11 de Maio de 2010
Por José Manuel Costa

Os últimos dois dias pareceram durar semanas. Domingo à noite, celebração do título do Benfica e primeiras e estratégicas informações de um apertar de cinto que há muito se previa mas que apenas os gritos de “SLB, SLB, SLB” tornaram públicos – e ajudaram a abafar.

Ontem, segunda-feira, um dia absolutamente atípico. Um misto de fim, continuação e princípio de festa – consoante os casos – misturado com prováveis aumentos de impostos e uma imensa confiança de que nada será igual nos próximos meses.

Hoje, chegou finalmente a Portugal o Papa Bento XVI.

 

Joseph Ratzinger tem em mãos um dos mais difíceis papados da História. Primeiro, porque sucedeu a um dos mais carismáticos Papas dos últimos séculos, João Paulo II. Em segundo lugar, porque não entrou com o pé direito, depois de alguns comentários sobre “fundamentalismo religioso” e que irritaram a comunidade muçulmana.

Finalmente, chegou o escândalo de pedofilia na Igreja católica e a revolta da importante e influente comunidade católica norte-americana, sobretudo pela actuação do actual Papa nos anos 80, quando terá ignorado a acusação de pedofilia de um sacerdote californiano, tendo mesmo desaconselhado que este fosse excomungado.

A visita de Bento XVI a Portugal será importante para nós, portugueses, percebermos em que estado se encontra a nossa própria fé. Acredito que o Terreiro do Paço encherá hoje, assim como Fátima e o Porto – mas mais importante será sentir o pulsar da população portuguesa e o interesse que esta terá na visita de Ratzinger. Será também interessante perceber a mensagem que Bento XVI dedicará ao povo português.

Uma última palavra para a forma como o Papa foi recebido pelo Estado laico português. Se não me choca o investimento que foi feito para receber o chefe de Estado do Vaticano e líder da Igreja Católica, não direi o mesmo em relação à tolerância de ponto dada para o dia 13.

O discurso do sacrifício para baixar o défice não liga com a benesse de menos um dia de produtividade (pública) nacional. Soa a discurso populista? Soa, sim senhor. Mas, mais do que nunca, esta é a altura para unanimidade nacional – e não para a divisão da sociedade.


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