2 de Novembro de 2009
Por José Manuel Costa

*Artigo de opinião publicado no Weekend Económico

 

 

Em Junho passado, o britânico David Brain, uma das figuras incontornáveis do sector das Relações Públicas, explicou numa conferência englobada nos 15 anos do Grupo GCI que, no futuro, a regra é que não haverá regras, mas sim pragmatismo e ambiguidade, flexibilidade organizacional, escrutínio e erro.


O CEO da Edelman Europa explicou então que, à medida em que o modelo da pirâmide de influência dá lugar à esfera da comunicação cruzada, novas estratégias e oportunidade de negócio existirão para as empresas de relações públicas.


Para perceber como provavelmente será o mundo dentro de seis anos, podemos recuar o mesmo período de tempo, até 2003, e ver tudo o que mudou desde então. Em Setembro de 2003, o Twitter e o Facebook ainda não existiam, o Messenger permitia uma comunicação imediata e gratuita e entrava a pouco e pouco na rotina internauta dos portugueses, os jornalistas começavam a utilizar a Wikipedia e o Google para tirar dúvidas simples e rápidas, o MySpace tinha apenas um mês, o Hi5 três e o LinkedIn quatro.


Em 2015, provavelmente, o Twitter o Facebook – pelo menos estes – ainda cá estarão mas com serviços, ferramentas e modelos de negócio diferentes. Entretanto, outras redes sociais terão nascido – e desaparecido – e outras ainda serão a moda daquele momento – com serviços e ferramentas que ainda estão hoje na cabeça criativa dos seus futuros fundadores. Aliás, o próprio conceito de rede social já não será bem o mesmo.


Outra das grandes questões das RP dos próximos anos está também relacionada com as redes sociais – e é adjacente ao tema da evolução das redes sociais e da sobrevivência dos jornais. Assim, as empresas que conseguirem trabalhar melhor as redes sociais poderão utilizá-las para criar canais directos com os consumidores.

 

Esta nova relação directa entre empresas e consumidores poderá retirar um papel que estava, até há poucos anos, reservado aos jornalistas: o de serem os gatekeepers da informação.


Assim, cada vez mais uma empresa, seja ela de que sector for, pode tornar-se numa produtora de conteúdos. Existem já alguns exemplos, como o site babycenter.com, da Johnson & Johnson, mas centenas deles aparecerão, mercado a mercado, até 2015.


A grande questão, porventura, será perceber onde estarão os media tradicionais – jornais, revistas e rádios. Partindo do princípio que é consensual que Internet e televisão não correm perigo de extinção – muito pelo contrário – será na evolução, sobretudo, dos meios impressos, que estará a grande dúvida dos próximos anos. Mas a isso ainda será cedo para responder.


Por fim, um dado muito importante. Em 2015 estarão a entrar na maioridade as primeiras gerações que nasceram num ambiente digital e de Internet. E como pensarão estas gerações? Bom, isso não me atrevo sequer a adivinhar…
 


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