21 de Abril de 2010
Por José Manuel Costa

 

Aqui e ali, em blogs, jornais, no Twitter e no Facebook, vão-se reunindo histórias sobre os efeitos da cinza vulcânica do Eyjafjallajökull na dia-a-dia das pessoas.

 

Há de tudo um pouco: histórias tristes, outras engraçadas mas, sobretudo, dá-se primazia ao desespero de quem não consegue (e não conseguiu) voltar para casa.

 

Mistura-se a história do Governante ou do homem de negócios que ficou retido em algum ponto do Globo e que não pode voltar para o seu país com o anónimo que começou a ver o seu local de férias como um “inferno” – em vez do paraíso que, certamente, durante tantos dias foi.

 

Para além dos milhões de euros que a indústria aérea – e outras – terão perdido, o que fica destes quatro ou cinco dias é a imagem de um continente preso em si próprio, incapaz, por exemplo, de repor as prateleiras dos seus super e hipermercados. (a nossa dependência das viagens aéreas é alarmante. Não só do ponto de vista económico mas também do (in)sustentável).

 

Foram mais de 80 mil voos cancelados. A Business Week diz que estamos pouco preparados para o inesperado. Eu acho que por vezes perdemos a noção que o continente europeu não é assim tão pequeno. Há dois anos foi o sistema económico que ruiu, agora parte do sistema de transportes. O que mais virá aí?

 

Ainda assim – e em paralelo –, o que mais me chamou à atenção foi a forma como, uma vez mais, as redes sociais foram das grandes vencedoras do fenómeno nuvem-de-cinza-vulcância-do-Eyjafjallajökull. Twitter, Facebook, Flickr, YouTube… todos os segundos eram poucos para tanta informação disponibilizada.

 

Quem estava em casa podia ver no Flickr as fotos do vulcão ou procurar no YouTube as primeiras imagens; quem estava perdido – algures – num país distante poderá ter conseguido uma “boleia” para casa com as hashtags #getmehome #roadsharing ou #ashtag. Ou uma “free accommodation”.

 

Ou ter descoberto aquele hotel perto do aeroporto - e que até fez um desconto de 15% para quem tivesse tido voos cancelados devido à nuvem de cinza.

 

Tal como no recente debacle do Eurostar ou na tragédia da Madeira (para contextualizar com um acontecimento local), quando algo corre mal as pessoas viram-se para as redes sociais para obterem respostas, conseguirem ajuda ou simplesmente relatar o que lhe está a acontecer.

 

E esse imediatismo é um poder inacreditável. É todo um novo mundo que se abre, assim do nada, para o mundo da comunicação.

 

PS: A foto é do Examiner.com


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