22 de Junho de 2010
Por José Manuel Costa

O Público noticiou há momentos que a pobreza é a maior das preocupações para os portugueses - e a velhice vem logo a seguir. Os dados foram revelados pelo Eurobarómetro, num estudo apresentado hoje pela Comissão Europeia e que incidiu sobre os impactos sociais da crise.

O inquérito foi realizado no mês passado – e, para ser sincero, de surpreendente não tem nada – e tem como pano de fundo o Ano Europeu de Combate à Pobreza e à Exclusão social e o compromisso que foi assumido pela UE, na semana passada, de retirar 20 milhões de europeus da pobreza e da exclusão social na próxima década.

Vamos então aos dados portugueses do Eurobarómetro: 91% dos inquiridos admitiu ter a percepção de que a pobreza terá aumentado muito ou aumentado ligeiramente no país nos último ano. Sem surpresa, só na Grécia surgiram valores superiores neste critério.

Paralelamente, 69% dos portugueses ouvidos assumiu ainda estar muito preocupado ou relativamente preocupado com a possibilidade do seu rendimento não lhe permitir viver uma velhice digna. Só os gregos e os romenos inquiridos se mostraram mais preocupados

Sobre este estudo deixo duas notas. A primeira prende-se com o compromisso dos dirigentes da UE. Bem sei que os tempos são de contenção financeira – mas por isso também são de crescentes dificuldades económicas para milhões e milhões de europeus. Tirar “apenas” 20 milhões da pobreza e da exclusão social na próxima década – sobretudo quando estamos a começá-la e numa altura em que a pobreza chegou já à classe média – parece-me um objectivo pouco ambicioso.

A segunda nota incide sobre os resultados do estudo. Como disse, não me surpreendem. Aliás, no último ano o Grupo GCI desenvolveu e lançou dois projectos relacionados com estes temas: o da pobreza e, indirectamente, o da velhice, abordado do ponto de vista da solidão.

Em relação ao primeiro, recordo que o Green Project Awards 2010 é dedicado ao Ano Europeu de Combate à Pobreza e à Exclusão Social – e, paralelamente, ao Ano Internacional da Biodiversidade.

No que toca ao tema da velhice, este será em breve – e quando conjugado, sobretudo, com a questão da crise financeira – muito importante para as sociedades. Diria mesmo explosivo.

O conceito de responsabilidade social Tempo Para Dar, que o Grupo GCI criou e desenvolveu para a Delta, já percebeu a importância do combate à solidão entre os idosos. A seu tempo, estou convicto que outros projectos, tanto na área da luta contra a pobreza como relacionados com a velhice – e bem que sabemos que esta Europa não caminha para nova – virão.

E quando eles chegarem, este ideal de Evolução e Liderança que previ para o sector das Public Relations fará cada vez mais sentido.


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