17 de Novembro de 2009
Por José Manuel Costa

O que faz um blogger de 23 anos com o nick Bryanboy sentado na primeira fila, junto aos mais importantes jornalistas da indústria da moda, no desfile Primavera/Verão da Dolce & Gabbana, em Milão? A resposta é: o mesmo que Suzy Menkes, do Internacional Herald Tribube, Michael Roberts, da Vanity Fair, Sally Singer, Hamish Bowles e a célebre Anna Wintour - todos da Vogue: a fazer a cobertura do evento.

 

A inclusão do jovem filipino – cuja influência lhe valeu a “homenagem” de Marc Jacobs com o nome de uma mala – nesta restrita lista deve-se ao facto do seu blog homónimo  atingir os 215 mil visitantes únicos por dia. Mais 15 mil por dia, por exemplo, que as vendas mensais da Vogue britânica. Ou seja, todos os meses visitam o site de Bryanboy 6,5 milhões de utilizadores únicos, contra apenas 215 mil que compram a Vogue britânica. Afinal, pensará a Dolce & Gabbana, quem será mais influente?

 

Desde os 17 anos que Bryanboy actualiza o blog a partir do seu quarto em Manila, Filipinas. O blog tornou-se famoso pelos comentários, críticas e elogios do autor, mas também pela actualização ao minuto de tudo o que se passa no mundo da moda.

 

Por isso Domenico Dolce e Stefano Gabbana o convidaram – e ao seu portátil – para a ocasião. Porque sabem que a sua opinião chegará a milhões de potenciais consumidores antes de qualquer dos outros gurus pegar sequer no computador.

 

“O que se passa com a Dolce & Gabbana – e os bloggers na fila da frente – é que a marca se apercebeu que se não pode controlá-los, então tem que aprender a lidar com eles”, explicou ao Financial Times Scott Schuman, do blog Sartorialist.

 

O mesmo jornal cita também o director criativo da Burberry’s, Christopher Bailey: “É importante que os bloggers sejam respeitados. Têm uma forma muito articulada de expressar a sua opinião. A diferença entre os bloggers e os media tradicionais é que os primeiros estão a falar directamente com o consumidor final”, explicou.

 

Esta ascensão dos bloggers – ao nível da importância dos principais jornalistas da área – só surpreende quem andou longe da blogosfera e dos media tradicionais nos últimos dois anos.

 

É também para esta mudança que as agências de RP têm que estar preparadas. É que, como disse David Brain, em Lisboa, em Junho, o futuro do sector é uma terra de oportunidades. Há que saber aproveitá-las e reconhecer a importância dos blogs e das redes sociais para uma boa estratégia da Relações Públicas.

 


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