10 de Dezembro de 2010
Por José Manuel Costa

Em Dezembro, multiplicam-se as campanhas de solidariedade.

 

Felizmente.

 

Anteontem, no Imagens de Marca, expliquei que esta tendência – feliz e infelizmente, dependendo do ponto de vista – é para continuar. E realcei que os portugueses, nas alturas mais difíceis, são solidários.

 

No último domingo, Dia Internacional do Voluntariado, fui convidado pela TVI para falar de responsabilidade social. Tive oportunidade, então, de falar da Coração Amarelo e do projecto desenvolvido pela GCI para a Delta – Tempo para Dar.

 

Numa altura em que a solidariedade está, mais que noutra época do ano, na ordem do dia, nunca é tarde para explicar que é preciso continuar a mudar percepções e, no caso específico da acção da Delta, criar uma onda de voluntariado e de apoio a quem mais precisa.

 

Quando contactámos, pela primeira vez, a Coração Amarelo, a instituição tinha 27 voluntários…. Terminou o ano com mais de 170 voluntários, depois de uma campanha de quatro meses. Estamos a falar de voluntários efectivos que dão apoio domiciliário e acompanham idosos que sofrem de solidão.

 

Aliás, a solidão na terceira idade é um dos temas que ganhará uma especial relevância nos próximos anos e que terá de ser trabalhado pelas instituições. Este é um problema cultural português.

 

Só campanhas como as do Banco Alimentar ou, espero eu, esta da AHRESP que será apresentada hoje, com sequências temporais estáveis, poderão ser bem sucedidas. Só assim conseguirão sobreviver.

 

Para que isso aconteça é necessário haver uma mudança nas empresas. Uma empresa só terá uma verdadeira política de responsabilidade social se tiver uma cultura de voluntariado dentro dela.

 

O trabalho é conjunto, não basta a decisão ser tomada na administração das empresas. Ela tem de abarcar os colaboradores da empresa e a própria instituição que será ajudada.

 

Este, para mim, é o grande desafio dos próximos anos da responsabilidade social e voluntariado. É um desafio urgente – tendo em conta a situação social do País. Nas empresas, a comunicação e os recursos humanos são indispensáveis em todo este processo.

 

Sim, todos sabemos que se as marcas e empresas tiverem um papel efectivo na sua relação com a sociedade, serão preferidas pelos consumidores face a outras marcas. Aqui, estamos a falar de desenvolvimento de negócio e criação de valor para as empresas.

 

Mas mais importante, para as empresas, é fechar o ciclo: retribuir à sociedade o que esta lhes deu.

 

Se se interessa por estes temas, não perca a apresentação do Good Purpose, na próxima terça-feira, 14 de Dezembro, no ISCTE.

 

PS: Como expliquei no domingo na TVI, 5% das horas dispendidas pelas equipas da GCI são dedicadas ao apoio ao voluntariado e ONGs. São 11 as ONGs e IPSS que trabalhamos – para além dos projectos pontuais.

 

Se internamente não sentirmos o voluntariado, como podemos recomendá-lo aos clientes? Que credibilidade teremos, então, para os aconselharmos nas suas próprias estratégias?

 


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