23 de Novembro de 2010
Por José Manuel Costa

E, finalmente, eis-me em Abu Dhabi, em reunião com os meus pares da Edelman.

 

Era difícil estar aqui e não ser impactado com alguma iniciativa de sustentabilidade. É verdade, decorre aqui - e até quarta-feira - o World Green Tourism (WGT) Abu Dhabi – o primeiro evento global organizado nesta região e que é unicamente dedicado ao investimento e desenvolvimento do turismo sustentável.

 

O encontro reunirá autoridades internacionais de turismo, planeadores urbanos, responsáveis de hotéis – e resorts – transportadoras aéreas, associações sectoriais, operadores, academia… mas também promotores imobiliários, fornecedores de produtos verdes, museus!, organizações de património cultural. Enfim, todos.

 

Na estratégia para transformar Abu Dhabi num local cada vez mais sustentável, um plano (agora) a 20 anos, o turismo, como é óbvio, não ficou para trás.

 

A cidade respira sustentabilidade nos seus projectos de médio e longo prazo, e fica bem claro que esta será a única forma dos Emirados Árabes Unidos conseguirem, eles próprios, garantirem o seu futuro.

 

As alterações climáticas ameaçam mais os países do Médio Oriente que outros à escala global. Ainda que as emissões de gases com efeito de estufa nesta região sejam apenas 5% do total global, o facto é que elas aumentaram (no Médio Oriente mas também Norte de África) 88% de 1990 para 2004 – três vezes mais que no resto do mundo.

 

Um dado particularmente negativo afirma que, em 2050, o clima nesta região será ainda mais quente e seco – com uma diminuição entre 20 a 30% da água disponível. As temperaturas aumentarão – e a chuva diminuirá.

 

O mundo árabe tem também 5% da população global, mas apenas 1% da água fresca e renovável. São dados muito graves e que Abu Dhabi, especificamente, tenta menorizar através da construção sustentável.

 

Destaque, claro, para Masdar, aquela que será a cidade mais sustentável do mundo. Recentemente, a Siemens anunciou que está a construir em Masdar City a sua sede para o Médio Oriente, e a nova cidade, apesar de alguns atrasos nos objectivos iniciais de nível de sustentabilidade e prazo de construção, será uma das obras globais mais significativas do século. Masdar City, a verdadeira cidade sustentável.

 

Espero regressar, se não for antes, lá para 2020 ou 2025, para perceber como se muda uma cidade em dez ou quinze anos. Ah… do meeting da Edelman falarei mais tarde. Quando regressar a Portugal.


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