10 de Fevereiro de 2010
Por José Manuel Costa

Esta semana temos o prazer de acolher a Edilaine e Michele, duas profissionais da Edelman Brasil que terão a oportunidade de perceber a dinâmica dos projectos que o Grupo GCI trabalha na área da sustentabilidade e responsabilidade social e ambiental – e tirar dúvidas, perguntar, perceber qual o papel dos stakeholders, saber mais sobre os nossos case studies e formas de trabalhar.

 

É sempre importante partilhar experiências e sei que também os profissionais do Grupo GCI vão ganhar com esta visita. As dúvidas das nossas colegas brasileiras vão obrigar-nos a continuar a melhorar os nossos projectos.

 

E sim, vamos exportar para o Brasil projectos na área da sustentabilidade. A seu tempo irei revelar mais sobre este assunto, mas reconheço que sabe bem ver como outros mercados avançam para ideias desenvolvidas de raiz pelo Grupo GCI – mas que envolvem toda uma panóplia de empresas e instituições, Governo e ONG.

 

A presença em Portugal da Edilaine e Michele levou-me de volta à ideia que tenho aqui desenvolvido nas últimas duas semanas: a do triângulo Angola/Brasil/Portugal. Mas agora com novos dados.

 

Assim, e segundo explicou ontem o Financial Times, o Brasil está a “acelerar” o seu investimento em África, que é como quem diz, na Nigéria, Angola, Argélia e África do Sul.

 

Diz o FT que, nos últimos sete anos, o investimento das empresas brasileiras em África é modesto: apenas 7,2 mil milhões de euros. Mas nos próximos anos ele irá subir em flecha.

 

Entre Setembro de 2008 e Setembro de 2009, por outro lado, as trocas comerciais entre Angola e o Brasil perfizeram os 3,1 mil milhões de euros. Este número, segundo o FT, vai explodir nos próximos anos.

 

“O clima mais quente (resultante das alterações climáticas) poderá reduzir a quantidade de terra cultivável no Brasil. Assim, os produtores de comida e etanol estão [cada vez] mais interessados em expandirem-se para África, especialmente para países como Angola, onde a terra é abundante”, escreve Richard Lapper no FT.

 

O Brasil está a posicionar-se como o principal parceiro dos países africanos no que toca à procura de energia e segurança dos alimentos. “África é o futuro dos recursos naturais do mundo, juntamente com a América do Sul”, explicou por sua vez Roger Agnelli, presidente e CEO da Vale (a antiga Companhia Vale do Rio Doce).

 

Se o Brasil tem interesses muito fortes em países como Nigéria, África do Sul, Argélia e Angola, este último é, naturalmente, um mercado linguística e culturalmente mais chegado. O papel das empresas portuguesas também poderá ser aqui importante. Veremos o que nos reserva o futuro.
 


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