5 de Novembro de 2010
Por José Manuel Costa

Encurralado pela votação das últimas midterm, Barack Obama já começou a ceder a algumas das pretensões dos republicanos. E não deixa de ser uma péssima notícia, também, o facto da primeira cedência ter sido na área da política ambiental.

 

Ainda que Obama tenha também revelado que iria procurar outras formas de travar o aquecimento central – o presidente desistiu de tentar que o Congresso imponha limites às emissões de dióxido de carbono nos Estados Unidos, em troca de incentivos económicos – a verdade é que, em toda esta história, há um pormenor mais grave.

 

Qual? Explica-nos o NYT que “muitos dos novos membros eleitos agora têm expressado o seu cepticismo em relação à existência do aquecimento central, e dizem por isso que se opõem fortemente a que o Governo tome acções para o combater”.

 

O próximo porta-voz republicano da Casa dos Representantes, John Boehner, chegou mesmo a afirmar que a ideia de que o dióxido de carbono está a afectar o clima é mentirosa.


Isto, claro, é muito grave.

 

Assim, Obama porá de lado atingir um acordo mais abrangente sobre o clima e tentará criar políticas mais pequenas e que possam atrair o suporte dos republicanos.

 

A começar pelo desenvolvimento dos veículos eléctricos, incentivos à eficiência energética em edifícios e electrodomésticos e colocar um maior ênfase nas energias renováveis e na… energia nuclear.

 

Segundo Obama, estes programas poderão levar os EUA à inovação e criar também milhares de novos empregos. É a estratégia possível de Obama, que irá celebrar dois anos de presidência com o fantasma da não reeleição já a avistá-lo nas páginas dos jornais.

 

Será preciso uma segunda fase da sua presidência em grande para escapar a esse destino. Mas eu ainda acredito que será possível.

 

PS: Se as expectativas para a Cimeira do Clima, em Cancun, já estavam baixas, esta notícia irá certamente desmoralizar qualquer resto de esperança para a cimeira mexicana.

 

Ou – pensemos positivo – se em Copenhaga as expectativas eram tão altas e acabaram em fracasso, pode ser que o COP16 faça um trajecto inverso.

 

 


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