25 de Maio de 2010
Por José Manuel Costa

José Mourinho faz sempre o que quer, quando quer. E nada (nunca) lhe parece correr mal, apesar de um ou outro contratempo na sua carreira.

Uma das suas melhores qualidades, claro, é a sua capacidade de motivar e comunicar. Para Mourinho, não há agendas. Ele é a agenda.

José Mourinho é consensual. Diz-se que é amado ou odiado, mas eu acredito que ninguém verdadeiramente o odeia. O ódio vem do medo de “apanhar” com uma equipa treinada pelo treinador português.

José Mourinho tem visão, percebe de futebol. E é imprevisível. O Guardian escrevia ontem que, quando todos esperariam a habitual arrogância quando suou o apito final no sábado, Mourinho reagiu com humildade.

Para Mourinho, tudo parece sempre correr bem. Falou do seu futuro (no Real Madrid) antes do jogo. Durante o jogo. No final do jogo. Tivesse perdido a final da Champions League e ter-lhe-iam cobrado essa arrogância. Mas José Mourinho parece que não sabe perder.

José Mourinho terá sido o primeiro treinador mundial a mudar a lógica de preponderância dos intervenientes do jogo: dos jogadores para o treinador. Não interessam os nomes. Quem joga por Mourinho, ganha.

Numa altura em que Portugal não aparenta sair tão cedo dos media internacionais – e pelas piores razões –  sabe bem ver a imagem de um português de sucesso nas bocas do mundo.

Mas isto, dito assim, é um lugar comum.

A 9 de Dezembro de 2009, quando o Inter estava em perigo de ser eliminado da Champions League (acabou por vencer 2-0), o treinador português reagiu com espanto ao ver, no final do jogo, uma equipa de reportagem da RTP no estádio San Siro.

“Até me espanta ver uma televisão portuguesa. Só se vos cheirava a esturro e cheirava-vos a possibilidade de sangue, mas o Inter continua na Champions”, disse então.

(recordem aqui o meu texto “Porque teimamos em destruir os símbolos nacionais”)

O que Mourinho revelou, então, perante a RTP, foi uma confiança e transparência absoluta. As mesmas confiança e transparência com que ganha inimigos a cada minuto que passa, mas que o tornam no “Especial” amado por muitos.

Acho que as empresas têm muito a aprender com a forma – estudada – como José Mourinho lida com os seus diferentes stakeholders.

Quem não se lembra, por exemplo, do recente elogio ao árbitro português Olegário Benquerença na véspera do (polémico) Inter-Barcelona?

Não será Mourinho, apenas e unicamente, a personificação de uma excelente estratégia de Public Relations – exteriorizada num caminho, quase único, de vitórias?


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