24 de Março de 2010
Por José Manuel Costa

Theodore Roosevelt, Harry Truman, Dwight Eisenhower, JFK, Bill Clinton, Richard Nixon, Gerald Ford e George H. Bush. Todos eles tentaram alargar o acesso à saúde a todos os norte-americanos e todos eles falharam.

 

Também por isso, a vitória de Obama na reforma da saúde é histórica. “É a lei dos direitos cívicos do século XXI”, disse o congressista democrata Jim Clyburn, citado pelo Público.

 

Poucos minutos depois de assinar a lei da reforma do sistema de saúde, Obama dedicou o momento à sua mãe, que passou os últimos meses da sua vida a discutir com as seguradoras. “Não somos uma nação que faz as coisas que são fáceis. Somos uma nação que faz o que é difícil, o que é necessário, o que está certo”, referiu Obama, que voltou aos grandes discursos.

 

Obama, que utilizou 20 canetas diferentes para assinar o seu nome na nova lei – para que as pudesse oferecer como prenda de apreço a quem o ajudou a fazer passar a lei – pode agora finalmente evocar o seu slogan de campanha.

 

O que, aliás, fez imediatamente. “É a mudança a acontecer”, disse. Esta nova lei – que ainda dará muito que falar e vai seguir agora nos tribunais – irá levar cuidados médicos a 32 milhões de norte-americanos e vai custar 700 mil milhões de euros nos próximos dez anos.

 

Com ela, cerca de 95% da população norte-americana passará a ter acesso a cuidados médicos. Mas a nova lei vai muito mais longe. Haverá novos critérios de regulação da actividade dos prestadores, no sentido de proteger os doentes e controlar os custos, e uma série de apoios financeiros para as empresas ou profissionais liberais que não tiverem condições financeiras para suportar os custos das apólices, por exemplo.

 

Segundo o Público, há agora mais três grandes batalhas no congresso: a reforma da regulação do sistema financeiro, a reforma da lei da imigração e a Lei do Clima, que prevê a redução das emissões de carbono. Três grandes batalhas para Obama mas que, ou muito me engano ou não serão tão difíceis como esta.

 

PS: Como disse em Janeiro, Obama desiludiu-me, no discurso e nas propostas, na Cimeira do Clima, em Copenhaga. Pode ser que a aprovação da Lei da Reforma da Saúde lhe dê a inspiração necessária para emendar a mão neste tema.


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