13 de Maio de 2009
Por José Manuel Costa

No âmbito do 15º Aniversário do Grupo GCI  realizar-se-á no próximo dia 20 o segundo debate do ciclo “15 Anos: Rewind and Forward”, que reunirá oradores de grande qualidade para falar sobre “Social Engagement: Emoção & Tecnologia”.

 
Mas voltarei a este tema num próximo post, porque antes gostaria de destacar as principais conclusões do primeiro debate, realizado no passado dia 6, sob o tema “A Era da Informação”, e que teve como objectivo analisar os últimos 15 anos da comunicação em Portugal e antecipar as tendências e os modelos para a próxima década e meia.
 
Na mesa de oradores no Café Concerto do São Jorge estiveram Edson Athayde (publicitário), Pedro Bidarra (vice-presidente BBDO), Pedro Casquinha (Chief Marketing Officer ANF), Rita Torres Baptista (Directora de Marketing de Comunicação BES), e Kika Samblás (Managing Director Grupo de Consultores).
 
O filme do debate pode ser visto aqui, sendo que em baixo deixo o resumo das principais ideias:
 
- Pedro Bidarra foi talvez o mais crítico e polémico nas suas intervenções, referindo que os meios ignoram a fragmentação da comunicação em Portugal. Para o vice-presidente da BBDO é incompreensível que os anunciantes continuem a canalizar os seus investimentos para os três canais generalistas, ignorando por completo a nova realidade dos públicos e dos meios por cabo. Ou seja, os anunciantes estão a tomar decisões com base em dados errados.
 
- Pedro Bidarra fez duras críticas à Marketest, por considerar que os seu estudos são “mal feitos”.
 
- Pedro Casquinha considerou que os modelos de segmentação existentes estão desajustados.
 
- Rita Torres Baptista admitiu haver alguns desajustamentos na medição de audiências, mas, rejeitou a ideia que os anunciantes estejam apenas focados nos três canais generalistas.
 
- Ainda quanto ao problema da fragmentação, Rita Torres Baptista sublinhou que os novos meios não vieram substituir os mais tradicionais, como a televisão ou o jornal. Todos se devem complementar.
 
- Edson Athayde considera que os meios devem servir de suporte a uma “boa história”. Porque, quando se fala de comunicação tudo se resume a contar “uma boa história”. Mas para que isso resulte, os formatos têm que estar integrados.
 
- Athayde deu o exemplo de Susan Boyle como uma das histórias mais bem inventadas do ano, alimentada por reacções e veiculada através de vários meios, como o YouTube.
 
- Athayde lançou o alerta para a possibilidade das marcas e das instituições usarem indevidamente os meios de comunicação para inventarem histórias na defesa dos seus interesses.
  
- Perspectivando os próximos 15 anos, Kika Samblás refere que em 2024 as marcas já não vão "mandar" nos consumidores, apenas vão poder influenciar os seus comportamentos. Kika Samblás disse ainda que dentro de 15 anos não vão haver agências, vão haver "criadores de ideias". 

 


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