24 de Fevereiro de 2010
Por José Manuel Costa

Acabar com a obesidade nos Estados Unidos é o grande desafio para 2010 da Primeira Dama norte-americana, Michelle Obama. É uma árdua mas importantíssima tarefa. Atrevo-me a dizer que esta missão está ao nível, em termos de dificuldade, da do próprio Barack Obama. Será?

 

Esta “guerra” à obesidade infantil levou ao lançamento de uma campanha – “Let’s Move” – cujo objectivo, segundo a senhora Obama, é “eliminar numa geração o problema de obesidade infantil”. “Não temos tempo a perder”, disse ao USA Today.

 

A Primeira-Dama norte-americana lançou o debate afirmando que a obesidade é não só uma das principais ameaças à saúde, mas também à economia. Isto anda tudo ligado, como diria Sérgio Godinho.

 

“Uma criança em cada três tem peso a mais ou é obesa. Gastamos 150 mil milhões de dólares por ano para tratar doenças ligadas à obesidade, portanto sabemos que é  um problema com implicações importantes”, continuou Obama à ABC.

 

Este valor – 110 mil milhões de euros – é impressionante. Mas as estatísticas norte-americanas, certamente sem paralelo a nível mundial, também o são: 32% das crianças e adolescentes têm peso a mais, e quase 20% das crianças dos 6 aos 11 anos e 18% dos jovens entre os 12 e os 19 anos são – mesmo – obesos.

 

Segundo Michelle Obama, o plano norte-americano para combater a obesidade passa por sensibilizar para este tema – e comprometer – as próprias cidades, escolas, super e hipermercados, pediatras, ONG, canais de televisão, sites infantis ou mesmo clubes desportivos.

 

As escolas públicas vão receber 18,5 milhões de euros para renovar as cozinhas e substituir fritadeiras por outros equipamentos – que não cozinhem apenas fritos. E também o departamento de Agricultura já anunciou que vai encorajar - leia-se, financiar - as escolas a criarem hortas comunitárias e escolares.

 

O nosso mundo tem coincidências destas: 2010 será também o ano inaugural do Nutrition Awards, como já referi aqui.

 

Com os Nutrition Awards, prémios que co-organizamos com a Associação Portuguesa dos Nutricionistas (APN), queremos sensibilizar, prevenir e ajudar a resolver problemas relacionados com a nutrição e que atingem já grande parte dos portugueses.

 

Contamos com o apoio, por exemplo, do Ministério da Saúde e do Ministério da Educação. Porque sabemos – como também o sabe Michelle Obama – que estes problemas têm que ser atacados logo no princípio.

 

Sáude Pública, Nutrição Clínica, Qualidade e Segurança Alimentar são alguns dos temas que propomos discutir com o lançamento dos Nutrition Awards. Porque também em Portugal os (vários) problemas relacionados com a alimentação e nutrição não passam despercebidos. Podem saber mais sobre esta iniciativa no próprio site do Nutrition Awards, no Twitter, Flickr ou no Facebook.


* O título foi “roubado” ao Le Journal Du Dimanche
 


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