6 de Maio de 2010
Por José Manuel Costa

Se, como tudo indica, David Cameron for eleito primeiro-ministro do Reino Unido, esta terá sido - entre outros - uma vitória dos jornais.

As eleições têm inúmeras particularidades, estatísticas e diferentes ângulos de análise – e não me vou alongar muito a falar do que realmente irá – previsivelmente – recolocar os conservadores no poder.

Para mim, o apoio dos jornais aos candidatos é das particularidades mais interessantes. Olhem, e até a Wikipedia tem um artigo só para isso!

Assim, dos 23 jornais e revistas britânicos analisados por este artigo da Wikipedia – que pode ser confirmado com as várias fontes de que se serviu, incluindo esta notícia da BBC –, apenas o Daily Star não declarou o seu apoio a nenhum partido ou candidato.

Ainda destes 23 meios analisados, quatro dizem que não apoiam ninguém – o Independent, o Independent on Sunday, o The People e a New Statesman.

David Cameron consegue o endorsement de 15 jornais ou revistas – ainda que alguns, como o Financial Times, Daily Express ou Daily Mail não o tenham expressado directamente.

Resta assim, a Gordon Brown, o apoio do Daily e Sunday Mirror – Nick Clegg é apoiado pelo altamente influente The Guardian e pelo “irmão” Observer.

Um cenário bastante diferente do português, já se sabe.

Depois de treze anos de Governo trabalhista, parece que vamos ter um conservador de volta ao poder. São muitos anos de desgaste e é normal esta necessidade que o povo britânico tem de mudança – e aqui até acredito que Nick Clegg pudesse ter aproveitado melhor esta situação, apesar da sua campanha ter sido apelidada de bastante boa, sobretudo, como se sabe, devido à grande prestação nos debates televisivos.

Conta o Público que Cameron andou os dois últimos dias de campanha numa maratona de visitas a mercados, lotas e quartéis de bombeiros, num esforço para convencer os indecisos, que serão cerca de um terço dos 45 milhões de eleitores.

Ah, afinal há coisas, nas eleições, que nunca mudam. Lá, como cá.


PS: Nas eleições – sentido lato – parece haver sempre alguém que recupera nas sondagens nos últimos dias de campanha mas que, eventualmente, nunca chega a ser suficiente. Desta vez a fava calhou a Gordon Brown…

PS2: O Brand Republic diz que, nesta fase final da campanha, os conservadores optaram pelo YouTube enquanto os trabalhistas preferiram o mobile e as redes sociais. A ler aqui.


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