5 de Abril de 2010
Por José Manuel Costa

Ao todo, serão cerca de 400 milhões de utilizadores em todo o mundo – 2 milhões destes em Portugal. Sim, estou a falar do vendaval Facebook, a rede social do momento e cuja ascensão no último ano, sobretudo fora dos Estados Unidos, é absolutamente fantástica.

 

Segundo o FT, o sucesso global do Facebook está mesmo a ameaçar vários outros social media europeus, sobretudo os mais localizados: Skyrock na França, StudiVZ na Alemanha, Hyves na Holanda ou Tuenti, em Espanha.

 

Aliás, basta avaliar os “danos” causados pelo Facebook, em Portugal, na popularidade do Hi5, para perceber o que estas redes sociais terão sofrido com a expansão e dominância global da rede norte-americana.

 

As estatísticas são claras: o Skyrock perdeu cerca de um terço da sua audiência para o Facebook, o alemão StudiVZ manteve o número de utilizadores, no último ano, enquanto que o FB triplicou e, em Espanha, a rede social norte-americana ultrapassou o Tuenti (tem agora 10, 5 milhões de utilizadores contra 6,8 milhões da rede espanhola).

 

Dos quatro, apenas o holandês Hyves mantém a liderança do mercado – 7,6 milhões contra 3,3 milhões do Facebook – apesar deste último ter triplicado o número de utilizadores na Holanda, enquanto que o Hyves apenas aumentou em 30% a sua base de fãs.

 

O que fazer, então, para combater o Facebook? Não combater. Ou melhor, diferenciar os serviços. “Os serviços de nicho têm muito valor no contexto local. Queremos construir uma rede social que todos em Espanha possam utilizar. Se nos estamos a focar em ter todos os seres humanos do planeta na nossa rede, a abordagem será muito diferente”, explicou ao FT Zarym Dentzel, um norte-americano que fundou o Tuenti há quatro anos.

 

Por exemplo, a rede social Hyves está a trabalhar com o banco holandês Rabobank para desenvolver um sistema de pagamento que possa ser utilizado a partir da rede.

 

"As redes sociais são tão conduzidas pela cultura e pela pessoa que há lugar para vários players", explicou o analista da Gartner Research, Jeffrey Mann.

 

A diferenciação, como sempre, fará a triagem entre as redes sociais que sobreviverão ao furacão Facebook. Sendo certo que o próprio Facebook terá de se manter atento para não ser, ele próprio, ultrapassado pela next big thing do mundo digital. O que, sejamos realistas, não será fácil.

 

Nos Estados Unidos, o Facebook ultrapassou já o Google em visitas, um sinal de que a Internet está a ficar mais “sociável” que “pesquisável”.

 

PS: Em Portugal, como referi, há 2 milhões de utilizadores do Facebook. Uma perguntinha: tirando algumas excepções, onde andam as marcas?


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