19 de Maio de 2010
Por José Manuel Costa

Os CTT lançaram este mês uma campanha de reposicionamento – Consigo – onde revelam o seu novo território: a sustentabilidade e o ambiente. Os Correios de Portugal estão, assim, a preparar-se para a liberalização total do mercado postal, agendada para o último dia do 2010.

 

O spot publicitário adoptou as melhores práticas e foi filmado com carbono zero. Toda a lógica de produção foi adaptada: os 85 trabalhadores dos CTT que serviram de actores foram transportados para o local da filmagem em transportes públicos; a energia eléctrica foi produzida por 40 bicicletas; foi proibido o uso de transportes individuais a motor; e toda a água consumida foi local e captada no Alqueva. Aqui, os CTT promoveram a plantação de cem árvores como forma de compensar as deslocações da equipa de produção.

 

Leio no Menos Um Carro que a empresa vai também introduzir 300 bicicletas eléctricas na rota dos seus carteiros. É um número simbólico, é verdade, mas não deixa de ser uma boa ideia. Mais uma.

 

Segundo os CTT, mais do que um spot publicitário, o objectivo da campanha é envolver os vários stakeholders, sensibilizando-os e fazendo pedagogia dos valores e compromisso da instituição.

 

Como já tive oportunidade de referir neste blog - e citando de cor Richard Edelman - a diminuição da confiança nos últimos anos tem levado a que os esforços de reputação de marca e corporativos estejam mais alinhados. O que corresponde aos serviços das agências de Public Relations, uma vez que nós falamos com múltiplos stakeholders e não apenas com os consumidores.

 

Sendo assim, na minha óptica esta campanha só será bem sucedida se o seu público-alvo (também) puser em prática os objectivos a que aquela se propõe.

 

É uma boa ideia, sim, mas sem esta materialização dos compromissos de sustentabilidade, ela não passará de uma iniciativa… olha, como a de que ontem falei aqui – A Hora do Planeta: uma acção meritória mas inconsequente.

 

Ou seja, esta campanha não pode ficar por aqui. Os resultados deste apelo dos CTT aos seus stakeholders têm não só de ser acompanhados, como energizados e, a médio prazo, intensificados e melhorados. Mesmo que, para os consumidores, a mensagem tenha já passado.

 

Só assim os CTT garantem a própria sustentabilidade da sua excelente campanha.


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