1 de Maio de 2010
Por José Manuel Costa

Continuo a minha ronda pelos BRIC para falar de um tema que, estranhamente, nos passou um pouco ao lado, mas que está a ter um grande alarido aqui, na China.

 

Falo da cimeira UE/China, onde foi dado um passo muito importante para que a Conferência de Cancun, no final do ano, não seja um Copenhaga – parte 2.

 

“A China e a União Europeia apreciam os esforços comuns no combate às alterações climáticas e gostariam de realçar o apoio ao Acordo de Copenhaga e promover o consenso político atingido para este acordo”, disseram as duas partes em comunicado.

 

De resto, a própria China já tem um acordo idêntico com os Estados Unidos. Estes acordos, claro, são fundamentais para que Cancun 2010 não passe de um mera viagem de turismo. É preciso confiança (mais uma vez, a confiança…) nas relações. E as relações políticas e governamentais não fogem à regra.

 

Com este acordo, China e UE têm linha directa para tratar das questões do clima, sendo que este entendimento será, como é óbvio, muito importante para que Conferência de Cancun não passe da cepa torta.

 

Esta “linha directa” significará que ambas as partes irão discutir e fortalecer esta colaboração regularmente, conhecendo melhor os argumentos da outra parte.

 

Este ponto é muito importante. Terá sido este um dos problemas da última Conferência de Copenhaga. As partes não terão comunicado bem, chegaram à capital dinamarquesa com ambições diferentes, desconhecendo os argumentos e necessidades dos outros países. Como será em Cancun?

 

“Acredito que a China e a União Europeia já têm contactos muito chegados, mas este é o início de uma verdadeira parceria”, disse também o sempre diplomata José Manuel Durão Barroso. A verdade é que não podemos passar o resto do ano a lamentarmo-nos por causa do acordo não-vinculativo de Copenhaga. Há que seguir em frente e isso deveria ter sido assumido a partir do primeiro dia pós-Copenhaga.

 

Muito provavelmente, também não haverá acordo vinculativo em Cancun. Mas terá de haver um muito forte princípio de acordo. Talvez aí possamos pensar numa acordo climático global para o final de 2011, na África do Sul. Já não era nada, nada mau.

 

PS: É interessar analisar os ângulos de abordagem desta notícia, na Europa e na China. Enquanto que o China Daily preferiu realçar as palavras de Zhang Jianyu, que reduziu a importância do acordo e disse que era preciso acção e não diálogo, na Europa realçaram-se as palavras do presidente chinês, Wen Jiabao, que disse que a China queria assumir maiores responsabilidade internacionais.


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