20 de Janeiro de 2015
Por José Manuel Costa

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A confiança nas instituições está a evaporar. Esta é uma das duas principais conclusões da edição de 2015 do Edelman Trust Barometer, que hoje está a ser apresentado em Davos. Segundo Richard Edelman, o CEO e presidente da empresa homónima  - na qual a GCI é afiliada exclusiva para Portugal -, 2014 ficou marcado por vários eventos inimagináveis e imprevisíveis.

 

Edelman dá alguns exemplos: o ébola em África, crise política na China ligada à corrupção, quedas de aviões, escândalos ligados às empresas financeiras e falhas de segurança online.

 

São resultados surpreendentes – pelo menos para mim – e que nos fazem recuar até 2009, ano da crise financeira, da recessão. Foi há seis anos. É certo que a vida é feita de ciclos, alguns deles tão curtos que não nos chegam a permitir respirar, mas esta quebra de confiança é apenas mais uma prova de que os consumidores são exigentes e obcecados com a transparência. E isto já não volta atrás, apesar de ainda persistirem dúvidas nos agentes económicos e alguns governantes.

 

A segunda grande conclusão liga a confiança à inovação, diria, da forma mais invulgar. O Edelman Trust Barometer 2015 descobriu que os assuntos ligados à confiança estão a dificultar a aceitação de avanços tecnológicos. A maioria dos respondentes acredita que a inovação está a acontecer muito rapidamente (51%) e que isso está a ser motivado pela ganância (54%) e imperativos de crescimento do negócio (66%). Apenas 24% destes, por outro lado, acredita que a inovação está a tornar o mundo num lugar melhor.

 

Mais de metade (55%) dos respondentes acredita que as empresas não estão a testar suficientemente os seus novos produtos ou serviços, e os consumidores querem também uma nova regulação de negócio (46%). “A velocidade da mudança nunca foi tão rápida e tornou-se num grande imperativo para o sucesso do negócio”, explicou Edelman. “A inovação deveria ser um acelerador de confiança, mas hoje não o é. Já não basta inventar, é preciso existir um novo elo entre a empresa e o indivíduo, onde aquelas demonstram que as inovações são seguros e baseadas em pesquisa independentes. E que trazem benefícios pessoais e sociais”.

 

Ainda mais curioso é perceber que países como a Alemanha, França, Espanha, Japão e Coreia do Sul são os que menos aceitam os desenvolvimentos tecnológicos.

 

Ou seja, a confiança é a cola que une todas as peças necessárias para o crescimento e reputação das empresas. Seja para dentro ou fora. E isso só vem acrescentar às empresas de marketing e comunicação um peso superior na equação que eleva as empresas à liderança e manutenção dessa mesma liderança no respectivo mercado.


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