23 de Setembro de 2010
Por José Manuel Costa

“Em termos de concepção temos três mercados que são realmente estruturantes, que é o Brasil, Angola e Espanha. E depois temos um grande mercado de exportação, os Estados Unidos”.

 

Basílio Horta, presidente da AICEP, respondia assim ao director do Diário Económico, António Costa, sobre a “necessidade de clarificação e uma definição dos mercados de aposta”.

Ficou a clarificação e a certeza de que estes três mercados continuam a ser fundamentais para as empresas portuguesas – ao contrário do que, por vezes, ouvimos, vemos, lemos ou nos dizem.

 

Sobre Angola, chamou-me também a atenção a sua participação na Cimeira 2010 sobre a energia, que se está hoje a realizar em Washington sob o lema da “Protecção das Necessidades Energéticas Mundiais através de uma Combinação de Combustíveis Tradicionais e Alternativos”.

 

Bom, o que me chamou a atenção não foi a participação angolana nesta importante cimeira, foi sim a frase dita pelo presidente da Chevron para África, Ali Moshiri, durante o evento de boas-vindas organizado pela Câmara de Comércio EUA/Angola, ontem à noite.

 

“Acredito que, entre cinco a dez anos, Angola será uma das mais potentes economias em África”.

 

É uma declaração interessante e que só reforça a importância do mercado angolano para as empresas portuguesas – e como parte de um triângulo Portugal/Angola/Brasil, um dos mais importantes desígnios estratégicos para as empresas portuguesas dos últimos anos.

 

Basílio Horta está a ser coerente. Há três meses, o presidente da AICEP ia mais longe e dizia que Portugal tinha cada vez mais que “assumir o papel de plataforma” entre os países de língua portuguesa e a China, “especialmente entre a China, o Brasil e Angola”.

 

Não me parece que o cenário tenha mudado desde então. As estratégias não se mudam do dia para a noite e, se é bem certo que Angola não é o El Dorado que alguns dizem, não é menos verdade que deve continuar a ser uma prioridade dos empresários portugueses.

 

PS: Que fique claro que os projectos de curto prazo e lucro fácil não existem. Em Portugal, Angola ou qualquer outro país do nosso radar de negócios.


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