16 de Agosto de 2010
Por José Manuel Costa

Já se passou quase uma semana, mas não posso deixar de mencionar este tema. Depois do Financial Times, foi a vez do The New York Times dedicar um artigo à “revolução verde portuguesa”.

Enquanto o artigo do Financial Times tinha sido, implicitamente, elogioso para a estratégia portuguesa nas Energias Renováveis, o do The New York Times é, para além de mais completo e denso, sobretudo virado para a análise técnica e sociológica da renovação energética portuguesa.

Escrito por Elisabeth Rosenthal, o artigo faz uma permanente analogia entre a transformação energética portuguesa e a necessidade futura norte-americana em fazê-lo.

O artigo destaca que quase 45% da electricidade produzida em Portugal tem origem em fontes limpas de energia e que, em 2011, Portugal pode tornar-se no primeiro país com uma rede de postos de abastecimento para carros eléctricos. É verdade.

E, citando Shinji Fujino, da Agência Internacional de Energia, diz que “até agora a aposta nas renováveis não pressionou as contas públicas do país”, o que não é despiciendo.

O artigo tem outros dados e informações relevantes: o desejo de Barack Obama em ter 20 a 25% da electricidade norte-americana produzida por fontes renováveis até 2025 (a estimativa da IHS é que Irlanda, Dinamarca e Inglaterra alcancem os 40% nesse ano) ou a legislação recentemente aprovada pelo Estado do Colorado, que determina que 30% de toda a sua energia terá de vir de fontes renováveis até 2020.

Aliás, em relação ao caso do Colorado, Elisabeth Rosenthal marca bem a comparação deste com os estados vizinhos do Kentucky e West Virgínia, que têm poucas políticas que encorajem o desenvolvimento de uma estratégia forte de energias renováveis.

Este será, de resto, um maiores empecilhos à reorganização energética norte-americana: a influência dos estados individuais nas políticas energéticas. Outros: uma rede eléctrica desajustada e anacrónica; uma dependência histórica dos combustíveis fósseis, especialmente do carvão; e a oposição da poderosa indústria do petróleo e do carvão.  

É grande o desafio energético norte-americano. Mas não deixa de ser um grande tema para Obama colocar na agenda norte-americana no seu segundo e último mandato.


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