23 de Março de 2010
Por José Manuel Costa

“Vive-se um clima de prosperidade em Angola. [O país] está hoje no sítio certo e na hora certa para se tornar um player mundial de relevo. Em todos os campos e, sobretudo, porque não está amarrado aos vícios fin-de-siècle das sociedades e economias ocidentais”.

 

A 8 de Fevereiro passado escrevi este texto, já com a certeza de que o lançamento da GCI Angola seria uma realidade para breve.

 

Hoje, a GCI Angola já é, efectivamente, uma realidade e chega na sequência de uma estratégia de cooperação entre os mercados português, angolano, brasileiro e outros PALOP. O tal triângulo Portugal/Angola/Brasil que falava há uns tempos por aqui – e a que agora acrescento os outros PALOP. As empresas portuguesas – e a consultoria em Public Relations não é excepção – têm neste triângulo (a puxar para o quadrado) uma boa oportunidade para desenvolver parcerias estratégicas, haja para isso vontade, disponibilidade e excelência nos produtos ou serviços disponibilizados.

 

O início de 2010 trouxe-nos outras novidades. Estamos a exportar para o Brasil projectos na área da sustentabilidade, uma das áreas em que, modéstia à parte, nos tornámos especialistas nos últimos anos. O projecto está a ser feito em conjunto com a nossa parceira Edelman que, como ainda ontem dizia a um jornalista, continua a ser a agência ideial para parceira internacional: é a maior agência de PR independente e, como há cinco anos, quando nos tornámos parceiros, continua a não ser uma agência de PR no sentido clássico.

 

Recordo também os recentes dados do Financial Times (e que já aqui publiquei), porque acho que ajudam a explicar a nossa escolha por estes dois mercados: o Brasil está a acelerar o seu investimento em África, sobretudo na Nigéria, Angola, Argélia e África do Sul. Diz o FT que, nos últimos sete anos, o investimento das empresas brasileiras em África é modesto – apenas 7,2 mil milhões de euros – mas nos próximos anos ele irá subir em flecha.

 

Esta é a verdade: o Brasil está a posicionar-se como um parceiro de referência dos países africanos e Portugal não pode ficar à margem deste movimento económico. Em relação a Angola, bom… pouco mais há a dizer. Os números do OGE (Orçamento Geral do Estado) angolano para 2010 dizem que os cortes na despesa vão chegar aos 6,4% - cerca de dois mil milhões de dólares – em relação a 2009 e as receitas deverão também aumentar mais de 20%.

 

Segundo o Banco Mundial, o país continuará quase imune à crise mundial e terá um dos maiores níveis de crescimento económico do mundo: 6,5% em 2010, acelerando até aos 8,0% em 2011. Isto apesar de ter sofrido uma pequena retracção de 0,9% em 2009

 

Remato este post como terminei outro que escrevi sobre Angola há dois meses: Angola tem um potencial económico, social e estratégico enorme, mas desengane-se quem lá vai à procura do El-Dorado, lucro fácil e de projectos de curto prazo.


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