1 de Junho de 2010
Por José Manuel Costa

A dez dias do início do Mundial 2010, a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) continua a cometer erros na abordagem a um dos eventos mais importantes do Mundo. Mundial após mundial, europeu após europeu, há sempre alguma coisa que não funciona bem.

 

Este ano, esta tendência confirmou-se. Um exemplo: há uma semana, a pedido da Câmara da Covilhã, a FPF realizou um treino extra para que milhares de fãs da selecção pudessem ver os craques portugueses em acção. Este treino tinha tudo para não dar certo. E, de facto, os jogadores – ou o treinador – foram apupados no fim do treino.

 

Porquê? Em primeiro lugar, porque o treino durou 40 minutos e não passou de uma sessão de futvólei. Em segundo, porque apesar do estádio ter capacidade para 12 mil lugares, apenas cerca de cinco mil bilhetes foram disponibilizados.

 

O que falhou aqui? A comunicação. A FPF deveria ter avisado que 1) o treino realizar-se-ia em situação excepcional, para não defraudar os milhares de adeptos da selecção, e que não duraria nem uma hora. 2) que apenas seriam distribuídos cinco mil bilhetes (e porquê).

 

Esta antecipação teria poupado os injustos apupos aos jogadores – afinal, os menos culpados de toda esta situação – e o consequente clima tenso para o jogo do dia seguinte, contra Cabo Verde.

 

Mas há mais. Em 2004, 2006 e 2008, Luiz Felipe Scolari consegui unir toda uma nação no apoio à Selecção Nacional. Terá sido através desta sua conhecida faceta – a de motivador – que conseguiu levar a Selecção a alguns dos melhores resultados internacionais de sempre.

 

Carlos Queiroz não consegue sair dos lugares comuns comunicacionais que, diga-se de passagem, há alguns anos o acompanham. Se Scolari conseguia pôr todos – jogadores e portugueses – do seu lado, Queiroz não o consegue. Nem tão pouco tenta.

 

O treinador campeão do mundo de juniores em 1989 e 1991 nunca conseguiu afastar o fantasma de Scolari, amado pelos jogadores e pela grande maioria dos portugueses. E tornou-se vítima desta incapacidade.

 

Hoje, os jogadores estão longe e desunidos – o facto de terem sido pré-convocados 51 futebolistas terá alguma coisa a ver com isto – e os portugueses descrentes.

 

O que nos resta, então? O trabalho dos patrocinadores para moralizar esta nação. BES, Galp e Modelo destacam-se nas acções relacionadas com o Mundial. Sem estar a particularizar a estratégia de cada um, deixo uma pergunta no ar: concorde-se ou não com elas, o que seria da nossa força colectiva sem estas respectivas campanhas?

 

É interessante ver também como as campanhas se propagam pelas redes sociais, que têm sido utilizadas para exprimir os sentimentos portugueses – bons ou maus – em relação ao Mundial e a tudo o que gira à volta dele.

 

E agora, que comece o Mundial.


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