4 de Outubro de 2010
Por José Manuel Costa

Desta vez, as sondagens do Datafolha não desiludiram e confirmaram as últimas tendências: o crescimento de Marina Silva nas votações era mesmo real e isso acabou por impedir a eleição de Dilma Rousseff à primeira volta. E dividiu o Brasil.


Agora, a chave da escolha do novo presidente brasileiro está em Marina. Com 19,3% do eleitorado do seu lado, Marina pode juntar-se a José Serra (que obteve 33,1%) para derrotar Dilma (que se ficou pelos 46,8%). Seria um golpe de teatro difícil de acreditar há poucos dias.

 

“[Marina] foi a grande vencedora da noite, sem sombra de dúvida”, explicou o analista da Folha de São Paulo, Renato Lo Prete, citado pelo Público.

 

Agora, Dilma tem um “problema” a resolver. A candidata do PT tem uma "péssima relação" com Marina, segundo Lo Prete, mas esta última é essencial para a tão almejada vitória do PT na segunda volta.


Para já, o discurso de “vitória” de Marina Silva não foi conclusivo. Ou melhor, foi conclusivo, daí a ex-ministra do Meio Ambiente do Governo Lula ter-se recusado a optar entre uma e outro.

 

“O partido vai ter de fazer uma discussão nas suas instâncias, por respeito a quem fez aliança connosco. Estimular uma espécie de plenário com os núcleo vivos da sociedade que nos apoiaram. Mas o mais importante é que já contribuímos para que o Brasil tivesse uma segunda volta”, explicou Marina ontem à noite, citada também pelo Público.

 

O que nos pode dizer esta declaração? Que poderá não passar por Marina a escolha sobre quem apoiar na segunda volta. Aliás, dentro do PV há quem já tenha ontem dito que se deveria apoiar José Serra. Como descalçará Lula esta bota?

 

De acordo com a Globo, a decisão sobre quem irá o PV apoiar será tomada por um grupo de 21 pessoas, criado para discutir a campanha de Marina.

 

Destes 21, dez pessoas foram indicadas pelo Partido Verde e outras dez por Marina. Quem desempatará é o presidente do PV, José França Penna, que já disse que iria apoiar José Serra.

 

Em 2006, o Partido Verde brasileiro conseguiu 3,6%. Este aumento de 16% só poderá revelar duas coisas: em primeiro lugar, o grande carisma e carinho que Marina Silva goza entre os brasileiros; em segundo, que a aposta na sustentabilidade faz mesmo a diferença. Isto apesar de tudo o que o PT – e Lula da Silva – tem feito para o crescimento económico e social do Brasil.

 

Uma última nota: de acordo com os analistas, enquanto as sondagens davam a maioria absoluta a Dilma, Marina Silva ganhava cada vez mais apoiantes nas ruas. Será este eleitorado que irá determinar, dentro de um mês, quem governará o Brasil nos próximos anos.




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