizará no México a 18 e 19 de Junho. 

 

Estes conflitos de datas são bastante claros e, infelizmente, colocam em causa todos os acordos que poderiam ser negociados no Rio+20. Não são estas duas semanas que vão mudar o mundo, mas o adiamento da conferência só pode ter um significado: as alterações climáticas, economia verde e erradicação da pobreza não estão no topo das preocupações dos líderes mundiais.


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8 de Novembro de 2011
Por José Manuel Costa

(*) artigo publicado no Imagens de Marca

 

Em 2012, o orçamento do Ministério da Saúde irá sofrer um corte superior a 800 milhões de euros. Destes, 600 milhões serão relativos ao Serviço Nacional de saúde.

 

Os portugueses não tomaram directamente esta decisão, ainda que tenhamos sido nós que estivemos na génese da sua inevitabilidade. Agora, e numa altura em que os constrangimentos económicos e financeiros nacionais obrigam o Estado a tomar decisões difíceis no que diz respeito a esta área, há que mudar de estratégia. E efectivar a mudança de mentalidades.

 

Como tenho defendido várias vezes, a sensibilização e prevenção dos estilos de vida pouco saudáveis é, cada vez mais, parte da solução para a sustentabilidade do sector da saúde e bem-estar. É essa, também, uma das conclusões do Edelman Health Barometer 2011, estudo internacional que avalia atitudes e tendências nas áreas da saúde e bem-estar.

 

O estudo, desenvolvido pela Edelman, consultora global de PR e Public Engagement – da qual a GCI é afiliada – inquiriu 15 mil pessoas de 12 países. Ainda que Portugal não faça parte desta lista, as conclusões são demasiado interessantes para serem ignoradas.

 

Fiquei surpreendido, por exemplo, pelo facto de um terço dos inquiridos (31%), sobretudo os que têm estilos de vida saudáveis, admitir que se distancia dos amigos com maus hábitos de saúde. Há um verdadeiro ciclo virtuoso de hábitos saudáveis – uma espécie de círculo social de bem-estar –, que tem uma influência nas nossas redes de amizade e convívios sociais.

 

Metade dos questionados que já tentou mudar para um estilo de vida mais saudável… falhou – dos 62% que admitiram fazê-lo. É uma percentagem enorme e tem de ser alterada. Cabe às empresas, marcas e instituições ajudarem-nos a melhorar. A solução está na prevenção, na sensibilização. Numa atitude individual que nos leve a adoptar um estilo de vida saudável. E aqui, explica o estudo, seremos sempre influenciados pela família e amigos. E pelos profissionais de saúde.

 

Dos inquiridos que tentaram mudar – e não conseguiram –, 30% voltou ao antigo comportamento devido ao prazer que este lhe dava (dá); 20% fê-lo porque admite uma dependência; 18% porque não viu resultados imediatos; 16% deixou de se preocupar com a razão principal para… mudar de vida. São dados que reforçam a importância de uma mudança de mentalidades.

 

Uma das áreas mais importantes das PR, o digital, não ficou de fora do estudo. E os resultados são promissores: 51% dos inquiridos afirma que utiliza as fontes digitais – como as redes sociais – quando tem de tomar decisões sobre a sua saúde. E apesar de apenas 20% dos questionados revelar que utiliza regularmente dispositivos ou aparelhos para acompanhar o seu dia-a-dia saudável, a verdade é que 68% destes admitiu que estes já o ajudaram a melhorar o seu bem-estar. Esta percentagem sobe para os 74% quando falamos de jovens entre os 18 e os 30 anos.

 

O estudo revela, por outro lado, que os interesses comerciais não são vistos como negativos para a credibilidade de uma informação. Em 5/6 dos casos, as farmacêuticas são vistas como fontes credíveis – pela seu know how e experiência – para informações relacionadas com saúde e bem-estar.

 

Por fim, uma grande conclusão, daquelas que devemos guardar para memória futura: para 80% dos questionados, ser saudável é mais do que não ter doenças. Há toda uma expectativa que as empresas, marcas, empregadores, inovadores, outras instituições – ou mesmo as fontes de informação – nos ajudem, cidadãos, a mudarmos o nosso comportamento e ter um estilo de vida mais saudável. E, desta forma, ajudar outros a fazê-lo.


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