10 de Maio de 2010
Por José Manuel Costa

Acabaram-se das maiorias absolutas? Não. Haverá cada vez menos maiorias absolutas? Acho que sim.

Se as eleições britânicas nos ensinaram alguma coisa – e certamente nos ensinaram várias… - essa coisa foi que estamos perante uma nova era (política e apolítica) de compromisso, em que as maiorias serão cada vez mais (ditas) relativas e menos absolutas, e onde os políticos de cores diferentes terão de chegar a consensos para poderem governar.

Votos de protesto, emergência de partidos políticos ou simplesmente o decalque eleitoral da crise económica que parece que não nos larga, todas estas razões contribuem para a divisão do eleitorado.

Não estou aqui a discutir se uma é melhor que a outra. Acredito que as melhorias absolutas são importantes para uma governação forte e estável – no entanto os países não podem desperdiçar meses e anos de possível crescimento económico e social em lutas pelo poder.

A estabilidade – hoje mais do que nunca – é essencial para o crescimento económico. A desconfiança gera maiorias relativas e o papel dos líderes políticos é encontrarem consensos entre eles.

Tal como nas empresas e outras organizações da sociedade, também os Governos têm de pensar primeiro no colectivo. A era do individualismo acabou, colapsada perante a queda dos mercados financeiros e o flop da economia global nos idos de 2008.

Sobre as eleições britânicas, disse aqui há quatro dias que os conservadores deveriam regressar ao poder. A surpresa aconteceu apenas na votação de Nick Clegg, que ainda assim deverá conseguir uma coligação com David Cameron. A seguir também atentamente nas próximas horas.

Desde 1974 que o país não vivia esta ansiedade política. “À falta de um claro vencedor, os políticos britânicos terão de fazer algo a que não estão habituados - um acordo com os partidos adversários”, explicou Jonathan Tonge ao Público. Ora, se não estão habituados, habituem-se.

Apesar da eventual boa vontade de Cameron e Clegg, a imprensa britânica já aponta para novas eleições para o curto prazo. Não vem nada a calhar, pois não?


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