28 de Junho de 2010
Por José Manuel Costa

Há uma semana, Carlos Carvalhal explicou na RTPN que a mediana performance das equipas europeias neste mundial de futebol se poderia ficar a dever, entre outras causas, à crise económica que assola o Velho Continente.

Atenção: o ex-treinador do Sporting falava antes mesmo da eliminação da França, Itália, Grécia, Sérvia, Suíça ou Dinamarca. Ou da Inglaterra.

Também na semana passada, o site do Expresso foi mais longe e publicou um texto onde dizia que o futebol reflecte “muitas vezes a realidade”. “O Mundial de futebol não é excepção: as grandes equipas europeias parecem tímidas, confusas e hesitantes, como os seus Governos”.

O texto alertava para o facto de, também no futebol, estarmos a ficar um Velho Continente – tal como na política, na economia e sociedade.

Ainda o Expresso: “A cacofonia a que nos habituaram as reuniões de Bruxelas, de repente, propagou-se, como farsa, aos campos de futebol da África do Sul. As velhas potências parecem ter perdido as certezas. O núcleo dos países fundadores é severamente posto à prova”.

A analogia é fácil de fazer. Naquele que, seguramente, é o pior momento de sempre da Europa a 27 – ou a 25, 15 ou 12 – a hegemonia futebolística europeia sofre um pesado tombo. E não deixa de ter alguma graça os abundantes exemplos de como o futebol imita a economia.

A ver: a veterana Itália incapaz de colocar sangue novo na selecção; uma França conflituosa e cujo comportamento criou um problema ao próprio Sarkozy; Grécia e Suíça a jogar na defensiva, pelo seguro, a preferir perder por poucos do que tentar a vitória; uma Dinamarca arrogante e incapaz de prever o perigo nipónico.

 

Ainda assim, devemos parar para reflectir. Esta Europa - que como dizia o Expresso, não aumenta a sua população, não cria e assume riscos, cuja economia e emprego estão “paralisados por regras anacrónicas” e que tem tendência para o imobilismo para não perder regalias e privilégios - vai ter mesmo que mudar.  

Afinal, até pode ser que o debacle Mundial funcione como um elixir para abrir os olhos da população europeia.

Quanto à prestação portuguesa no Mundial – e se nos regularmos pelas nossas congéneres europeias – podemos afirmar que está a ser positiva. Mas não basta. Afinal, é nos momentos de superação que se alcançam as mais-valias, sejam elas económicas, estratégicas ou, como neste caso, futebolísticas. Contra a Espanha, vamos fazer História?


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