18 de Dezembro de 2009
Por José Manuel Costa

Barack Obama já chegou à Cimeira do Clima, em Copenhaga, mas o The Guardian garante que o discurso foi uma desilusão. Mais do mesmo, como disse aqui há uma semana.
 
A Cimeira está perto de terminar e o mesmo Guardian afirma que o texto final está “fraco”, por isso falemos das (boas surpresas) de Copenhaga, como a performance de Bjorn Lomborg. Surpresa, digo, para quem não conhece o genial autor dinamarquês. É certo que com alguma polémica, pois claro – como tivemos a possibilidade de assistir no último Green Festival.
 
Como se viu, em Setembro, em Lisboa, mesmo que se discorde com ele (e acreditem que há muitos que discordam, e veementemente) é impossível não ganhar alguma empatia pela forma como o autor dinamarquês constrói, expõe e argumenta o seu discurso.
 
Atenção: Lomborg não nega que o aquecimento global existe e que ele foi – e está a ser – provocado pelo homem. A questão é que, apesar de não ser contra a redução das emissões de CO2, ele explica que não é assim que se combatem as alterações climáticas.

 

Como explicou há dias o Jornal de Negócios, Lomborg “critica o eco-fanatismo e o pânico alarmista causado por verdades inconvenientes como as de [Al] Gore, que nos fazem esquecer problemas mais importantes como a fome, a pobreza e as doenças”.
 
Recentemente, Lomborg revelou à Bloomberg que Copenhaga se preparava para repetir as estratégias falhadas nas duas cimeiras anteriores do clima, a do Rio e a de Quioto. “Em 1992 prometeram cortar as emissões de CO2 e não fizeram nada. Em 1997 prometeram cortar ainda mais as emissões de CO2 e voltaram a não fazer nada. Devíamos optar por algo politicamente viável e economicamente mais inteligente”, disse na entrevista.

 

Esta semana, Lomborg foi uma das estrelas da Cimeira de Copenhaga. Deu entrevistas, participou em inúmeros debates – infelizmente, não voltou a reencontrar Al Gore, por vontade deste último. Esteve, por exemplo, num debate organizado pela CNN e YouTube e patrocinado pela Siemens. Pode assistir ao debate aqui.
 
E assim se passaram duas semanas em Copenhaga. Com muitas dúvidas, sessões abandonadas temporariamente e muito desânimo entrelaçado por pequenos picos de entusiasmo. Hoje chegou Barack Obama e, para o bem ou para o mal, tudo ficará definido.
 
PS: Como já aqui referi, o Green Festival volta a 10 de Setembro de 2010. Certamente que não iremos trazer novamente Bjorn Lomborg ou Gro Harlem Brundtland,  mas outras surpresas estão reservadas para o festival da sustentabilidade. A seu tempo as anunciaremos.
 


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