17 de Março de 2010
Por José Manuel Costa

É apenas mais uma tendência da sustentabilidade. Que, diga-se de passagem, nem sequer terá ainda saído das fronteiras holandesas... mas de certeza que cá chegará.

 

Segundo o Financial Times, os gestores de algumas empresas – sobretudo holandesas, como já disse – irão passar a receber parte dos seus bónus de gestão em função das suas práticas relacionadas com a sustentabilidade. Não apenas as práticas relacionadas com o ambiente mas também com a satisfação ou segurança dos empregados.

 

Empresas como a DSM, TNT ou Akzo Nobel são percursoras desta nova forma de remunerar os seus executivos. “Há o risco de, se recompensarmos a performance pelo valor, acabarmos por pôr todos os ovos no mesmo cesto”, explicou o CEO da Akzo Nobel, Hans Wijers.

 

Wijers, que também é responsável pelo comité de remuneração da Royal Dutch Shell, diz que este sistema de remuneração tem como base o índex de sustentabilidade da empresa segundo o Dow Jones.

 

E, para além da sustentabilidade ambiental, também a segurança dos colaboradores será avaliada nas próximas avaliações de bónus da Akzo Nobel.

 

Um exemplo de como funciona este modelo: os gestores da Akzo Nobel recebem o bónus completo se a empresa estiver no top 3, entre 90 empresas, no tal ranking da Dow Jones. Caso a Akzo Nobel esteja em quarto ou quinto, o bónus será pago em acções da empresa.

 

Mas há outros modelos. Segundo o FT, tanto a DSM como a TNT rejeitaram utilizar o ranking de sustentabilidade da Dow Jones e optaram por adoptar um misto de ideias para medir aspectos como o grau de satisfação dos empregados e clientes, os níveis de utilização de energia e a redução de emissões de carbono.

 

A DSM, por exemplo, reduziu no último ano as emissões de carbono em 2%. Apesar da empresa ainda estar a “afinar” este método de remuneração por práticas sustentáveis, caso a empresa apenas reduza as emissões de carbono em 1 ou 1,5%, o mais certo é que o bónus dos seus executivos não seja pago.

 

Por outro lado, se a empresa reduzir entre 5 a 6% as suas emissões de carbono, os executivos receberão o seu prémio na íntegra.

 

“É muito importante tomar atenção a estas questões, porque há toda uma nova geração que vai viver aqui”, explicou ao FT Feike Sijbesma, CEO da DSM.

 

O tema da remuneração dos executivos não poderia estar mais actual. Em Portugal como noutros países, como os Estados Unidos. Se a isso juntarmos outro tema quente – o da sustentabilidade – temos matéria de sobra para que este tema rapidamente deixe as páginas do FT e se propague por outros media e redes sociais. Querem apostar?

 

Mais importante que isso é que, se este modelo se tornar “popular” entre as empresas, os executivos terão de passar a preocuparem-se – realmente – com as práticas sustentáveis das suas empresas. E não apenas tentarem mascararem-nas.
 


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