26 de Julho de 2010
Por José Manuel Costa

“A arquitectura é o esforço colectivo de remodelaremos continuamente a superfície do planeta para que as nossas cidades e os nossos edifícios sirvam melhor a forma como queremos viver”.

 

As palavras pertencem a Bjarke Ingels, arquitecto dinamarquês que foi responsável, por exemplo, pelo pavilhão da Dinamarca na Expo 2010 e foram proferidas durante o último Zeitgeist Europa.

 

No seu discurso, o dinamarquês diz que quer deixar de lado a ideia do arquitecto rebelde – e radical – que luta contra o sistema. “Em vez de revolução estamos a falar de evolução, da ideia de que as nossas cidades e edifícios evoluem ao adicionar características e apontamentos do mundo exterior”.

 

Em vez da atitude “less is more”, o arquitecto defende a ideia “yes is more”, ou seja, ao dizer “sim” a todas as preocupações e desafios da sociedade estamos a criar cidades mais diversas e interessantes para viver.

 

Engraçado. “Yes is More” é também o nome de um livro, manifesto arquitectónico e exposição que o arquitecto dinamarquês tem desenvolvido nos últimos anos do seu trabalho.

 

O seu conceito passa pela arquitectura hedonística e responde à questão: que papel podem os arquitectos e arquitectura ter na crescente preocupação pela sustentabilidade?

 

Para estabelecer uma respostas, o arquitecto explica que a sustentabilidade é muitas vezes entendida como algo que nos vai dar menos prazer do que o pressuposto – e estilo de vida – anterior.

 

“A sustentabilidade é muitas vezes entendida como uma espécie de ideia neo-protestante de que tem que haver dor para fazer o bem. Aquela noção, por exemplo, de que não podemos demorar muito tempo a tomar banho porque faz mal ao ambiente”, explica.

 

“Isso faz com que todos tenhamos a ideia de que a vida sustentável é menos divertida que a vida normal”.

O objectivo da arquitectura sustentável hedonística é melhorar a qualidade de vida das pessoas. E é isso que deverá estar sempre em cima da mesa. Yes is More? Sim, eu acredito.

 

PS: Vale a pena assistir à apresentação de Ingels, sobretudo a parte onde o arquitecto compara Copenhaga a Xangai (dos 4 aos 16 minutos). Ou quando explica a forma como transformou um simples bloco de apartamentos no Monte Evereste!

 

 


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