20 de Agosto de 2010
Por José Manuel Costa

Não sei se o Twitter Tales continuará por cá dentro de um ano, mas reconheço-lhe potencial (ainda que, a meu ver, lhe falte qualquer coisa para ser 100% bem sucedido)

Tal como o Facebook Stories, lançado há umas semanas, o Twitter Tales tem tudo a ver com partilha de experiências, aproximar as pessoas e países e unir a comunidade em torno… de uma boa história.

É, na realidade, uma extensão normal da marca e do serviço já prestado pelo Twitter, que reflecte de uma forma bastante simples todo o poder que esta rede social dá e transporta para as chamadas pessoas anónimas.

Entre as primeiras “estórias” contadas no Twitter Tales realço a do @Caltrain, uma conta comunitária criada para contribuir com informações - em tempo real - sobre os atrasos e outros avisos da Caltrain, uma linha ferroviária de São Francisco e Silicon Valley.

Como escreve o Menos Um Carro, é uma espécie de serviço ao público prestado pelo Twitter – através dos seus utilizadores e passageiros da Caltrain – a toda a comunidade.

“Este tipo de sistema baseia-se na participação e na honestidade. As actualizações da informação apenas serão boas se tiverem relevância e veracidade”, explica o perfil twitteriano do Caltrain.

 

Esta visão reflecte não só o Twitter como as próprias redes sociais e a (nova) sociedade em geral. Transparência, honestidade, participação, comunidade e tempo real são as palavras-chave (ou, como dizia há dias o presidente do Google, Eric Schmidt, apagar o passado na web só se se mudar de nome).


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1 comentário:
De Maria Camacho a 23 de Agosto de 2010 às 13:14

Utilizadora assídua do facebook, e amadurecida numa era onde a web está quase intrínseca à sobrevivência (pelos menos da maneira que a reconheço), não deixo de estranhar tamanha intimidade com a "maravilhas" das redes sociais.

Sem querer soar demasiado retrógrada ou demagoga, “não temos tempo para perder”com as histórias daqueles que nos rodeiam, contudo desperta-nos o interesse o que, os que estão longe nos têm para contar. Poderia arriscar que queremos saber as "estórias" dos que nada nos podem cobrar ou pedir. Resumindo o pensamento, a distância física parece dar-nos algum conforto, dentro da nossa moderna curiosidade.

Entrámos num território pantanoso, onde a linha entre o esplendor de hoje e o “cinzento” do amanhã se torna cada vez mais ténue. “Transparência, honestidade, participação, comunidade e tempo real são as palavras-chave” duma era onde “não podemos perder muito tempo” com quase nada.

Dito isto, contemplo diariamente as maravilhas das redes sociais. Valorizando as portas que me abrem, o tempo que me poupam, a informação e até o conhecimento que me oferecem mesmo antes de pensar que poderia dares-lhe uso ou valor. Mas contemplo também, o facto de não cair em exageros. "Exagero". Será esta uma das palavras chaves que tendemos a ignorar?

MC


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