18 de Março de 2010
Por José Manuel Costa

A principal regra das PR é nunca mentir a uma jornalista. “Tudo o que temos é a nossa credibilidade e a partir do momento em que a perdemos deixamos de ser eficazes. Já “despedimos” clientes porque soubemos que eles nos mentiram”.

 

A frase pertence a Mike Sitrick, chairman & CEO da Sitrick and Company, uma das principais agências de PR norte-americanas especializadas em comunicação de crise.

 

Este é apenas um dos lemas de Sitrick. Mas há outro que também é muito importante. “Se [uma empresa] não contar a sua [versão da] história, alguém o irá fazer por ela”.

 

A partir de um perfil publicado pelo Financial Times, pode perceber-se que Sitrick deverá ser uma personagem fascinante. Segundo o FT, Sitrick queria ser jornalista mas foi nas Public Relations que começou, em 1969, tendo fundado a sua própria empresa em 1989.

 

É considerado o spin doctor dos spin doctors e defende que as PR são muito mais do que lidar com os jornais: “Pergunto [sempre] aos clientes: querem comunicar com quem? Os vossos clientes, os empregados ou os fornecedores?”

 

Apesar de ser sobretudo conhecido por ter como clientes algumas celebridades em apuros, 90% dos 18,2 milhões de euros de receitas da sua empresa vêm dos seus clientes corporativos.

 

“Gosto de dizer que os meus clientes vão desde o [bilionário] Thomas H. Lee até ao Tommy Lee (baterista dos Motley Crue e ex-marido de Pamela Anderson”.

 

É aqui que o jogo se torna mais interessante para Sitrick. “O lado de entretenimento da nossa actividade dá-nos uma vantagem que nenhuma outra empresa [com clientes] puramente [corporativos] poderá ter com os media mainstream… porque somos gatekeepers de algumas das maiores histórias”, explica.

 

Segundo Sitrick, os negócios chegam sempre por referências de outros e a empresa nem sequer tem uma brochura corporativa. E até dá um exemplo de como as PR podem ser muito mais importantes do que as pessoas pensam.

 

No ano passado, a Interstate Bakeries, que detém marcas com grande notoriedade nos EUA como a Twinkies e a Wonderbread, estava perto de recuperar de uma protecção de falência quando o Lehman Brothers faliu.

 

Sem dinheiro e sem futuro, a Interstate Bakerie recebeu uma chamada de Sitrick, que elaborou uma estratégia para contactar senadores e outros agentes públicos, que pressionaram os credores até o financiamento estar seguro. Com isto, Sitrick indirectamente ajudou a salvar 29 mil postos de trabalho.

 

“As pessoas não têm ideia do que as PR podem fazer”, conclui Sitrick. Nos Estados Unidos como em Portugal, acrescento eu. Só que na terra do Tio Sam tudo - ou quase tudo - se faz às claras.
 


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