19 de Abril de 2010
Por José Manuel Costa

Todos os projectos têm princípio, meio e fim e só após completar estas três fases pode ser considerados: 1) bem sucedidos, 2) “così così” ou 3) um insucesso.

 

Ainda assim, tenho que admitir que mais de cem candidaturas na primeira edição dos Nutrition Awards é um número que conseguiu superar as nossas expectativas.

 

Mais de cem candidaturas – leia-se – que seguiram para o júri depois de devidamente avaliadas e auditadas.

 

O Grupo GCI e a Associação Portuguesa dos Nutricionistas (APN) lançaram os Nutrition Awards a 16 de Outubro – e os seis meses que se passaram desde então deram-me provas de que estes prémios não só fazem sentido para a sociedade portuguesa, como pegam num tema já faz parte – e finalmente –da actualidade mundial.

 

A luta de Michelle Obama para travar o crescimento da América XXL ou a forma inteligente como Jamie Olivier está a mudar os hábitos alimentares dos britânicos são apenas dois dos exemplos desta "nova" vaga pela alimentação equilibrada. 

 

Há dias, a presidente da APN, Alexandra Bento, explicava o porquê da realização do segundo Inquérito Alimentar Nacional. O primeiro – e até agora – único Inquérito Alimentar Nacional realizou-se na década de 80.

 

É importante avaliar as tendências e os padrões alimentares da população portuguesa de hoje. Alexandra Bento diz que os hábitos alimentares dos portugueses estão a mudar devido aos novos ritmos de vida. Eu diria que os hábitos alimentares de toda a população mundial estão a mudar a um ritmo alucinante.

 

Escrevia há dias Simon Kuper no Financial Times que os nossos bisavôs não reconheceriam a maior parte dos alimentos que comemos. Isto é verdade, mas não é um facto propriamente negativo. Provavelmente o mesmo teria acontecido com as gerações anteriores. Há, contudo, que perceber que o nosso estilo de vida alimentar não pode continuar por muito mais tempo.

 

A importância de um bom e tranquilo pequeno-almoço, a necessidade de passarmos a dosear a quantidade de comida que ingerimos nas nossas refeições (o ideal é fazermos cinco refeições por dia) ou a influência que praticar exercício físico tem na nossa saúde e bem-estar são algumas das informações que temos que “passar” para a sociedade e, sobretudo, para os mais jovens.

 

Voltando à entrevista de Alexandra Bento, o inquérito alimentar irá “estudar a associação entre consumos de alimentos da população portuguesa – por regiões, sexo, grupos etários e sócio-económicos – e analisar os factores de riso de doenças crónicas. Este inquérito será importante, à sua escala, para perceber e melhorar a nutrição dos portugueses.

 

É necessário reorientar a nossa política alimentar no caminho da alimentação sustentável. E se em Novembro dizia aqui que temas como a nutrição, a obesidade e alimentação sustentável não tiveram, nos últimos anos, o destaque que a sua importância global merecia, hoje sinto que algo mudou.

 

Como referi, a luta contra a obesidade saiu das fronteiras britânicas e alastrou, sobretudo, para os Estados Unidos, onde a Primeira-Dama Michelle Obama luta para travar o crescimento da América XXL (um norte-americano comerá o equivalente a 21 mil animais inteiros durante a sua vida...).

 

Como tenho abordado aqui em relação a temas como o das alterações climáticas, sustentabilidade e responsabilidade social – e individual – ambiental, também aqui tudo passa por uma questão de mundaça de mentalidades.

 

Os Nutrition Awards serão mais uma prova da nossa competência de agência de Public Relations em ser capaz de trazer para a ordem do dia temas importantes e relevantes da sociedade portuguesa. So far, so good.

 

Os prémios da nutrição sustentável aproximam-se da sua fase decisiva – a avaliação das candidaturas e a entrega dos prémios – e o rumo que o projecto tomou nos últimos seis meses deixa-me confiante quanto o futuro. Até Junho!


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