20 de Outubro de 2010
Por José Manuel Costa

Sexta-feira, 15 de Outubro. Angola pára para ouvir o discurso de José Eduardo dos Santos sobre o Estado na Nação. Um discurso pragmático, virado para o futuro e cheio de prosperidade. Ao fim e ao cabo, um retrato da Angola actual.

 

Sugiro a leitura, ponto do ponto, do discurso. Vale a pena.

 

Sobre o discurso, em primeiro lugar gostaria de realçar a quantidade de vezes que o presidente angolano cita a melhoria da qualidade de vida do povo angolano e o seu bem-estar como dois dos grandes objectivos para os próximos tempos.

 

O desenvolvimento sustentado, os programas sociais, o desenvolvimento rural e o combate à pobreza e à fome são outros dos desafios que se colocam hoje, segundo Eduardo dos Santos, a Angola.

 

Duas notas: a primeira sobre a linha de crédito de 350 milhões de euros de promoção ao micro-crédito para pequenos e médios agricultores – para apoiar a agricultura familiar e a população camponesa desfavorecida.

 

Uma segunda nota para o Inquérito Integrado sobre o Bem-Estar da População, cujos resultados (alguns) são bem visíveis da evolução do País em áreas como a saúde, educação ou rede de transportes.

 

Eduardo dos Santos diz que um sector em que a situação continua complicada é o da habitação. “Neste domínio temos que fazer um grande esforço, eu diria um esforço gigantesco para revertermos a actual situação”, explicou.

 

Angola pode aproveitar este esforço para promover a sustentabilidade de raiz, como já aqui afirmei. Construir cidades sustentáveis ou investir em competências ligadas às renováveis.

 

O que, aliás, já acontece com o projecto LNG. “O projecto LNG vai já atender às mais modernas exigências de respeito pelo ambiente, no quadro de uma política mais geral que obriga a que todos os projectos actuais e futuros se cinjam às normas superiormente definidas para a protecção ambiental, como deverá ocorrer em relação à preservação e protecção da floresta equatorial do Maiombe”, refere José Eduardo dos Santos.

 

Em relação às perspectivas económicas, Angola espera um crescimento de 4,5% em 2010 mas, “graças aos esforços que serão feitos no próximo ano para a retoma dos investimentos públicos e privados”, este número subirá para os 8% em 2011.

 

Finalmente, destaco uma passagem do discurso do Presidente da República angolano e que remete para as parcerias estratégicas. Neste contexto, Portugal, Brasil, Estados Unidos e China são vistos como os países mais adequados para relacionamentos estratégicos, não só pelo actual momento do Mundo e pela necessidade urgente de reconstrução nacional mas também numa perspectiva mais ampla do projecto de desenvolvimento nacional e da projecção de Angola no plano internacional”.

 

E estas, como tenho referido aqui várias vezes, são muito boas notícias para Portugal e para as parcerias entre os nossos países.

 


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