3 de Novembro de 2010
Por José Manuel Costa

A continuidade. Esta deverá ser a realidade brasileira dos próximos quatro anos, de 1 de Janeiro de 2011 a 31 de Dezembro de 2013, o tempo que (pelo menos) passará Dilma Rousseff no Palácio do Planalto.

 

Erradicar a pobreza extrema será a primeira grande prioridade de Dilma. Começa bem, por isso. (Aliás, deixo já aqui a minha previsão de que Dilma Rousseff será uma grande presidente do Brasil.)

 

Se Dilma mantiver o rumo de Lula da Silva, deixará as pessoas felizes. Mas Dilma não é Lula, e não poderá comportar-se como ele.

 

Para ser bem sucedida, a futura presidente brasileira terá de ter um rumo próprio, mesmo que esse rumo não se distancie exageradamente do delineado por Lula da Silva. Aliás, o próprio Lula seguiu em parte um caminho iniciado por Fernando Henrique Cardoso.

 

Muitos dos actuais ministros, afirma a imprensa brasileira, poderão continuar nos cargos. Isso dará estabilidade ao País. Dilma disse também que tem interesse em aumentar a participação feminina, mas não através de quotas.

 

Lula da Silva já disse que não pretende interferir na gestão da sua sucessora – não disse, porém, que não o iria fazer. “Dilma é diferente de mim. Ela tem toda a capacidade para montar uma equipa preparada e coesa para o próximo governo, até porque ela conhece mais gente do que eu conhecia quando assumi o governo”.

 

Agora, o presidente brasileiro diz “rei morto, rei posto”, no entanto não foi isso a que assistimos na campanha eleitoral. Por tudo isso, acho difícil que Lula da Silva se desligue da governação, mesmo se não tiver sido pedida a sua opinião.

 

Uma boa notícia: Lula está de saída mas não perdeu o bom humor. “Eu já fui oposição e Governo muito tempo. Acho que fui eu quem perdeu mais eleições no País, mais até do que o [José] Serra”, explicou.

 

Há uma questão, porém, que Dilma não deve desprezar. Se existiu uma segunda volta foi porque Marina Silva obteve quase 20 milhões de votos. Não dá para ignorar este facto no próximo mandato presidencial e é preciso criar pontes que as unam. E todos sabemos que pontes podem ser essas…

 

Sobre a derrota parcial de Obama ontem à noite, é melhor ler aqui.

 

Para o presidente norte-americano, os resultados não devem ser recebidos de ânimo leve. Obama chegou há apenas dois anos à Casa Branca e os republicanos pouco oferecerem, desde então, aos eleitores. O que fica? A rejeição das políticas do presidente norte-americano.

 

Mas apetece perguntar: onde estavam estes republicados e os Tea Parties durante os oito anos de George W. Bush na presidência dos EUA?


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