22 de Julho de 2010
Por José Manuel Costa

Alemanha, França e Reino Unido querem um corte mais profundo nas emissões de carbono dos países da União Europeia.

 

Na edição de sexta-feira do Financial Times, os responsáveis pela pasta do ambiente e alterações climáticas dos respectivos países apelaram a um aumento de 20 para 30% no corte das emissões de CO2 até 2020, tendo como base os níveis de 1990. O artigo de opinião de Huhne, Rottgen e Borloo provocou um mini-ciclone na Europa, com direito a resposta imediata – e crítica – de alguns responsáveis empresariais.

 

Ontem, porém, e no mesmo Financial Times, um grupo de CEOs e presidentes de 27 multinacionais defendeu o apelo de Alemanha, França e Reino Unido, pedindo aos restantes países da União Europeia para apoiar esta proposta.

 

"A vantagem competitiva futura da União Europeia passa por encorajar os seus negócios a ajudarem a mudança transformacional que irá ocorrer na economia mundial nas próximas décadas, não esconder-se dela", escreveram os gestores.

 

"Se nos ficarmos por um corte de 20% é provável que a Europa perca a corrida por um mundo de baixo carbono para países como a China, Japão ou os Estados Unidos – que estão todos a criar um ambiente mais atractivo para investimento de baixo carbono”, tinham defendido os três ministros.

 

Polónia e Itália são dois dos países mais renitentes a esta hipótese. Para Portugal, porém, esta nova meta poderá ser benéfica. Já no domingo, uma fonte oficial do ministério do Ambiente tinha dito ao Diário Económico que o Governo português acreditava que um corte nas emissões de carbono de 20 para 30% até 2020 “servia os interesses de Portugal”.

 

"[Uma meta mais ambiciosa] poderá estimular a economia no curto prazo e defendê-la no longo prazo contra a ameaça climática”, disse a mesma fonte. “Portugal ganharia com um nível de exigência mais elevado em toda a União Europeia”.

 

"Se pensarmos no exemplo das energias renováveis, é fácil entender que uma meta europeia de 30% para a redução de emissões até 2020 significa maior procura de equipamentos de geração eléctrica a partir de fontes renováveis”, continuou fonte oficial.

 

Esta é mais uma prova de que o futuro empresarial passa pela sustentabilidade.

 

PS: A proposta conjunta de Berlim, Londres e Paris apanhou de surpresa os responsáveis europeus – sobretudo os gestores empresariais. O meio utilizado para a dar a conhecer, o Financial Times, também foi o mais adequado. Uma excelente estratégia franco-germânico-britânica.


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