28 de Maio de 2010
Por José Manuel Costa

"Os banqueiros de Wall Street estavam confiantes demais. É o risco de todos os especialistas. É difícil controlar a confiança excessiva".

O problema do excesso de confiança... Segundo explicou Malcom Gladwell à Veja – numa entrevista que já tem uns mesinhos  – todos os especialistas estão sujeitos ao excesso de confiança. “É um dilema humano. Precisamos de criar uma cultura institucional capaz de reinar sobre a nossa confiança excessiva e nos forçar à humildade”.

Se tantas vezes falo aqui de confiança (normalmente falo da falta dela), hoje viro as agulhas para o excesso de confiança.

Numa entrevista apaixonante, o escritor diz que o excesso de confiança determinou, por exemplo, o futuro dos militares norte-americanos no Vietname e, mais recentemente, no Iraque. “O mesmo erro da confiança suprema”.

Na entrevista, Gladwell - que lançou no ano passado a compilação What the Dog Saw - diz que é um tradutor e que traduz ideias académicas para uma audiência de massas. E que os seus livros oferecem às pessoas uma forma de organizar as informações.

“Pense em Wall Street (…) Estavam afogados em informações. (…) Era, sem dúvida, a geração de financeiros mais bem informada da história. Mas não souberam organizá-la, dominar, controlar, entender o que isso tudo significava. É um problema da modernidade. Temos muita informação e pouco tempo para digeri-la”, explicou, na mesa da cozinha da sua casa nova-iorquina, ao jornalista André Petry.

É verdade. É um dos problemas da nossa geração, o excesso de informação. Mas, como em tudo, há que fazer escolhas. E é na assertividade destas escolhas que está escrito o nosso futuro. Enquanto pessoas e enquanto profissionais.

Finalmente, deixo para o fim a minha parte favorita da entrevista. Sobre os empresários de Silicon Valley, Gladwell diz que “têm uma confiança extraordinária na própria capacidade de causar impacto do mundo”. Sobre os de Wall Street, afirma que têm uma visão do mundo de uma estreiteza notável, como se olhassem do lado errado do telescópio”.

Os jornalistas são curiosos, os universitários não sabem o quanto não sabem e os cientistas são perseverantes, disciplinados e pacientes.

Podem ler a entrevista aqui.


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